domingo, 9 de fevereiro de 2014

MARY BELL - Anjos Assassinos

Mary Bell

Mary Flora Bell nasceu no dia 26 de maio de 1957, em Newcastle Upon Tyne, Inglaterra. Sua mãe, Betty Bell era solteira, prostituta e mentalmente perturbada. Quando Mary nasceu, ela disse que “levassem essa coisa (Mary) para longe dela”... deixava Mary com parentes mas voltou para buscá-la, embora os parentes tenham peço para criar a menina.

Mary era constantemente humilhada pela mãe por urinar na cama; esfregava o rosto da filha no colchão molhado e o pendurava do lado de fora para que toda a vizinhança visse. Beth costumava aplicar castigos severos em Mary, no entanto, fora diagnosticada com Síndrome de Munchausen Invertida: ela entupia Mary de medicamentos até que esta passasse mal e a levava ao hospital para que a menina fosse submetida a lavagens estomacais... negligenciava Mary para que a menina se acidentasse e, assim, poderia obter atenção de alguém (no caso, dos médicos e enfermeiros do hospital).

Mas o pior ainda estava por vir: Beth forçava Mary a fazer sexo com seus clientes quando ela tinha apenas 4 anos, fato que se estendeu até seus 8 anos. Com o tempo, Mary passou a maltratar animais com frequência, espancava suas bonecas, segundo alguns, ela tentara enforcar um coleguinha aos 4 anos e, aos 5 anos, presenciou o atropelamento de outro colega. Quando aprendeu a falar, ficou incontrolável: pichava paredes e incendiou a casa.

No dia 11 de maio de 1968, Mary, então com 10 anos, brincava com sua amiga Norma Joyce e o primo da amiga, de 3 anos, em um abrigo antiaéreo em desuso, quando ele aparentemente caiu e se feriu. No dia seguinte, três outras meninas de 6 anos de idade reclamaram que Mary tentara apertar seus pescoços. No dia 15 de maio, a polícia conversou com Mary e sua amiga Norma.

No dia 25 de maio de 1968 (um sábado), dois meninos encontraram o corpo de Martin George Brown, de 4 anos, em uma casa em ruínas, na Estrada de Santa Margareth, 85, no distrito de Scotswood, em Newcastle. No dia seguinte, Mary tentou estrangular Norma e foi contida a bofetadas pelo pai da menina. No mesmo dia, à tarde, uma escola infantil foi invadida e vandalizada, e a polícia encontrou bilhetes com as seguintes mensagens: “F..., nós matamos, cuidado, Fanny e Faggot” e “Nós matamos Martin Brown, f... seus bastardos”.

No dia 30 de maio, Mary bateu na porta da casa da família Brown e pediu para ver Martin... a Sra. Brown respondeu que Martin estava morto e Mary disse: “Oh, eu sei que ele está morto. Queria vê-lo no caixão”.

Vítimas de Mary

Dois meses depois, em 31 de julho, Brian Howe, de 3 anos, desapareceu. Mary perguntou à irmã de Brian, Pat Howe, se ela estava procurando por ele, então se ofereceu para ajudar nas buscas. Procuraram em todos os lugares até chegarem a um terreno baldio onde Mary disse que ele deveria estar brincando próximo a alguns blocos de concreto ou no meio deles... encontraram, nesse momento, o corpo do menino às 23h daquela noite, coberto com grama e ervas daninhas; Brian foi estrangulado, tinha cortes nas pernas, seus órgãos genitais foram esfolados e uma perfuração no abdômen e a letra “M” gravada com uma lâmina de barbear; próximo ao local encontraram uma tesoura quebrada jogada na grama e tufos de cabelos cortados.

Mil e duzentas crianças locais foram interrogadas e, entre todas, Mary se destacava por estar sempre sorrindo, como se tudo fosse uma grande piada, segundo uma autoridade. Mary disse em um primeiro momento que se lembrara de ter visto “um garoto bater em Brian” no dia de sua morte, e que viu o garoto jogar com uma tesoura quebrada. Porém, esse garoto estava no aeroporto no dia em que Brian morreu.

Ao mencionar a tesoura, Mary atraiu a investigação para si... as autoridades não tinham revelado à imprensa sobre a tesoura. Estava claro que, ou Norma, ou Mary, ou ambas tinham visto Brian morrer. Pouco antes do enterro de Brian, Norma foi novamente interrogada e disse que estava presente quando Brian foi morto, acusando Mary de ter estrangulado o menino. Trocaram acusações e Mary dizia que Norma havia feito os cortes em seu corpo com uma lâmina de barbear.

Segundo Norma, Mary a levou até os blocos, mostrou o corpo de Brian e disse “eu apertei o pescoço e empurrei seus pulmões, é assim que se mata; pare de chorar e não conte a ninguém”. Norma disse que os lábios de Brian estavam roxos, por isso sabia que ele estava morto... Mary passou os dedos nos lábios de Brian e disse ter gostado do que fez.

Um policial diz que se lembra de ter visto Mary na porta da casa dos Howe quando o caixão de Brian foi levado para o enterro e relatou ter visto Mary rindo e esfregando as mãos do lado de fora... Mary dizia que “Brian Howe não tem mãe, então, ninguém sentirá sua falta”.

Em 05 de agosto de 1968 foram presas Norma e Mary e, quando acusada de homicídio, Mary disse: “Por mim, tudo bem”. Todos se espantaram, pois, custavam a acreditar que uma criança com aquela cara de anjo e grande olhos azuis fosse capaz de um crime tão perverso... percebiam que, enquanto Norma se comportava de maneira infantil, Mary parecia se divertir ao se esquivar das perguntas dos advogados. Um psiquiatra a descreveu como “inteligente, manipuladora e perigosa”, e que ela declarou querer ser enfermeira para poder enfiar agulhas nas pessoas, pois, gostava de machucar pessoas, principalmente, as que não podiam se defender.

Costumava dizer que “assassinato não era tão ruim assim, pois, todos morremos um dia de qualquer jeito”. Em seu caderno de notas tinha a frase “Era uma vez um menino que simplesmente deitou e morreu”.

Norma foi absolvida, mas Mary foi condenada em 17 de dezembro pelo assassinato dos dois meninos, e enviada para a Red Bank Special Unit, onde permaneceu de fevereiro de 1969 até novembro de 1973. Em setembro de 1977 fugiu da prisão de Moor Court Open com 2 rapazes, fez sexo com um deles e foi recapturada 3 dias depois. Foi libertada no dia 14 de maio de 1980 e empregou-se em uma creche e, depois, como garçonete. Anos depois, engravidou e sua filha nasceu em 1984.


Em 1998 foi publicada sua biografia sob o título “Gritos no vazio: a história de Mary Bell”, de Gitta Sereny, onde, segundo informações, Mary recebera uma recompensa de aproximadamente 16 mil libras, dinheiro com o qual comprou uma casa na Costa Sul...quando a localização foi descoberta, a polícia transferiu Bell e sua filha.

Em 2002, Mary recorreu ao tribunal para solicitar que sua nova identidade e endereço fossem mantidos em sigilo para sempre, a fim de proteger sua filha. Surgiu, então, no dia 21 de maio de 2003, uma lei chamada “Ordem Mary Bell”, que protege a identidade de qualquer criança envolvida em procedimentos legais.



Em 2009 o jornal Daily Mail, em reportagem escrita por Michael Seamark e Paul Sims, noticiaram que Mary se tornara avó aos 51 anos.

Fonte: Murderpedia.org
           Pasdemasque.blogspot
           Daily Mirror (mirror.co.uk)
           Paixões assassinas.com



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