Nativa
de Edimburg, Escócia, nascida em 1847, Williamina emigrou para a
Nova Zelândia com seus 2 filhos em 1868, onde morou com uma senhora
chamada Granny Kelly, em Southland. Casou-se com Charles Dean em 1872
e foram morar em uma propriedade de 22 hectares, conhecida como “O
Parque”, no East Winton, próximo a Invercargill. Não há
registros do que aconteceu com as duas crianças.
Buscas realizadas no jardim de Minnie
Um
incêndio destruiu a residência dos Dean, que construíram uma casa
menor. O jardim de flores de Williamina era famoso por suas dálias e
crisântemos, sendo conhecido como “Parque Nacional Inglês”.
Como
os tempos eram difíceis para o casal, Williamina – carinhosamente
chamada de “Minnie” – abriu a “Creche para Bebês” com o
objetivo de complementar a renda do marido e anunciando bebês para
adoção – as crianças lá deixadas eram filhos ilegítimos,
trazidos por suas mães que não podiam sustentá-las ou assumir essa
maternidade (os tempos eram outros)
Crianças resgatadas da casa de Minnie
após sua prisão
Em
1889 a creche de Minnie chamou a atenção das autoridades depois que
um bebê de 6 meses morreu após passar três dias doente. No
entanto, o óbito foi atestado como “causas naturais”, devido às
convulsões sofridas.
Dois
anos depois, em maio de 1891, um bebê de 6 semanas de idade morreu
e, novamente, foi considerado seu óbito por “causas naturais”.
Minnie passou a ser mais reservada em seus anúncios, utilizando
pseudônimos como “Cameron”, em anúncio no Timaru Herald.
Notícia da prisão de Minnie pelo assassinato da criança Eva Hornsby... a polícia esperava encontrar o corpo da criança em Clarendon, mas o encontraram no jardim de Minnie... Ao final, notícia sobre a prisão de Charles Dean, acusado pelo assassinato de 2 crianças...
Em
maio de 1895, um guarda ferroviário relatou que vira uma mulher no
trem com um bebê, porém, esta desembarcou depois sem nenhuma
criança. Com esse fato, a polícia deu início à investigações
que levaram-na à uma senhora chamada Hornsby, que residia em
Dunedin; esta disse à polícia que entregara a neta de 1 mês de
idade para Minnie em Milburn, com dinheiro para que cuidasse da
criança.
A
polícia levou a Sra. Hornsby à residência dos Dean, onde ela
reconheceu Minnie e as roupas pertencentes à criança. Minnie foi
presa e enviada à Dunedin para aguardar julgamento e, enquanto isso,
as buscas em seu famoso jardim resultaram no encontro de 2 bebês
enterrados: um deles era a criança Hornsby – chamada Eva Hornsby –
cuja necropsia revelou que o falecimento se dera por uma overdose de
morfina; o outro bebê era Dorothy Edith Carter, também entregue à
Minnie pela avó. As buscas prosseguiram e um terceiro bebê foi
encontrado. As acusações de assassinato foram inevitáveis após a
morfina ser encontrada por detetives na casa de Minnie.
Charles
também foi preso, seis outras crianças que estavam sob os cuidados
do casal foram levadas pela polícia. Inquéritos posteriores
revelaram que Charles Dean foi proibido por Minnie de trabalhar em
seu jardim – impedido até mesmo de retirar ervas daninhas – o
que levou à sua libertação e retiradas as acusações.
Minnie
negava que tivesse matado os bebês, porém, com a pressão dos
testemunhos das avós das crianças e as roupas encontradas na casa
de Minnie, ela admitiu as acusações. No entanto, suas últimas
palavras foram: “Não tenho nada a dizer, a não ser que sou
inocente!”.
O
julgamento de Minnie começou em 18 de junho de 1895, na Suprema
Corte de Invercargill, sendo rapidamente condenada por assassinato.
Em 12 de agosto entrou para a história como a primeira mulher a ser
enforcada na Nova Zelândia.
Apesar
da natureza de seus crimes, alguns jornalistas pareciam enfeitiçados
pela dona da creche, cujo artigo no The Times, de Londres, fez a
seguinte observação: “Minnie foi para o patíbulo sem vacilação
ou hesitação; morreu como uma mulher brava e maravilhosa”...
Fonte:
Enciclopédia de Serial Killers, de Michael Newton
Mary Flora Bell nasceu no dia 26 de maio de 1957, em Newcastle Upon
Tyne, Inglaterra. Sua mãe, Betty Bell era solteira, prostituta e
mentalmente perturbada. Quando Mary nasceu, ela disse que “levassem
essa coisa (Mary) para longe dela”... deixava Mary com parentes mas
voltou para buscá-la, embora os parentes tenham peço para criar a
menina.
Mary era constantemente humilhada pela mãe por urinar na cama;
esfregava o rosto da filha no colchão molhado e o pendurava do lado
de fora para que toda a vizinhança visse. Beth costumava aplicar
castigos severos em Mary, no entanto, fora diagnosticada com Síndrome
de Munchausen Invertida: ela entupia Mary de medicamentos até que
esta passasse mal e a levava ao hospital para que a menina fosse
submetida a lavagens estomacais... negligenciava Mary para que a
menina se acidentasse e, assim, poderia obter atenção de alguém
(no caso, dos médicos e enfermeiros do hospital).
Mas o pior ainda estava por vir: Beth forçava Mary a fazer sexo com
seus clientes quando ela tinha apenas 4 anos, fato que se estendeu
até seus 8 anos. Com o tempo, Mary passou a maltratar animais com
frequência, espancava suas bonecas, segundo alguns, ela tentara
enforcar um coleguinha aos 4 anos e, aos 5 anos, presenciou o
atropelamento de outro colega. Quando aprendeu a falar, ficou
incontrolável: pichava paredes e incendiou a casa.
No dia 11 de maio de 1968, Mary, então com 10 anos, brincava com sua
amiga Norma Joyce e o primo da amiga, de 3 anos, em um abrigo
antiaéreo em desuso, quando ele aparentemente caiu e se feriu. No
dia seguinte, três outras meninas de 6 anos de idade reclamaram que
Mary tentara apertar seus pescoços. No dia 15 de maio, a polícia
conversou com Mary e sua amiga Norma.
No dia 25 de maio de 1968 (um sábado), dois meninos encontraram o
corpo de Martin George Brown, de 4 anos, em uma casa em ruínas, na
Estrada de Santa Margareth, 85, no distrito de Scotswood, em
Newcastle. No dia seguinte, Mary tentou estrangular Norma e foi
contida a bofetadas pelo pai da menina. No mesmo dia, à tarde, uma
escola infantil foi invadida e vandalizada, e a polícia encontrou
bilhetes com as seguintes mensagens: “F..., nós matamos, cuidado,
Fanny e Faggot” e “Nós matamos Martin Brown, f... seus
bastardos”.
No dia 30 de maio, Mary bateu na porta da casa da família Brown e
pediu para ver Martin... a Sra. Brown respondeu que Martin estava
morto e Mary disse: “Oh, eu sei que ele está morto. Queria vê-lo
no caixão”.
Vítimas de Mary
Dois meses depois, em 31 de julho, Brian Howe, de 3 anos,
desapareceu. Mary perguntou à irmã de Brian, Pat Howe, se ela
estava procurando por ele, então se ofereceu para ajudar nas buscas.
Procuraram em todos os lugares até chegarem a um terreno baldio onde
Mary disse que ele deveria estar brincando próximo a alguns blocos
de concreto ou no meio deles... encontraram, nesse momento, o corpo
do menino às 23h daquela noite, coberto com grama e ervas daninhas;
Brian foi estrangulado, tinha cortes nas pernas, seus órgãos
genitais foram esfolados e uma perfuração no abdômen e a letra “M”
gravada com uma lâmina de barbear; próximo ao local encontraram uma
tesoura quebrada jogada na grama e tufos de cabelos cortados.
Mil e duzentas crianças locais foram interrogadas e, entre todas,
Mary se destacava por estar sempre sorrindo, como se tudo fosse uma
grande piada, segundo uma autoridade. Mary disse em um primeiro
momento que se lembrara de ter visto “um garoto bater em Brian”
no dia de sua morte, e que viu o garoto jogar com uma tesoura
quebrada. Porém, esse garoto estava no aeroporto no dia em que Brian
morreu.
Ao mencionar a tesoura, Mary atraiu a investigação para si... as
autoridades não tinham revelado à imprensa sobre a tesoura. Estava
claro que, ou Norma, ou Mary, ou ambas tinham visto Brian morrer.
Pouco antes do enterro de Brian, Norma foi novamente interrogada e
disse que estava presente quando Brian foi morto, acusando Mary de
ter estrangulado o menino. Trocaram acusações e Mary dizia que
Norma havia feito os cortes em seu corpo com uma lâmina de barbear.
Segundo Norma, Mary a levou até os blocos, mostrou o corpo de Brian
e disse “eu apertei o pescoço e empurrei seus pulmões, é assim
que se mata; pare de chorar e não conte a ninguém”. Norma disse
que os lábios de Brian estavam roxos, por isso sabia que ele estava
morto... Mary passou os dedos nos lábios de Brian e disse ter
gostado do que fez.
Um policial diz que se lembra de ter visto Mary na porta da casa dos
Howe quando o caixão de Brian foi levado para o enterro e relatou
ter visto Mary rindo e esfregando as mãos do lado de fora... Mary
dizia que “Brian Howe não tem mãe, então, ninguém sentirá sua
falta”.
Em 05 de agosto de 1968 foram presas Norma e Mary e, quando acusada
de homicídio, Mary disse: “Por mim, tudo bem”. Todos se
espantaram, pois, custavam a acreditar que uma criança com aquela
cara de anjo e grande olhos azuis fosse capaz de um crime tão
perverso... percebiam que, enquanto Norma se comportava de maneira
infantil, Mary parecia se divertir ao se esquivar das perguntas dos
advogados. Um psiquiatra a descreveu como “inteligente,
manipuladora e perigosa”, e que ela declarou querer ser enfermeira
para poder enfiar agulhas nas pessoas, pois, gostava de machucar
pessoas, principalmente, as que não podiam se defender.
Costumava dizer que “assassinato não era tão ruim assim, pois,
todos morremos um dia de qualquer jeito”. Em seu caderno de notas
tinha a frase “Era uma vez um menino que simplesmente deitou e
morreu”.
Norma foi absolvida, mas Mary foi condenada em 17 de dezembro pelo
assassinato dos dois meninos, e enviada para a Red Bank Special Unit,
onde permaneceu de fevereiro de 1969 até novembro de 1973. Em
setembro de 1977 fugiu da prisão de Moor Court Open com 2 rapazes,
fez sexo com um deles e foi recapturada 3 dias depois. Foi libertada
no dia 14 de maio de 1980 e empregou-se em uma creche e, depois, como
garçonete. Anos depois, engravidou e sua filha nasceu em 1984.
Em 1998 foi publicada sua biografia sob o título “Gritos no vazio:
a história de Mary Bell”, de Gitta Sereny, onde, segundo
informações, Mary recebera uma recompensa de aproximadamente 16 mil
libras, dinheiro com o qual comprou uma casa na Costa Sul...quando a
localização foi descoberta, a polícia transferiu Bell e sua filha.
Em 2002, Mary recorreu ao tribunal para solicitar que sua nova
identidade e endereço fossem mantidos em sigilo para sempre, a fim
de proteger sua filha. Surgiu, então, no dia 21 de maio de 2003, uma
lei chamada “Ordem Mary Bell”, que protege a identidade de
qualquer criança envolvida em procedimentos legais.
Em 2009 o jornal Daily Mail, em reportagem escrita por Michael
Seamark e Paul Sims, noticiaram que Mary se tornara avó aos 51 anos.
No
outono de 1983, em Los Angeles, cinco assassinos em série estavam à
solta, matando um independentemente do outro, cada um com sua
“assinatura pessoal”.
No
verão de 1985, as manchetes giravam em torno de um sádico invasor
de casas com preferência por janelas destrancadas e um gosto por
mutilação selvagem, o qual apelidaram de o “Perseguidor Noturno”.
Em apenas 3 semanas de intensa atuação, ceifou 16 vidas.
O
terror teve início em 10 de abril de 1984, com o estupro e
assassinato de Mei Leung, de 9 anos (fato que só foi comprovado em
2009 através de um exame de DNA feito pela polícia de São
Francisco); em junho de 1984, com o assassinato de uma mulher de 79
anos em sua casa, no subúrbio de Glassel Park. A polícia levantou
as digitais de uma tela de janela, mas não havia um suspeito para
comparar.
Em
fevereiro de 1985, a polícia tinha dois assassinatos para desvendar,
mas não viram qualquer ligação: primeiramente com o rapto de uma
menina de 6 anos, em Montebello, agarrada em um ponto de ônibus
próximo a sua escola, abusada sexualmente e jogada em Silver Lake,
dentro de um saco de lavanderia, no dia 25 de fevereiro; depois, em
11 de março, uma menina de 9 anos foi raptada em seu quarto, em
Monterey Park, estuprada e jogada no Elysian Park.
A mãe de Richard
Em
17 de março, o Golpeador Noturno atirou em Dayle Okazaki, de 34
anos, no condomínio Rosemead onde morava a vítima, e feriu sua
colega de quarto, Maria Hernandez, antes de fugir. Maria forneceu à
polícia a primeira descrição do invasor: rosto longo, notável por
seus cabelos encaracolados, olhos salientes e dentes espaçados e
estragados. No mesmo dia, Tsa Lian Yu, de 30 anos, foi puxada de seu
carro, próximo a sua casa em Monterey Park, e atingida por diversos
tiros, falecendo no dia seguinte.
Na
noite de 20 de março, uma menina de Eagle Rock foi raptada de sua
casa, abusada sexualmente, mas ele não a matou.
Em
27 de março, o Golpeador Noturno deslocou-se para a cidade de
Whittier, onde espancou até a morte Vincent Zazzara, de 64 anos, e
sua esposa, Maxine, de 44 anos, dentro da casa onde ambos moravam.
Maxine foi fatalmente apunhalada, teve seus olhos escavados e levados
da cena por seu agressor. Seus corpos só foram descobertos em 29 de
março.
Richard e seu retrato falado
No
dia 14 de maio, Willian Doi, de 65 anos, recebeu tiros na cabeça
disparados por um homem que invadiu sua casa em Monterey Park. Doi
alcançou o telefone e discou a emergência antes de falecer, o que
salvou sua esposa de ser agredida.
Em
29 de maio, Mabel Bell, de 84 anos, e sua irmã inválida, Florence
Lang, de 81 anos, foram espancadas de forma selvagem em sua casa em
Monrovia. Neste caso, o agressor escreveu com tinta os pentagramas
satânicos no corpo de Bell e nas paredes da casa. Foram encontradas
pelo jardineiro no dia 2 de junho, tendo Florence Lang sobrevivido ao
ataque.
O
Golpeador continuava a elevar seu placar. Em 27 de junho, Patty
Higgins, 32 anos, foi assassinada com a garganta cortada em sua casa,
em Arcádia, e no dia 2 de julho, Mary Cannon, 77 anos foi
assassinada da mesma forma, a 9km de distância do local.
Em
7 de julho, Joyce Nelson, 61 anos, foi espancada até a morte em sua
casa, em Monterey Park e, em 20 de julho, agiu duas vezes: primeiro
invadiu uma casa em Sun Valley assassinando Chainarong Khovanath, 32
anos, espancou e estuprou sua esposa e agrediu seu filho de 8 anos
antes de fugir com dinheiro e joias no valor de US$ 30mil. Pouco
tempo depois, matou a tiros Max Kneiding, 69 anos, e sua esposa Lela,
de 66 anos na casa do casal, em Glendale.
Casal Kneiding
No
dia 6 de agosto foram feridos a tiros Christopher Peterson, 38 anos e
sua esposa Virginia, 27 anos, em sua casa, em Northridge. As
descrições combinavam com a do Golpeador e, novamente, em 8 de
agosto, matou a tiros Elyas Abowath, 35 anos, e espancou brutalmente
sua esposa, em sua casa, próximo ao Bar Diamond.
Até
esse momento, a polícia mantinha os fatos sobre o “Golpeador Noturno” em sigilo – acho que ajudou e muito na despreocupação
da sociedade quanto a esse predador, invasor de casas e assassino...
A
partir deste último caso, a polícia anunciou sua caçada ao
assassino. Em 17 de agosto, atirou em Peter Pan, de 66 anos, em sua
casa em São Francisco. A esposa de Peter foi atingida por tiros e
espancada, mas sobreviveu aos ferimentos, identificando o Perseguidor
pelos retratos falados.
Condecorações aos que ajudaram na captura de Richard
Até
22 de agosto, creditavam ao Perseguidor um total de 14 assassinatos
na Califórnia. Ainda feriu Bill Carns, 29 anos, com um tiro na
cabeça, estuprou sua noiva e fugiu com o carro de Bill. O veículo
foi recuperado no dia 28 de agosto, com impressões digitais
pertencentes à Richard Ramirez, um antigo andarilho do Texas, cuja
folha corrida de Los Angeles incluía inúmeras prisões por tráfico.
Seus
conhecidos o descreveram como “satanista”, usuário de drogas,
obcecado pela banda de rock AC/DC. Segundo relatórios, Ramirez
adotou a música “Night Prowler” (Ladrão Noturno) como hino,
tocando-a repetidamente por horas a fio.
Em
30 de agosto foram emitidas várias fotografias de Richard na TV,
sendo capturado por civis no dia seguinte, cercado e espancado quando
tentava roubar um carro. A polícia chegou a tempo de salvá-lo e, em
29 de setembro enfrentou 68 acusações por crimes qualificados,
incluindo 44 acusações de assassinato e 22 acusações de agressão
sexual. Uma das acusações de assassinato foi retirada antes do
julgamento, mas 8 novas acusações foram acrescentadas à lista em
dezembro de 1985: entre eles, 2 estupros e uma tentativa de
assassinato.
Uma
irmã de Ramirez disse à imprensa que ele desejava admitir a culpa,
um desejo frustrado por seus advogados, mas não houve qualquer
demonstração pública de arrependimento por parte de Ramirez.
Mostrando um pentagrama na palma de uma de suas mãos, Ramirez acenou
para os fotógrafos e gritou: “Hei Satã!”. Durante uma audiência
preliminar no tribunal, ele disse a um companheiro interno: “Matei
20 pessoas, cara... adoro todo esse sangue!”.
Notícias da época
O
julgamento de Ramirez foi uma maratona... a seleção do júri
começou em 22 de julho de 1988 e, em 20 de setembro de 1989 os
jurados condenaram-no em 13 acusações de assassinato e 30 crimes
qualificados relacionados.
Em
4 de outubro, recomendou-se a execução de Ramirez, que foi
formalmente sentenciado à morte em 7 de novembro de 1989. Palavras
de Ramirez:
“Vocês
vermes me deixam doente! Não me entendem... estou além do bem e do
mal! Serei vingado. Lúcifer habita em todos nós!”
Aos
repórteres, fora do tribunal disse: “Grande coisa. A morte sempre
veio com o território. Vejo vocês na Disneylândia”.
Posteriormente
enviado a São Francisco para o julgamento pelo assassinato de Peter
Pan, Ramirez foi cercado por grupos femininos que se alinhavam para
visitá-lo na prisão. Elas disputavam a atenção de Ramirez e essa
“adoração” interrompeu tanto a rotina da cadeia que Ramirez foi
transferido para San Quentin, em setembro de 1993, aguardando sua
execução no corredor da morte. Quando admitido nesta prisão,
descobriram que Richard tinha um tubo de metal com uma chave e uma
agulha e seringa escondido em seu reto (!).
Em
junho de 1995, o processo de São Francisco foi adiado
indefinidamente, pendente de um recurso de apelação. Em 7 de agosto
de 2006 sua sentença de execução foi confirmada e um mês depois a
Suprema Corte negou o pedido de nova audiência.
Permanecia
no corredor da morte, na prisão de San Quentin, porém, faleceu em 7
de junho de 2013, aos 53 anos de idade, de causas naturais (abaixo,
link da notícia).
Ramirez
nasceu no dia 29 de fevereiro de 1960, em El Paso, no Texas. Alguns
acreditam que foi
influenciado por seu primo Mike, um veterano da Guerra do Vietnã que
se gabava de matar e torturar seus inimigos vietnamitas e mostrou-lhe
fotos Polaroid de suas vítimas. Ramírez estava presente na noite em
que seu primo Mike atirou e matou sua esposa, cujo sangue espirrou em
seu rosto.
Questionário
respondido por Ramirez, em entrevistas, na prisão:
Esportes
favoritos: Rugby, Futebol, Boxe
Música
preferida: Heavy Metal
Atriz
preferida: Samantha Strong
Local
de férias favorito: URANO
Comida
preferida: pés das mulheres
Cor
preferida: vermelho
Passatempo:
Viagem e medir caixões
Curte:
cocaína
Não
curte: hipócritas e autoridades
Faça
um desejo: ter o meu dedo em um dispositivo de gatilho nuclear
O
que você procura em uma garota: uma boa bunda e boas pernas
Forma
perfeita de comemorar: beber rum no cemitério em uma noite de lua
Descreva-se:
um idiota orgulhoso
Lema:
viva cada dia como se fosse o último
Se
você gosta de uma garota, o que faz para chamar sua atenção?: eu
saco minha arma
Tem
algo que você mudaria sobre si mesmo?: Nada, a não ser onde eu
estou.
Como
sua vida mudou, como resultado de seu sucesso?: não tenho mais
privacidade Qual é a sua mensagem para seus fãs?: mantenham o
seu espírito forte.
Entrevista com Richard Ramirez
Fonte: Aprendiz Verde
Fonte:
Enciclopédia de Serial Killers, de Michael Newton
Nascido
em Ome, Tóquio, em 1962, Tsutomu Miyazaki teve problemas desde seu
nascimento. Seu parto foi prematuro, ele nasceu com uma estranha
deformidade nas mãos, o que limitou seus movimentos nessa
parte do corpo. Por causa disso, Tsutomu era vítima de piadas dos
colegas de escola. Isso provavelmente o chocou bastante. Ele tomou
gosto pelo cinema, fazendo uma imensa coleção de fitas de filmes e
desenhos, sendo os seus favoritos os filmes de horror. Ele também
tomou gosto por histórias em quadrinhos (mangá, no Japão) e por
pornografia infantil.
Tsutomu
Miyazaki não é o que podemos chamar de serial killer prolífico.
Ele talvez tenha feito apenas 4 (quatro) vítimas entre os anos de
1988 e 1989. Porém seus crimes tinham ingredientes estarrecedores,
como a idade das vítimas: todas meninas de 4 a 7 anos, a necrofilia,
a mutilação, a ingestão de sangue e o canibalismo.
Na mídia
japonesa, o assassino ficou conhecido como “Otaku Assassino”,
“Assassino de Ninfas” e “Drácula”.
Em
Saitama, sequestrou uma menina de 4 anos e a estrangulou numa
floresta num subúrbio de Tóquio, em agosto de 1988. Em outubro do
mesmo ano fez a mesma coisa com uma menina de 7 anos. Em dezembro,
aproximou-se de outra menina de 4 anos, estrangulou-a num
estacionamento e abandonou seu corpo numa área florestal próxima.
Em junho de 1989, raptou uma menina de 5 anos, estrangulou-a em seu
carro. Depois mutilou seu corpo e abandonou as partes em áreas
florestais de Saitama e Tóquio.
Ainda em
janeiro de 1989, pais da criança desaparecida em agosto de 1988
encontram uma caixa de papelão na frente de sua residência e ficam
chocados ao perceber os ossos da vítima com várias fotos de seus
dentes, com mãos e pés amputados, além de suas roupas e uma
leitura de cartão postal com os dizeres “Mari. Cremada. Ossos.
Investigue. Prove”. A perícia confirmou que os ossos e cinzas eram
realmente da criança desaparecida, Mari Kono. Os pés e mãos de
Mari foram recuperados no armário de Tsutomo quando este foi preso.
Durante
esse onda de assassinatos, Miyazaki era considerado um bom
funcionário onde trabalhava durante o dia; depois do expediente,
porém, se dedicava à caça de novas vítimas. Outro detalhe
chocante, foi o fato de que Miyazaki enviou cartas para os familiares
das vítimas, descrevendo em detalhes como as meninas foram mortas.
Tais cartas vinham acompanhadas de uma caixinha contendo pó de ossos
humanos, ossos de suas vítimas, como o caso de Mari Konno. Em
seguida, cortou os pés e as mãos, guardando-os no armário até o
dia de sua prisão.
Em 23 de
julho de 1989, Tsutomu Miyazaki abusava sexualmente de uma menina em
um parque próximo a sua casa quando foi flagrado pelo pai da
criança. Ele fugiu nu e a pé, mas cometeu um erro que acabou de vez
com sua série de homicídios. Mais tarde, naquela noite, Tsutomu
voltou para buscar seu carro e acabou preso por policiais.
Durante
seu julgamento, ele permaneceu calmo e indiferente. Seus atos cruéis
alimentaram o pânico e trouxeram à tona debates sobre a violência
que os filmes de horror podem provocar em uma pessoa.
Quarto de Tsutomu
Tsutomu
Miyazaki foi diagnosticado portador de múltiplas personalidade. Ele
foi considerado culpado e condenado à morte em 14 de abril de 1997.
Em 17 de junho de 2008, Tsutomu foi enforcado. Os detalhes sobre seu
canibalismo foram mantidos quase completamente em sigilo.
Aparentemente,
Tsutomu Miyazaki se inspirou no segundo e no quarto filme da série
Guinea Pig para cometer seus assassinatos. No segundo filme, um
japonês vestido de samurai sequestra e esquarteja uma jovem, tudo
muito explicitamente. No quarto filme, um pintor encontra uma sereia
dentro de um bueiro; ele a leva para casa, mas ela está debilitada
devido uma infecção. Ele, então, decide pintá-la antes que seja
tarde demais. Guinea Pig é uma série de curta-metragens
experimentais japonesa, cujos filmes (seis no total), na maioria das
vezes são extremamente sanguinolentos.
Após sua
condenação, o pai de Tsutomu Miyazaki cometeu suicídio.
Christian
Brown, pai de Jordan, descreveu o menino como uma criança normal,
alegre e carinhosa. Sua mãe declarou: “Não sei o que aconteceu
naquela casa, mas eu sei que o meu filho não fez aquilo. Jordan era
uma típica criança de 11 anos, muito alegre e carinhoso”.
No
entanto, a polícia afirma que essa mesma criança carinhosa, no dia
20 de fevereiro de 2009, encostou uma espingarda calibre 20 na cabeça
de sua madrasta grávida de 8 meses, Kenzie Houk (26) e puxou o
gatilho. Ela e o bebê faleceram. Então, Jordan guardou a arma,
pegou sua mochila e foi para a escola como se nada tivesse acontecido
e, quando perguntado pela polícia o que tinha acontecido, disse que
viu uma camionete preta rondando o local.
O CRIME
Na
quinta, 19 de fevereiro de 2009, Jordan entrou no ônibus escolar,
como sempre faz, na Pensilvânia. Sexta, dia 20, foi diferente.
Segundo a polícia, antes de deixar a fazenda onde morava com seu pai
e a madrasta em Wanpum, Pensilvânia, Jordan matou com um tiro na
parte de trás da cabeça sua madrasta grávida, enquanto deitada na
cama. Colocou a arma, uma espingarda calibre 20, de volta em seu
quarto e saiu para pegar o ônibus. O bebê faleceu poucos minutos
depois por falta de oxigênio, segundo os peritos.
Kenzie e suas filhas Jenessa e Adalynn
A família
de Kenzie Houk (madrasta de Jordan), disse que eles tiveram problemas
de relacionamento com Jordan. O menino tinha ciúmes da madrasta com
seu pai. O irmão de Houk, Jack, disse que a gravidez de Kenzie só
agravou a situação entre eles.
Segundo a
polícia, a espingarda usada é projetada para crianças, tendo um
braço mais curto e que essas armas não (ou costumavam) ser
registradas. O irmão de Kenzie disse que o menino e seu pai
praticavam tiro atrás da fazenda em que moravam e que caçavam
juntos.
REPERCUSSÃO
O caso
teve repercussão mundial, pois, como Jordan seria julgado como
adulto com apenas 11 anos de idade, poderia ser a pessoa mais nova da
história dos EUA a ser condenada à prisão perpétua.
As
declarações de um psicólogo do Shadyside Hospital, em Pittsburgh,
afirma que o cérebro humano não se desenvolve plenamente antes dos
25 anos, e que, provavelmente, Jordan entende a diferença entre o
bem e o mal, mas as chances de entender as consequências de suas
ações da mesma forma que entenderia com 21 anos são poucas...
Se Jordan
fosse julgado como adulto, seria condenado a uma pena de prisão
perpétua sem liberdade condicional.
Segundo
Michelle Leighton, diretora do Programa de Direitos Humanos da
Universidade de San Francisco, existem 8 casos em que crianças de 13
anos ou mais foram condenadas à prisão perpétua sem liberdade
condicional, porém, não há nenhum caso de crianças com idade
menor que essa. De acordo com Michelle, “é injusto sentenciar
nossas crianças a morrer na prisão”, e afirma que os EUA são o
único país que sentencia suas crianças à morrer na prisão,
colocando o Estado da Pensilvânia como o que aplica prisão perpétua
em pessoas mais jovens do que qualquer outro Estado.
Para
Michelle, Jordan é “uma criança extremamente perturbada, mas isso
não faz dele um adulto e não podemos fingir que ele é um adulto.
Sua condenação como adulto não traz os mortos de volta”.
Na
Pensilvânia, qualquer pessoa a partir dos 10 anos é julgada
automaticamente pelo tribunal de adultos. O
advogado de defesa, Dennis Elisco, esclarece: “Quando essa lei foi
aprovada, anos atrás, havia um sério problema com gangues que
recrutavam garotos de 10 ou 11 anos para cometer assassinatos. Num
caso desses, eu concordaria com a prisão perpétua. Mas Jordan é um
exemplo oposto”.
A
estratégia dos advogados de defesa é transferir o caso para a corte
juvenil – existem precedentes para a concessão de tal medida:
→ no
ano de 2007, uma menina da cidade de Elizabeth Township, na
Pensilvânia, disse que matou a tiros seu pai porque ele abusava
sexualmente dela. Rachel Booth, de 13 anos, atirou no rosto de seu
pai com uma espingarda calibre 12 enquanto ele dormia. Um acordo com
o Ministério Público transferiu seu caso para a corte juvenil, o
que impediu sua prisão;
→
Timothy Fullum, de Homewood, também teve seu caso transferido para a
corte juvenil em 2004. Com 16 anos, ele esfaqueou seu amigo, Israel
Cyrus, de 15 anos, durante uma briga. Permaneceu em uma instituição
para jovens até seus 21 anos;
Desde que
fora acusado em 2009, Jordan permaneceu na detenção para jovens.
A pressão da opinião pública e de organizações governamentais
deu resultado: Jordan foi julgado pela corte juvenil no dia 13 de
abril de 2012, considerado “delinquente” (o que, na corte
juvenil, é similar à “culpado” na corte comum, para adultos) e
ficará em uma instituição para jovens delinquentes até seus 21
anos.
Em maio
deste ano (2013), Jordan teve sua transferência aprovada para outro
instituto de jovens, no centro da Pensilvânia (mais próximo de
casa), em uma audiência fechada para o público. Ainda, a Corte de
Apelações da Pensilvânia anulou a decisão que condenou Jordan, no
condado de Lawrence, sendo necessário um novo processo para o garoto
que agora conta com 15 anos de idade, decisão esta que frustou a
família de Kenzie.
MOTIVO DA
ANULAÇÃO
Segundo a
Corte, as evidências apresentadas no julgamento de 2012 não eram
suficientes para a acusação; para eles, existe um espaço de 45
minutos entre o horário em que Jordan e uma das filhas de Houk
pegaram o ônibus para a escola e o horário em que uma empresa de
corte de árvores chega ao local para trabalhar. A acusação não
teria apresentado nenhuma evidência de que alguém teria ou não
entrado na casa durante esse tempo.
Segundo o
depoimento do trabalhador da empresa de corte de árvores, ele apenas
observou pegadas de criança na neve... no entanto, a acusação
omitiu esse espaço temporal e desconsiderou a possibilidade de outra
pessoa qualquer ter se aproximado da residência naquela manhã.
De acordo
com a Corte Superior, não há impressões digitais na arma, nem
sangue nas roupas de Jordan; resíduos de pólvora foram encontrados
em sua camisa e calças, mas não fizeram o exame em suas mãos.
Estamos
no quinto ano deste caso e, segundo os próprios advogados de defesa
de Jordan, não sabem o que pode acontecer daqui por diante... Em
junho deste ano (2013) a Corte Superior da Pensilvânia se manifestou
no sentido de que não deseja reaver os argumentos do apelo de
Jordan.
Klara nasceu em
1975. Era uma garota desajustada, cujas frequentes explosões
místicas foram comparados com Joana D'Arc e sempre disse que se
destinava a servir em uma missão designada por Deus. Sua irmã mais
nova, Katerina, tinha uma personalidade semelhante e juntas
fantasiavam constantemente sobre as coisas que fariam quando tivesse
oportunidade.
Klara chegou a ir
para a faculdade, mas nunca conseguia se libertar de suas manias
religiosas. Foi viver com um homem, ainda nessa época, com quem
compartilhou uma vida de sexo tórrido, segundo suas declarações.
Engravidou e teve 2 filhos: Ondrej e Jakub.
Após a separação,
causada por seu caráter violento, Klara ficou sozinha com as
crianças. Apesar de suas excentricidades, era uma boa mãe, passava
o tempo com seus filhos, amando e cuidando deles. Sentindo-se
sozinha, convidou sua irmã, Katerina, para viver com ela e seus 2
filhos.
Klara e Katerina
conheceram Barbora Skrlova, 33 anos, na universidade. Esta tinha uma
doença rara glandular: tinha a aparência de uma menina de 12 anos e
constantemente se dizia menor para escapar de punições ou qualquer
ação legal que pudesse sofrer. Barbora foi adotada por um casal,
porém, violenta, passou um tempo em uma instituição mental da qual
fugiu.
A presença de
Barbora mudou muitas coisas na vida de Klara e Katerina. A
psicopatologia destas aflorou com a sutil lavagem cerebral feita por
Barbora. Psiquiatras que avaliaram Klara a identificaram com uma
espécie de “distúrbio psíquico grave de dissociação da
identidade”.
TRANSFORMAÇÃO
Influenciadas por
Barbora, Klara e Katerina ingressaram em uma seita chamada Movimento
do Graal, que alegavam ter centenas de seguidores na Grã-Bretanha e
dezenas de milhares de pessoas no mundo, e baseava-se em escritos
feitos entre 1923 e 1938, por Oskar Ernst Bernhardt, coletadas na
mensagem do Santo Graal, na qual ele afirma que o homem pode chegar
ao céu fazendo o bem sobre a terra.
Mas a realidade era
diferente. Um dos preceitos do grupo era de que seus membros estavam
livres de tabus sociais, como o canibalismo, incesto e assassinato.
Seu líder era conhecido apenas como “O Doutor”, que se
comunicava com seus seguidores somente por meio de mensagens de texto
enviadas a seus telefones celulares. Esse líder apoiava escravidão,
abuso de crianças e promiscuidade sexual, em um suposto sentido
libertário.
Influenciadas por
Barbora, Klara raspa a cabeça, tira as sobrancelhas, usa vestido
esfarrapado e para de tomar banho. Sua irmã Katerina apoiava suas
ações. Barbora tinha comportamento duplo: em alguns momentos, se
comportava como uma mulher adulta; em outros, como uma criança.
Barbora tinha ciúmes da atenção dispensada por Klara a seus dois
filhos. Klara, então, aconselhada por Barbora, começou a puni-los.
Desesperada com o
'mau comportamento' dos filhos, Klara novamente aconselhada por
Barbora mandou construir duas jaulas de ferro para seus dois filhos,
deixando-os nelas em tempo integral e, às vezes, algemados em tábuas
por várias horas.
O HORROR
Agosto de 2006. As
jaulas foram colocadas no porão com as crianças, despidas,
recebendo comida através das barras. Elas não sabiam que
permaneceriam lá por cerca de 8 (oito) meses!!!
Klara e Katerina
começaram a torturar as crianças: queimavam seus braços e pernas
com cigarros, amarravam e amordaçavam-nas quando recebiam visitas,
batiam neles com cintos e tentavam afogá-los; também davam choques
elétricos através das barras e foram abusados sexualmente. Jogavam
baldes de água fria para limpá-las uma vez por semana, dormiam no
chão sem cobertores, com fezes e urina. Nem sempre eram alimentados
e se chorassem, eram espancados através das grades. Eram obrigados a
beber o próprio vômito e se cortar com facas para deleito dos
parentes.
Começaram, então,
a alimentá-los demais para que ganhassem peso. Então, Klara pegou
uma faca afiada e pediu para que Ondrej tirasse um pedaço de sua
perna. Depois que ele o fez, Katerina e Barbora agarraram o menino
enquanto Klara, a mãe, esfolava o braço de Ondrej, seu filho. O
menino gritou de dor e terror, observado por seu irmão que também
chorava muito. Às vezes comiam pedaços do garoto na frente deles, o
que provocava o choro da criança.
Jakub permaneceu
assim um mês, imaginando que um dia aconteceria com ele o mesmo que
aconteceu com seu irmão. Então, primeiro, sua mãe rasgou pedaços
de um braço, então, todos os meses o ritual se repetia: Klara
rasgava os pedaços de carne de uma das crianças e depois devoravam
as três.
A DESCOBERTA
Barbora, então,
teve uma ideia que foi sua ruína: Katerina comprou em uma loja de
eletrônicos uma câmera de vigilância sem fios, usada para
monitorar bebês. Colocaram no porão para que, através dela,
pudessem ver o que as crianças estavam fazendo e também quando eram
torturados.
Reviravolta: um
vizinho instalou uma câmera para monitorar o quarto de seu filho
recém-nascido, porém, por um erro de transmissão, captaram imagens
de 3 mulheres torturando crianças. Passados alguns dias, ele
percebeu que estava interceptando o sinal que vinha da casa vizinha,
reconhecendo Klara; então, gravou as imagens e chamou a polícia.
Dez
de maio de 2007.
Policiais chegaram à casa de Klara que se colocou na porta do porão
com sua irmã, Katerina, tentando impedir a entrada da polícia. Os
policiais as algemaram e levaram para a viatura e, em seguida,
quebraram os cadeados encontrando o horror.
O cheiro de sangue,
sujeira, urina e fezes era esmagadora. O chão estava pegajoso e as
paredes tinham manchas de sangue seco. Jakub (7) estava desmaiado,
enquanto Ondrej (10), em choque, sangrava e chorava muito. Ambos
tiveram ferimentos terríveis, partes do corpo comido e quase sem
carne.
Em frente da gaiola
tinha uma menina, segurando um ursinho de pelúcia e, ao ver os
policiais, correu para seus braços dizendo se chamar 'Anika', tinha
12 anos e era filha adotiva de Klara. Os agentes a levaram de lá
rapidamente e, ao ganhar a rua, a garota contou à polícia que
tentou desesperadamente abrir a gaiola de ferro para escapar: era
Barbora, que tinha de novo usado o artifício para fugir.
O caso foi um
escândalo. As crianças foram hospitalizadas e poderiam testemunhar
no julgamento contra sua mãe e tia, contando os horrores vividos na
jaula durante quase um ano. As duas mulheres culparam Barbora, mas
não conseguiram localizá-la, pois, fugira para a Noruega, com
identidade falsa dizendo chamar-se 'Adam', com 13 anos. Um casal
norueguês a adotou e a matriculou na escola primária. Levou quase
um ano para a polícia a encontrar. Presa na Noruega, seus pais
adotivos ficaram chocados quando souberam que se tratava de uma
mulher de 36 anos, não de uma menina de 13.
Extraditada para a
República Tcheca, foi julgada junto com Klara e Katerina, e sua vida
e personalidade inspirou o filme “A Órfã”, que trata da
capacidade da protagonista para enganar pessoas, colocando-se como
menor de idade e mascarando seus ataques psicopatas.
No tribunal, Klara
confessou torturar os filhos, mas alegou ter sido influenciada por
Katerine e Barbora. Os policiais também tomaram conhecimento de
mensagens enviadas por um sujeito apelidado “Doutor”. Ele teria
enviado uma série de mensagens explicando como torturá-las.
“Coisas
terríveis aconteceram. Eu percebo isso e não consigo entender como
poderia ter permitido tudo isso”, dizia Klara Mauerova.
Klara Mauerova
recebeu pena de 9 anos de prisão por tortura; Katerina, a mais
atuante na tortura, recebeu pena de 10 anos de cadeia. Barbora e
outro membro do grupo, Jan Turek, receberam 5 anos de cadeia e,
outros dois membros, Hana Basova e Jan Skrla receberam 7 anos de
cadeia cada um.