sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

WILLIAMINA DEAN, a "Bruxa de Southland"

Williamina e notícia do dia de sua execução

Nativa de Edimburg, Escócia, nascida em 1847, Williamina emigrou para a Nova Zelândia com seus 2 filhos em 1868, onde morou com uma senhora chamada Granny Kelly, em Southland. Casou-se com Charles Dean em 1872 e foram morar em uma propriedade de 22 hectares, conhecida como “O Parque”, no East Winton, próximo a Invercargill. Não há registros do que aconteceu com as duas crianças.

Buscas realizadas no jardim de Minnie

Um incêndio destruiu a residência dos Dean, que construíram uma casa menor. O jardim de flores de Williamina era famoso por suas dálias e crisântemos, sendo conhecido como “Parque Nacional Inglês”.

Como os tempos eram difíceis para o casal, Williamina – carinhosamente chamada de “Minnie” – abriu a “Creche para Bebês” com o objetivo de complementar a renda do marido e anunciando bebês para adoção – as crianças lá deixadas eram filhos ilegítimos, trazidos por suas mães que não podiam sustentá-las ou assumir essa maternidade (os tempos eram outros)
Crianças resgatadas da casa de Minnie
após sua prisão

Em 1889 a creche de Minnie chamou a atenção das autoridades depois que um bebê de 6 meses morreu após passar três dias doente. No entanto, o óbito foi atestado como “causas naturais”, devido às convulsões sofridas.

Dois anos depois, em maio de 1891, um bebê de 6 semanas de idade morreu e, novamente, foi considerado seu óbito por “causas naturais”. Minnie passou a ser mais reservada em seus anúncios, utilizando pseudônimos como “Cameron”, em anúncio no Timaru Herald.

Notícia da prisão de Minnie pelo assassinato da criança Eva Hornsby... a polícia esperava encontrar o corpo da criança em Clarendon, mas o encontraram no jardim de Minnie...
Ao final, notícia sobre a prisão de Charles Dean, acusado pelo assassinato de 2 crianças...


Em maio de 1895, um guarda ferroviário relatou que vira uma mulher no trem com um bebê, porém, esta desembarcou depois sem nenhuma criança. Com esse fato, a polícia deu início à investigações que levaram-na à uma senhora chamada Hornsby, que residia em Dunedin; esta disse à polícia que entregara a neta de 1 mês de idade para Minnie em Milburn, com dinheiro para que cuidasse da criança.

A polícia levou a Sra. Hornsby à residência dos Dean, onde ela reconheceu Minnie e as roupas pertencentes à criança. Minnie foi presa e enviada à Dunedin para aguardar julgamento e, enquanto isso, as buscas em seu famoso jardim resultaram no encontro de 2 bebês enterrados: um deles era a criança Hornsby – chamada Eva Hornsby – cuja necropsia revelou que o falecimento se dera por uma overdose de morfina; o outro bebê era Dorothy Edith Carter, também entregue à Minnie pela avó. As buscas prosseguiram e um terceiro bebê foi encontrado. As acusações de assassinato foram inevitáveis após a morfina ser encontrada por detetives na casa de Minnie.

Charles também foi preso, seis outras crianças que estavam sob os cuidados do casal foram levadas pela polícia. Inquéritos posteriores revelaram que Charles Dean foi proibido por Minnie de trabalhar em seu jardim – impedido até mesmo de retirar ervas daninhas – o que levou à sua libertação e retiradas as acusações.

Minnie negava que tivesse matado os bebês, porém, com a pressão dos testemunhos das avós das crianças e as roupas encontradas na casa de Minnie, ela admitiu as acusações. No entanto, suas últimas palavras foram: “Não tenho nada a dizer, a não ser que sou inocente!”.

O julgamento de Minnie começou em 18 de junho de 1895, na Suprema Corte de Invercargill, sendo rapidamente condenada por assassinato. Em 12 de agosto entrou para a história como a primeira mulher a ser enforcada na Nova Zelândia.

Apesar da natureza de seus crimes, alguns jornalistas pareciam enfeitiçados pela dona da creche, cujo artigo no The Times, de Londres, fez a seguinte observação: “Minnie foi para o patíbulo sem vacilação ou hesitação; morreu como uma mulher brava e maravilhosa”...


Fonte: Enciclopédia de Serial Killers, de Michael Newton
           Murderpedia.org


domingo, 9 de fevereiro de 2014

MARY BELL - Anjos Assassinos

Mary Bell

Mary Flora Bell nasceu no dia 26 de maio de 1957, em Newcastle Upon Tyne, Inglaterra. Sua mãe, Betty Bell era solteira, prostituta e mentalmente perturbada. Quando Mary nasceu, ela disse que “levassem essa coisa (Mary) para longe dela”... deixava Mary com parentes mas voltou para buscá-la, embora os parentes tenham peço para criar a menina.

Mary era constantemente humilhada pela mãe por urinar na cama; esfregava o rosto da filha no colchão molhado e o pendurava do lado de fora para que toda a vizinhança visse. Beth costumava aplicar castigos severos em Mary, no entanto, fora diagnosticada com Síndrome de Munchausen Invertida: ela entupia Mary de medicamentos até que esta passasse mal e a levava ao hospital para que a menina fosse submetida a lavagens estomacais... negligenciava Mary para que a menina se acidentasse e, assim, poderia obter atenção de alguém (no caso, dos médicos e enfermeiros do hospital).

Mas o pior ainda estava por vir: Beth forçava Mary a fazer sexo com seus clientes quando ela tinha apenas 4 anos, fato que se estendeu até seus 8 anos. Com o tempo, Mary passou a maltratar animais com frequência, espancava suas bonecas, segundo alguns, ela tentara enforcar um coleguinha aos 4 anos e, aos 5 anos, presenciou o atropelamento de outro colega. Quando aprendeu a falar, ficou incontrolável: pichava paredes e incendiou a casa.

No dia 11 de maio de 1968, Mary, então com 10 anos, brincava com sua amiga Norma Joyce e o primo da amiga, de 3 anos, em um abrigo antiaéreo em desuso, quando ele aparentemente caiu e se feriu. No dia seguinte, três outras meninas de 6 anos de idade reclamaram que Mary tentara apertar seus pescoços. No dia 15 de maio, a polícia conversou com Mary e sua amiga Norma.

No dia 25 de maio de 1968 (um sábado), dois meninos encontraram o corpo de Martin George Brown, de 4 anos, em uma casa em ruínas, na Estrada de Santa Margareth, 85, no distrito de Scotswood, em Newcastle. No dia seguinte, Mary tentou estrangular Norma e foi contida a bofetadas pelo pai da menina. No mesmo dia, à tarde, uma escola infantil foi invadida e vandalizada, e a polícia encontrou bilhetes com as seguintes mensagens: “F..., nós matamos, cuidado, Fanny e Faggot” e “Nós matamos Martin Brown, f... seus bastardos”.

No dia 30 de maio, Mary bateu na porta da casa da família Brown e pediu para ver Martin... a Sra. Brown respondeu que Martin estava morto e Mary disse: “Oh, eu sei que ele está morto. Queria vê-lo no caixão”.

Vítimas de Mary

Dois meses depois, em 31 de julho, Brian Howe, de 3 anos, desapareceu. Mary perguntou à irmã de Brian, Pat Howe, se ela estava procurando por ele, então se ofereceu para ajudar nas buscas. Procuraram em todos os lugares até chegarem a um terreno baldio onde Mary disse que ele deveria estar brincando próximo a alguns blocos de concreto ou no meio deles... encontraram, nesse momento, o corpo do menino às 23h daquela noite, coberto com grama e ervas daninhas; Brian foi estrangulado, tinha cortes nas pernas, seus órgãos genitais foram esfolados e uma perfuração no abdômen e a letra “M” gravada com uma lâmina de barbear; próximo ao local encontraram uma tesoura quebrada jogada na grama e tufos de cabelos cortados.

Mil e duzentas crianças locais foram interrogadas e, entre todas, Mary se destacava por estar sempre sorrindo, como se tudo fosse uma grande piada, segundo uma autoridade. Mary disse em um primeiro momento que se lembrara de ter visto “um garoto bater em Brian” no dia de sua morte, e que viu o garoto jogar com uma tesoura quebrada. Porém, esse garoto estava no aeroporto no dia em que Brian morreu.

Ao mencionar a tesoura, Mary atraiu a investigação para si... as autoridades não tinham revelado à imprensa sobre a tesoura. Estava claro que, ou Norma, ou Mary, ou ambas tinham visto Brian morrer. Pouco antes do enterro de Brian, Norma foi novamente interrogada e disse que estava presente quando Brian foi morto, acusando Mary de ter estrangulado o menino. Trocaram acusações e Mary dizia que Norma havia feito os cortes em seu corpo com uma lâmina de barbear.

Segundo Norma, Mary a levou até os blocos, mostrou o corpo de Brian e disse “eu apertei o pescoço e empurrei seus pulmões, é assim que se mata; pare de chorar e não conte a ninguém”. Norma disse que os lábios de Brian estavam roxos, por isso sabia que ele estava morto... Mary passou os dedos nos lábios de Brian e disse ter gostado do que fez.

Um policial diz que se lembra de ter visto Mary na porta da casa dos Howe quando o caixão de Brian foi levado para o enterro e relatou ter visto Mary rindo e esfregando as mãos do lado de fora... Mary dizia que “Brian Howe não tem mãe, então, ninguém sentirá sua falta”.

Em 05 de agosto de 1968 foram presas Norma e Mary e, quando acusada de homicídio, Mary disse: “Por mim, tudo bem”. Todos se espantaram, pois, custavam a acreditar que uma criança com aquela cara de anjo e grande olhos azuis fosse capaz de um crime tão perverso... percebiam que, enquanto Norma se comportava de maneira infantil, Mary parecia se divertir ao se esquivar das perguntas dos advogados. Um psiquiatra a descreveu como “inteligente, manipuladora e perigosa”, e que ela declarou querer ser enfermeira para poder enfiar agulhas nas pessoas, pois, gostava de machucar pessoas, principalmente, as que não podiam se defender.

Costumava dizer que “assassinato não era tão ruim assim, pois, todos morremos um dia de qualquer jeito”. Em seu caderno de notas tinha a frase “Era uma vez um menino que simplesmente deitou e morreu”.

Norma foi absolvida, mas Mary foi condenada em 17 de dezembro pelo assassinato dos dois meninos, e enviada para a Red Bank Special Unit, onde permaneceu de fevereiro de 1969 até novembro de 1973. Em setembro de 1977 fugiu da prisão de Moor Court Open com 2 rapazes, fez sexo com um deles e foi recapturada 3 dias depois. Foi libertada no dia 14 de maio de 1980 e empregou-se em uma creche e, depois, como garçonete. Anos depois, engravidou e sua filha nasceu em 1984.


Em 1998 foi publicada sua biografia sob o título “Gritos no vazio: a história de Mary Bell”, de Gitta Sereny, onde, segundo informações, Mary recebera uma recompensa de aproximadamente 16 mil libras, dinheiro com o qual comprou uma casa na Costa Sul...quando a localização foi descoberta, a polícia transferiu Bell e sua filha.

Em 2002, Mary recorreu ao tribunal para solicitar que sua nova identidade e endereço fossem mantidos em sigilo para sempre, a fim de proteger sua filha. Surgiu, então, no dia 21 de maio de 2003, uma lei chamada “Ordem Mary Bell”, que protege a identidade de qualquer criança envolvida em procedimentos legais.



Em 2009 o jornal Daily Mail, em reportagem escrita por Michael Seamark e Paul Sims, noticiaram que Mary se tornara avó aos 51 anos.

Fonte: Murderpedia.org
           Pasdemasque.blogspot
           Daily Mirror (mirror.co.uk)
           Paixões assassinas.com



RICHARD RAMIREZ, o "Golpeador Noturno" (The Night Stalker)



No outono de 1983, em Los Angeles, cinco assassinos em série estavam à solta, matando um independentemente do outro, cada um com sua “assinatura pessoal”.

No verão de 1985, as manchetes giravam em torno de um sádico invasor de casas com preferência por janelas destrancadas e um gosto por mutilação selvagem, o qual apelidaram de o “Perseguidor Noturno”. Em apenas 3 semanas de intensa atuação, ceifou 16 vidas.

O terror teve início em 10 de abril de 1984, com o estupro e assassinato de Mei Leung, de 9 anos (fato que só foi comprovado em 2009 através de um exame de DNA feito pela polícia de São Francisco); em junho de 1984, com o assassinato de uma mulher de 79 anos em sua casa, no subúrbio de Glassel Park. A polícia levantou as digitais de uma tela de janela, mas não havia um suspeito para comparar.

Em fevereiro de 1985, a polícia tinha dois assassinatos para desvendar, mas não viram qualquer ligação: primeiramente com o rapto de uma menina de 6 anos, em Montebello, agarrada em um ponto de ônibus próximo a sua escola, abusada sexualmente e jogada em Silver Lake, dentro de um saco de lavanderia, no dia 25 de fevereiro; depois, em 11 de março, uma menina de 9 anos foi raptada em seu quarto, em Monterey Park, estuprada e jogada no Elysian Park.

A mãe de Richard

Em 17 de março, o Golpeador Noturno atirou em Dayle Okazaki, de 34 anos, no condomínio Rosemead onde morava a vítima, e feriu sua colega de quarto, Maria Hernandez, antes de fugir. Maria forneceu à polícia a primeira descrição do invasor: rosto longo, notável por seus cabelos encaracolados, olhos salientes e dentes espaçados e estragados. No mesmo dia, Tsa Lian Yu, de 30 anos, foi puxada de seu carro, próximo a sua casa em Monterey Park, e atingida por diversos tiros, falecendo no dia seguinte.

Na noite de 20 de março, uma menina de Eagle Rock foi raptada de sua casa, abusada sexualmente, mas ele não a matou.

Em 27 de março, o Golpeador Noturno deslocou-se para a cidade de Whittier, onde espancou até a morte Vincent Zazzara, de 64 anos, e sua esposa, Maxine, de 44 anos, dentro da casa onde ambos moravam. Maxine foi fatalmente apunhalada, teve seus olhos escavados e levados da cena por seu agressor. Seus corpos só foram descobertos em 29 de março.

Richard e seu retrato falado

No dia 14 de maio, Willian Doi, de 65 anos, recebeu tiros na cabeça disparados por um homem que invadiu sua casa em Monterey Park. Doi alcançou o telefone e discou a emergência antes de falecer, o que salvou sua esposa de ser agredida.

Em 29 de maio, Mabel Bell, de 84 anos, e sua irmã inválida, Florence Lang, de 81 anos, foram espancadas de forma selvagem em sua casa em Monrovia. Neste caso, o agressor escreveu com tinta os pentagramas satânicos no corpo de Bell e nas paredes da casa. Foram encontradas pelo jardineiro no dia 2 de junho, tendo Florence Lang sobrevivido ao ataque.

O Golpeador continuava a elevar seu placar. Em 27 de junho, Patty Higgins, 32 anos, foi assassinada com a garganta cortada em sua casa, em Arcádia, e no dia 2 de julho, Mary Cannon, 77 anos foi assassinada da mesma forma, a 9km de distância do local.

Em 7 de julho, Joyce Nelson, 61 anos, foi espancada até a morte em sua casa, em Monterey Park e, em 20 de julho, agiu duas vezes: primeiro invadiu uma casa em Sun Valley assassinando Chainarong Khovanath, 32 anos, espancou e estuprou sua esposa e agrediu seu filho de 8 anos antes de fugir com dinheiro e joias no valor de US$ 30mil. Pouco tempo depois, matou a tiros Max Kneiding, 69 anos, e sua esposa Lela, de 66 anos na casa do casal, em Glendale.

Casal Kneiding

No dia 6 de agosto foram feridos a tiros Christopher Peterson, 38 anos e sua esposa Virginia, 27 anos, em sua casa, em Northridge. As descrições combinavam com a do Golpeador e, novamente, em 8 de agosto, matou a tiros Elyas Abowath, 35 anos, e espancou brutalmente sua esposa, em sua casa, próximo ao Bar Diamond.

Até esse momento, a polícia mantinha os fatos sobre o “Golpeador Noturno” em sigilo – acho que ajudou e muito na despreocupação da sociedade quanto a esse predador, invasor de casas e assassino...

A partir deste último caso, a polícia anunciou sua caçada ao assassino. Em 17 de agosto, atirou em Peter Pan, de 66 anos, em sua casa em São Francisco. A esposa de Peter foi atingida por tiros e espancada, mas sobreviveu aos ferimentos, identificando o Perseguidor pelos retratos falados.

Condecorações aos que ajudaram
na captura de Richard

Até 22 de agosto, creditavam ao Perseguidor um total de 14 assassinatos na Califórnia. Ainda feriu Bill Carns, 29 anos, com um tiro na cabeça, estuprou sua noiva e fugiu com o carro de Bill. O veículo foi recuperado no dia 28 de agosto, com impressões digitais pertencentes à Richard Ramirez, um antigo andarilho do Texas, cuja folha corrida de Los Angeles incluía inúmeras prisões por tráfico.

Seus conhecidos o descreveram como “satanista”, usuário de drogas, obcecado pela banda de rock AC/DC. Segundo relatórios, Ramirez adotou a música “Night Prowler” (Ladrão Noturno) como hino, tocando-a repetidamente por horas a fio.

Em 30 de agosto foram emitidas várias fotografias de Richard na TV, sendo capturado por civis no dia seguinte, cercado e espancado quando tentava roubar um carro. A polícia chegou a tempo de salvá-lo e, em 29 de setembro enfrentou 68 acusações por crimes qualificados, incluindo 44 acusações de assassinato e 22 acusações de agressão sexual. Uma das acusações de assassinato foi retirada antes do julgamento, mas 8 novas acusações foram acrescentadas à lista em dezembro de 1985: entre eles, 2 estupros e uma tentativa de assassinato.

Uma irmã de Ramirez disse à imprensa que ele desejava admitir a culpa, um desejo frustrado por seus advogados, mas não houve qualquer demonstração pública de arrependimento por parte de Ramirez. Mostrando um pentagrama na palma de uma de suas mãos, Ramirez acenou para os fotógrafos e gritou: “Hei Satã!”. Durante uma audiência preliminar no tribunal, ele disse a um companheiro interno: “Matei 20 pessoas, cara... adoro todo esse sangue!”.

Notícias da época

O julgamento de Ramirez foi uma maratona... a seleção do júri começou em 22 de julho de 1988 e, em 20 de setembro de 1989 os jurados condenaram-no em 13 acusações de assassinato e 30 crimes qualificados relacionados.

Em 4 de outubro, recomendou-se a execução de Ramirez, que foi formalmente sentenciado à morte em 7 de novembro de 1989. Palavras de Ramirez:
Vocês vermes me deixam doente! Não me entendem... estou além do bem e do mal! Serei vingado. Lúcifer habita em todos nós!”

Aos repórteres, fora do tribunal disse: “Grande coisa. A morte sempre veio com o território. Vejo vocês na Disneylândia”.

Posteriormente enviado a São Francisco para o julgamento pelo assassinato de Peter Pan, Ramirez foi cercado por grupos femininos que se alinhavam para visitá-lo na prisão. Elas disputavam a atenção de Ramirez e essa “adoração” interrompeu tanto a rotina da cadeia que Ramirez foi transferido para San Quentin, em setembro de 1993, aguardando sua execução no corredor da morte. Quando admitido nesta prisão, descobriram que Richard tinha um tubo de metal com uma chave e uma agulha e seringa escondido em seu reto (!).

Em junho de 1995, o processo de São Francisco foi adiado indefinidamente, pendente de um recurso de apelação. Em 7 de agosto de 2006 sua sentença de execução foi confirmada e um mês depois a Suprema Corte negou o pedido de nova audiência.

Permanecia no corredor da morte, na prisão de San Quentin, porém, faleceu em 7 de junho de 2013, aos 53 anos de idade, de causas naturais (abaixo, link da notícia).


PREFERÊNCIAS DE RAMIREZ

Ramirez nasceu no dia 29 de fevereiro de 1960, em El Paso, no Texas. Alguns acreditam que foi influenciado por seu primo Mike, um veterano da Guerra do Vietnã que se gabava de matar e torturar seus inimigos vietnamitas e mostrou-lhe fotos Polaroid de suas vítimas. Ramírez estava presente na noite em que seu primo Mike atirou e matou sua esposa, cujo sangue espirrou em seu rosto.

Questionário respondido por Ramirez, em entrevistas, na prisão:

Esportes favoritos: Rugby, Futebol, Boxe
Música preferida: Heavy Metal
Atriz preferida: Samantha Strong
Local de férias favorito: URANO
Comida preferida: pés das mulheres
Cor preferida: vermelho
Passatempo: Viagem e medir caixões
Curte: cocaína
Não curte: hipócritas e autoridades
Faça um desejo: ter o meu dedo em um dispositivo de gatilho nuclear
O que você procura em uma garota: uma boa bunda e boas pernas
Forma perfeita de comemorar: beber rum no cemitério em uma noite de lua
Descreva-se: um idiota orgulhoso
Lema: viva cada dia como se fosse o último
Se você gosta de uma garota, o que faz para chamar sua atenção?: eu saco minha arma
Tem algo que você mudaria sobre si mesmo?: Nada, a não ser onde eu estou.
Como sua vida mudou, como resultado de seu sucesso?: não tenho mais privacidade
Qual é a sua mensagem para seus fãs?: mantenham o seu espírito forte.

Entrevista com Richard Ramirez
Fonte: Aprendiz Verde


Fonte: Enciclopédia de Serial Killers, de Michael Newton
           Murderpedia.org
           G1 Globo.com
          Aprendiz Verde





TSUTOMU MIYAZAKI, o "Assassino de Ninfas" - Paladares Excêntricos



Nascido em Ome, Tóquio, em 1962, Tsutomu Miyazaki teve problemas desde seu nascimento. Seu parto foi prematuro, ele nasceu com uma estranha deformidade nas mãos, o que limitou seus movimentos nessa parte do corpo. Por causa disso, Tsutomu era vítima de piadas dos colegas de escola. Isso provavelmente o chocou bastante. Ele tomou gosto pelo cinema, fazendo uma imensa coleção de fitas de filmes e desenhos, sendo os seus favoritos os filmes de horror. Ele também tomou gosto por histórias em quadrinhos (mangá, no Japão) e por pornografia infantil.

Tsutomu Miyazaki não é o que podemos chamar de serial killer prolífico. Ele talvez tenha feito apenas 4 (quatro) vítimas entre os anos de 1988 e 1989. Porém seus crimes tinham ingredientes estarrecedores, como a idade das vítimas: todas meninas de 4 a 7 anos, a necrofilia, a mutilação, a ingestão de sangue e o canibalismo.

Na mídia japonesa, o assassino ficou conhecido como “Otaku Assassino”, “Assassino de Ninfas” e “Drácula”.

Em Saitama, sequestrou uma menina de 4 anos e a estrangulou numa floresta num subúrbio de Tóquio, em agosto de 1988. Em outubro do mesmo ano fez a mesma coisa com uma menina de 7 anos. Em dezembro, aproximou-se de outra menina de 4 anos, estrangulou-a num estacionamento e abandonou seu corpo numa área florestal próxima. Em junho de 1989, raptou uma menina de 5 anos, estrangulou-a em seu carro. Depois mutilou seu corpo e abandonou as partes em áreas florestais de Saitama e Tóquio.



Ainda em janeiro de 1989, pais da criança desaparecida em agosto de 1988 encontram uma caixa de papelão na frente de sua residência e ficam chocados ao perceber os ossos da vítima com várias fotos de seus dentes, com mãos e pés amputados, além de suas roupas e uma leitura de cartão postal com os dizeres “Mari. Cremada. Ossos. Investigue. Prove”. A perícia confirmou que os ossos e cinzas eram realmente da criança desaparecida, Mari Kono. Os pés e mãos de Mari foram recuperados no armário de Tsutomo quando este foi preso.

Durante esse onda de assassinatos, Miyazaki era considerado um bom funcionário onde trabalhava durante o dia; depois do expediente, porém, se dedicava à caça de novas vítimas. Outro detalhe chocante, foi o fato de que Miyazaki enviou cartas para os familiares das vítimas, descrevendo em detalhes como as meninas foram mortas. Tais cartas vinham acompanhadas de uma caixinha contendo pó de ossos humanos, ossos de suas vítimas, como o caso de Mari Konno. Em seguida, cortou os pés e as mãos, guardando-os no armário até o dia de sua prisão.



Em 23 de julho de 1989, Tsutomu Miyazaki abusava sexualmente de uma menina em um parque próximo a sua casa quando foi flagrado pelo pai da criança. Ele fugiu nu e a pé, mas cometeu um erro que acabou de vez com sua série de homicídios. Mais tarde, naquela noite, Tsutomu voltou para buscar seu carro e acabou preso por policiais.

Durante seu julgamento, ele permaneceu calmo e indiferente. Seus atos cruéis alimentaram o pânico e trouxeram à tona debates sobre a violência que os filmes de horror podem provocar em uma pessoa.

Quarto de Tsutomu

Tsutomu Miyazaki foi diagnosticado portador de múltiplas personalidade. Ele foi considerado culpado e condenado à morte em 14 de abril de 1997. Em 17 de junho de 2008, Tsutomu foi enforcado. Os detalhes sobre seu canibalismo foram mantidos quase completamente em sigilo.

Aparentemente, Tsutomu Miyazaki se inspirou no segundo e no quarto filme da série Guinea Pig para cometer seus assassinatos. No segundo filme, um japonês vestido de samurai sequestra e esquarteja uma jovem, tudo muito explicitamente. No quarto filme, um pintor encontra uma sereia dentro de um bueiro; ele a leva para casa, mas ela está debilitada devido uma infecção. Ele, então, decide pintá-la antes que seja tarde demais. Guinea Pig é uma série de curta-metragens experimentais japonesa, cujos filmes (seis no total), na maioria das vezes são extremamente sanguinolentos.

Após sua condenação, o pai de Tsutomu Miyazaki cometeu suicídio.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

JORDAN BROWN, EUA - Anjos Assassinos



Christian Brown, pai de Jordan, descreveu o menino como uma criança normal, alegre e carinhosa. Sua mãe declarou: “Não sei o que aconteceu naquela casa, mas eu sei que o meu filho não fez aquilo. Jordan era uma típica criança de 11 anos, muito alegre e carinhoso”.

No entanto, a polícia afirma que essa mesma criança carinhosa, no dia 20 de fevereiro de 2009, encostou uma espingarda calibre 20 na cabeça de sua madrasta grávida de 8 meses, Kenzie Houk (26) e puxou o gatilho. Ela e o bebê faleceram. Então, Jordan guardou a arma, pegou sua mochila e foi para a escola como se nada tivesse acontecido e, quando perguntado pela polícia o que tinha acontecido, disse que viu uma camionete preta rondando o local.

O CRIME

Na quinta, 19 de fevereiro de 2009, Jordan entrou no ônibus escolar, como sempre faz, na Pensilvânia. Sexta, dia 20, foi diferente. Segundo a polícia, antes de deixar a fazenda onde morava com seu pai e a madrasta em Wanpum, Pensilvânia, Jordan matou com um tiro na parte de trás da cabeça sua madrasta grávida, enquanto deitada na cama. Colocou a arma, uma espingarda calibre 20, de volta em seu quarto e saiu para pegar o ônibus. O bebê faleceu poucos minutos depois por falta de oxigênio, segundo os peritos.

Kenzie e suas filhas Jenessa e Adalynn

A família de Kenzie Houk (madrasta de Jordan), disse que eles tiveram problemas de relacionamento com Jordan. O menino tinha ciúmes da madrasta com seu pai. O irmão de Houk, Jack, disse que a gravidez de Kenzie só agravou a situação entre eles.

Segundo a polícia, a espingarda usada é projetada para crianças, tendo um braço mais curto e que essas armas não (ou costumavam) ser registradas. O irmão de Kenzie disse que o menino e seu pai praticavam tiro atrás da fazenda em que moravam e que caçavam juntos.




REPERCUSSÃO

O caso teve repercussão mundial, pois, como Jordan seria julgado como adulto com apenas 11 anos de idade, poderia ser a pessoa mais nova da história dos EUA a ser condenada à prisão perpétua.

As declarações de um psicólogo do Shadyside Hospital, em Pittsburgh, afirma que o cérebro humano não se desenvolve plenamente antes dos 25 anos, e que, provavelmente, Jordan entende a diferença entre o bem e o mal, mas as chances de entender as consequências de suas ações da mesma forma que entenderia com 21 anos são poucas...

Se Jordan fosse julgado como adulto, seria condenado a uma pena de prisão perpétua sem liberdade condicional.

Segundo Michelle Leighton, diretora do Programa de Direitos Humanos da Universidade de San Francisco, existem 8 casos em que crianças de 13 anos ou mais foram condenadas à prisão perpétua sem liberdade condicional, porém, não há nenhum caso de crianças com idade menor que essa. De acordo com Michelle, “é injusto sentenciar nossas crianças a morrer na prisão”, e afirma que os EUA são o único país que sentencia suas crianças à morrer na prisão, colocando o Estado da Pensilvânia como o que aplica prisão perpétua em pessoas mais jovens do que qualquer outro Estado.

Para Michelle, Jordan é “uma criança extremamente perturbada, mas isso não faz dele um adulto e não podemos fingir que ele é um adulto. Sua condenação como adulto não traz os mortos de volta”.

Na Pensilvânia, qualquer pessoa a partir dos 10 anos é julgada automaticamente pelo tribunal de adultos. O advogado de defesa, Dennis Elisco, esclarece: “Quando essa lei foi aprovada, anos atrás, havia um sério problema com gangues que recrutavam garotos de 10 ou 11 anos para cometer assassinatos. Num caso desses, eu concordaria com a prisão perpétua. Mas Jordan é um exemplo oposto”.

A estratégia dos advogados de defesa é transferir o caso para a corte juvenil – existem precedentes para a concessão de tal medida:

→ no ano de 2007, uma menina da cidade de Elizabeth Township, na Pensilvânia, disse que matou a tiros seu pai porque ele abusava sexualmente dela. Rachel Booth, de 13 anos, atirou no rosto de seu pai com uma espingarda calibre 12 enquanto ele dormia. Um acordo com o Ministério Público transferiu seu caso para a corte juvenil, o que impediu sua prisão;

→ Timothy Fullum, de Homewood, também teve seu caso transferido para a corte juvenil em 2004. Com 16 anos, ele esfaqueou seu amigo, Israel Cyrus, de 15 anos, durante uma briga. Permaneceu em uma instituição para jovens até seus 21 anos;

Desde que fora acusado em 2009, Jordan permaneceu na detenção para jovens.

A pressão da opinião pública e de organizações governamentais deu resultado: Jordan foi julgado pela corte juvenil no dia 13 de abril de 2012, considerado “delinquente” (o que, na corte juvenil, é similar à “culpado” na corte comum, para adultos) e ficará em uma instituição para jovens delinquentes até seus 21 anos.

Em maio deste ano (2013), Jordan teve sua transferência aprovada para outro instituto de jovens, no centro da Pensilvânia (mais próximo de casa), em uma audiência fechada para o público. Ainda, a Corte de Apelações da Pensilvânia anulou a decisão que condenou Jordan, no condado de Lawrence, sendo necessário um novo processo para o garoto que agora conta com 15 anos de idade, decisão esta que frustou a família de Kenzie.


MOTIVO DA ANULAÇÃO

Segundo a Corte, as evidências apresentadas no julgamento de 2012 não eram suficientes para a acusação; para eles, existe um espaço de 45 minutos entre o horário em que Jordan e uma das filhas de Houk pegaram o ônibus para a escola e o horário em que uma empresa de corte de árvores chega ao local para trabalhar. A acusação não teria apresentado nenhuma evidência de que alguém teria ou não entrado na casa durante esse tempo.

Segundo o depoimento do trabalhador da empresa de corte de árvores, ele apenas observou pegadas de criança na neve... no entanto, a acusação omitiu esse espaço temporal e desconsiderou a possibilidade de outra pessoa qualquer ter se aproximado da residência naquela manhã.

De acordo com a Corte Superior, não há impressões digitais na arma, nem sangue nas roupas de Jordan; resíduos de pólvora foram encontrados em sua camisa e calças, mas não fizeram o exame em suas mãos.

Estamos no quinto ano deste caso e, segundo os próprios advogados de defesa de Jordan, não sabem o que pode acontecer daqui por diante... Em junho deste ano (2013) a Corte Superior da Pensilvânia se manifestou no sentido de que não deseja reaver os argumentos do apelo de Jordan.

Fonte: Murderpedia
           News Online – Pittsburgh CBS Local
           Post-Gazette Pittsburgh



KLARA MAUEROVA - Paladares Excêntricos

Klara e seus filhos, Ondrej e Jakub

Klara nasceu em 1975. Era uma garota desajustada, cujas frequentes explosões místicas foram comparados com Joana D'Arc e sempre disse que se destinava a servir em uma missão designada por Deus. Sua irmã mais nova, Katerina, tinha uma personalidade semelhante e juntas fantasiavam constantemente sobre as coisas que fariam quando tivesse oportunidade.

Klara chegou a ir para a faculdade, mas nunca conseguia se libertar de suas manias religiosas. Foi viver com um homem, ainda nessa época, com quem compartilhou uma vida de sexo tórrido, segundo suas declarações. Engravidou e teve 2 filhos: Ondrej e Jakub.

Após a separação, causada por seu caráter violento, Klara ficou sozinha com as crianças. Apesar de suas excentricidades, era uma boa mãe, passava o tempo com seus filhos, amando e cuidando deles. Sentindo-se sozinha, convidou sua irmã, Katerina, para viver com ela e seus 2 filhos.

Klara e Katerina conheceram Barbora Skrlova, 33 anos, na universidade. Esta tinha uma doença rara glandular: tinha a aparência de uma menina de 12 anos e constantemente se dizia menor para escapar de punições ou qualquer ação legal que pudesse sofrer. Barbora foi adotada por um casal, porém, violenta, passou um tempo em uma instituição mental da qual fugiu.

A presença de Barbora mudou muitas coisas na vida de Klara e Katerina. A psicopatologia destas aflorou com a sutil lavagem cerebral feita por Barbora. Psiquiatras que avaliaram Klara a identificaram com uma espécie de “distúrbio psíquico grave de dissociação da identidade”.


TRANSFORMAÇÃO

Influenciadas por Barbora, Klara e Katerina ingressaram em uma seita chamada Movimento do Graal, que alegavam ter centenas de seguidores na Grã-Bretanha e dezenas de milhares de pessoas no mundo, e baseava-se em escritos feitos entre 1923 e 1938, por Oskar Ernst Bernhardt, coletadas na mensagem do Santo Graal, na qual ele afirma que o homem pode chegar ao céu fazendo o bem sobre a terra.

Mas a realidade era diferente. Um dos preceitos do grupo era de que seus membros estavam livres de tabus sociais, como o canibalismo, incesto e assassinato. Seu líder era conhecido apenas como “O Doutor”, que se comunicava com seus seguidores somente por meio de mensagens de texto enviadas a seus telefones celulares. Esse líder apoiava escravidão, abuso de crianças e promiscuidade sexual, em um suposto sentido libertário.

Influenciadas por Barbora, Klara raspa a cabeça, tira as sobrancelhas, usa vestido esfarrapado e para de tomar banho. Sua irmã Katerina apoiava suas ações. Barbora tinha comportamento duplo: em alguns momentos, se comportava como uma mulher adulta; em outros, como uma criança. Barbora tinha ciúmes da atenção dispensada por Klara a seus dois filhos. Klara, então, aconselhada por Barbora, começou a puni-los.

Desesperada com o 'mau comportamento' dos filhos, Klara novamente aconselhada por Barbora mandou construir duas jaulas de ferro para seus dois filhos, deixando-os nelas em tempo integral e, às vezes, algemados em tábuas por várias horas.


O HORROR

Agosto de 2006. As jaulas foram colocadas no porão com as crianças, despidas, recebendo comida através das barras. Elas não sabiam que permaneceriam lá por cerca de 8 (oito) meses!!!

Klara e Katerina começaram a torturar as crianças: queimavam seus braços e pernas com cigarros, amarravam e amordaçavam-nas quando recebiam visitas, batiam neles com cintos e tentavam afogá-los; também davam choques elétricos através das barras e foram abusados sexualmente. Jogavam baldes de água fria para limpá-las uma vez por semana, dormiam no chão sem cobertores, com fezes e urina. Nem sempre eram alimentados e se chorassem, eram espancados através das grades. Eram obrigados a beber o próprio vômito e se cortar com facas para deleito dos parentes.

Começaram, então, a alimentá-los demais para que ganhassem peso. Então, Klara pegou uma faca afiada e pediu para que Ondrej tirasse um pedaço de sua perna. Depois que ele o fez, Katerina e Barbora agarraram o menino enquanto Klara, a mãe, esfolava o braço de Ondrej, seu filho. O menino gritou de dor e terror, observado por seu irmão que também chorava muito. Às vezes comiam pedaços do garoto na frente deles, o que provocava o choro da criança.

Jakub permaneceu assim um mês, imaginando que um dia aconteceria com ele o mesmo que aconteceu com seu irmão. Então, primeiro, sua mãe rasgou pedaços de um braço, então, todos os meses o ritual se repetia: Klara rasgava os pedaços de carne de uma das crianças e depois devoravam as três.


A DESCOBERTA

Barbora, então, teve uma ideia que foi sua ruína: Katerina comprou em uma loja de eletrônicos uma câmera de vigilância sem fios, usada para monitorar bebês. Colocaram no porão para que, através dela, pudessem ver o que as crianças estavam fazendo e também quando eram torturados.

Reviravolta: um vizinho instalou uma câmera para monitorar o quarto de seu filho recém-nascido, porém, por um erro de transmissão, captaram imagens de 3 mulheres torturando crianças. Passados alguns dias, ele percebeu que estava interceptando o sinal que vinha da casa vizinha, reconhecendo Klara; então, gravou as imagens e chamou a polícia.

Dez de maio de 2007. Policiais chegaram à casa de Klara que se colocou na porta do porão com sua irmã, Katerina, tentando impedir a entrada da polícia. Os policiais as algemaram e levaram para a viatura e, em seguida, quebraram os cadeados encontrando o horror.

O cheiro de sangue, sujeira, urina e fezes era esmagadora. O chão estava pegajoso e as paredes tinham manchas de sangue seco. Jakub (7) estava desmaiado, enquanto Ondrej (10), em choque, sangrava e chorava muito. Ambos tiveram ferimentos terríveis, partes do corpo comido e quase sem carne.

Em frente da gaiola tinha uma menina, segurando um ursinho de pelúcia e, ao ver os policiais, correu para seus braços dizendo se chamar 'Anika', tinha 12 anos e era filha adotiva de Klara. Os agentes a levaram de lá rapidamente e, ao ganhar a rua, a garota contou à polícia que tentou desesperadamente abrir a gaiola de ferro para escapar: era Barbora, que tinha de novo usado o artifício para fugir.

O caso foi um escândalo. As crianças foram hospitalizadas e poderiam testemunhar no julgamento contra sua mãe e tia, contando os horrores vividos na jaula durante quase um ano. As duas mulheres culparam Barbora, mas não conseguiram localizá-la, pois, fugira para a Noruega, com identidade falsa dizendo chamar-se 'Adam', com 13 anos. Um casal norueguês a adotou e a matriculou na escola primária. Levou quase um ano para a polícia a encontrar. Presa na Noruega, seus pais adotivos ficaram chocados quando souberam que se tratava de uma mulher de 36 anos, não de uma menina de 13.

Extraditada para a República Tcheca, foi julgada junto com Klara e Katerina, e sua vida e personalidade inspirou o filme “A Órfã”, que trata da capacidade da protagonista para enganar pessoas, colocando-se como menor de idade e mascarando seus ataques psicopatas.

No tribunal, Klara confessou torturar os filhos, mas alegou ter sido influenciada por Katerine e Barbora. Os policiais também tomaram conhecimento de mensagens enviadas por um sujeito apelidado “Doutor”. Ele teria enviado uma série de mensagens explicando como torturá-las.

Coisas terríveis aconteceram. Eu percebo isso e não consigo entender como poderia ter permitido tudo isso”, dizia Klara Mauerova.

Klara Mauerova recebeu pena de 9 anos de prisão por tortura; Katerina, a mais atuante na tortura, recebeu pena de 10 anos de cadeia. Barbora e outro membro do grupo, Jan Turek, receberam 5 anos de cadeia e, outros dois membros, Hana Basova e Jan Skrla receberam 7 anos de cadeia cada um.

Link para as fotos do caso: http://sdrv.ms/11IwCh7