sábado, 26 de julho de 2014

ALYSSA DAILEN BUSTAMANTE



Quando a maioria dos adolescentes tem uma sexta-feira de folga, costumam dormir, talvez se reúnem com amigos ou passam o dia em casa de pijamas. No entanto, quando Alyssa, de 15 anos de idade, teve esta oportunidade, passou o dia cavando dois buracos no chão para usá-los como sepulturas... então, aguardou...

Foi para a escola, saiu com amigos e esperou o momento correto para cometer um assassinato, o que aconteceu quatro dias depois, na noite de 21 de outubro de 2009, quando sua vizinha de 9 anos de idade, Elizabeth Olten, voltava para casa.

Alyssa presa

Elizabeth foi vista pela última vez às 18h15min, ao deixar a casa de amigos retornando ao lar, que ficava apenas algumas casas descendo a rua. Como demorou a chegar, sua família começou a procurar freneticamente por ela e, às 19h, chamou a polícia para relatar seu desaparecimento. Sabiam que ela temia a escuridão e, portanto, não teria fugido de casa... a madrugada se aproximava.

Alyssa pegou Elizabeth, a espancou, estrangulou e, finalmente, esfaqueou e cortou sua garganta... então, jogou seu corpo em um dos túmulos que havia cavado uma semana antes em uma área arborizada.

Elizabeth Olten

Uma carta levou a polícia até Alyssa, que confessou o crime e os conduziu até onde tinha enterrado a menina... Alyssa disse que queria saber como era a sensação de matar alguém. A garota de 15 anos já mostrara sinais de problemas psicológicos no passado: tentou suicídio várias vezes e fazia uso de medicação para depressão. Fora internada e submetida a tratamento psiquiátrico ambulatorial por várias vezes, se auto-mutilava e, segundo sua melhor amiga, Alyssa vivia se perguntando como seria matar alguém...

Possuía muitas contas online, porém, uma delas chamava a atenção por listar entre seus hobbies “matar pessoas” e “corte”... em um dos vídeos da sua conta no You Tube, ela incentiva seus irmãos a tocar uma cerca eletrificada e diz “aqui é o ponto onde fica bom, onde meus irmãos se machucam”. Ela ainda escreveu em seu diário que, ter matado Elizabeth foi uma experiência "incrível" e "muito divertida"...

Alyssa era criada por seus avós... sua mãe a teve quando adolescente, tinha antecedentes criminais por crimes menores e posse de drogas. Seu pai cumpre pena de 10 anos por assalto. Alyssa era descrita como violenta, deprimida e com raiva. A polícia acredita que, por ter cavado duas sepulturas, Alyssa planejava matar seus dois irmãos, ou então planejava matar novamente, caso não fosse pega pela primeira morte.

Alyssa foi presa e acusada de assassinato em primeiro grau e, em 17 de novembro de 2009, a corte decidiu julgá-la como adulta... embora tenha confessado e levado os policiais até o corpo de Elizabeth, ela se declarou inocente... durante sua custódia, tentou cortar a si mesma com suas unhas, mostrou sinais de ansiedade e depressão grave e acabou por ser removida para uma instituição psiquiátrica.

Em 10 de janeiro de 2012, Alyssa se declarou culpada por assassinato em segundo grau e ação criminosa armada... chorou pela primeira vez desde sua prisão e, antes de ser sentenciada, disse: “Se eu pudesse dar minha vida para trazê-la de volta, eu o faria... eu só quero dizer que sinto muito pelo que aconteceu”. Foi condenada à prisão perpétua com possibilidade de condicional pela primeira condenação, e mais 30 anos pela segunda condenação.

Fonte: Murderpedia.org


FRED & ROSEMARY WEST, a Casa dos Horrores de Gloucester - 57ª edição



Rosemary Pauline West

Rosemary Letts nasceu em Barnstaple, Devon. Sua mãe, Daisy Gwendoline, teve uma gravidez difícil, além de sofrer de depressão. Rosemary foi uma adolescente mal-humorada e com fraco desempenho na escola.

Seus pais se separaram ainda em sua adolescência... viveu um tempo com a mãe antes de ir morar com seu pai, aos 16 anos, em Cleeve, perto de Cheltenham. Violento, seu pai costumava abusar sexualmente de Rose, até que ela conheceu Fred West, morador do Hotel Lake House Caravan Park, em Stoke Road, próximo a Cleeve. Seu pai não aprovava seu relacionamento com Fred e ameaçava constantemente chamar o serviço social.

Rosemary cuidava da filha do primeiro casamento de Fred (com Rena Costello), bem como a enteada dele, Charmaine (filha de Rena com outro homem). Com o tempo, Fred e Rose foram morar juntos no hotel. Em 1970, Rose engravidou de Fred e, então, se mudaram para Midland Road, em Gloucester.

Propaganda de Rose como prostituta

Rosemary e Fred West foram condenados por abuso sexual em janeiro de 1973; foram multados por atentado violento ao pudor contra Caroline Roberts, 17 anos, babá de seus filhos, que escapou da casa do casal depois de ser estuprada, denunciando-os à polícia. Seu padrão era pegar as meninas a partir de pontos de ônibus nos arredores de Gloucester e aprisioná-las em sua casa durante vários dias antes de matá-las.

Rosemary também trabalhou como prostituta enquanto seu marido assistia: o quarto da casa onde moravam e no qual Rose atendia seus clientes tinha câmeras e uma luz vermelha, tudo montado para que Fred pudesse assistir. Um dos visitantes mais frequentes era o próprio pai de Rosemary... foi mãe de oito filhos, sendo cinco deles de Fred e outros três gerados por clientes que conheceu através da prostituição.



Relata-se que, mesmo após o nascimento de seu quarto filho, seu pai ainda a visitava para sexo e, então, estuprava a filha de Fred, Anne-Marie.


Fredrick Walter Stephen West

Nascido em família pobre de trabalhadores agrícolas de Bickerton Cottage, segundo de seis filhos de Walter Stephen e Daisy Hannah. Relata-se que seu pai teve relações incestuosas com suas filhas, sugerindo que o incesto era aceito em sua casa, “cultura” incentivada por seu pai. Comenta-se que sua mãe também abusava de Fred desde seus 12 anos de idade.

Na escola, West mostrou aptidão para trabalhos em madeira e obras de arte, mas não se destacam academicamente. Abandonou a escola aos 15 anos, em dezembro de 1956 e, dois anos depois, em novembro de 1958, sofreu uma fratura no crânio e um braço e perna quebrados em um acidente de moto, que o deixou em coma por 8 dias. Após o acidente, ele passou a sofrer ataques repentinos de raiva. Dois anos depois, ficou inconsciente por 24 horas após bater cabeça em uma queda de uma escada de incêndio.

Aos 20 anos de idade, foi preso por molestar uma menina de 13 anos, sendo condenado, mas escapou da pena de prisão. Foi deserdado pela família logo depois.

Casou-se em novembro de 1962 com Rena Costello, prostituta e sua ex-namorada, grávida de outro homem, que morava no Paquistão – nasceu, então, Charmaine, em fevereiro de 1963. Em julho de 1964, nasceu a filha de Fred com Rena, Anne-Marie... nesta época, Fred trabalhava como sorveteiro em uma van, em Coatbridge, porém, em 4 de novembro de 1965, atropelou e matou uma criança de 4 anos de idade com sua van.

Mudaram-se para Cleeve, juntamente com Isa McNeill e uma amiga de Costello que cuidava de seus filhos, Anne McFall, porém, em 1966, a própria esposa de Fred junto com Isa fugiram para a Escócia para fugir das investidas sádicas e sexuais de Fred, permanecendo apenas Anne que, grávida de oito meses de Fred, em agosto de 1967, foi dada como desaparecida e seus restos mortais encontrados em junho de 1994.

Em setembro de 1967, Rena voltou para Fred, mas novamente o deixou no ano seguinte, deixando os filhos com o pai.


INVESTIGAÇÕES

Os crimes que resultaram na condenação à perpétua de Rose ocorreram principalmente entre abril de 1973 e agosto de 1979. Ela matou a enteada de Fred, Charmaine em junho de 1971, enterrando-a em sua casa anterior, na mesma época em que Fred cumpria pena por furto. Um dos corpos encontrados na Cromwell Street, 25 era de sua filha Heather, assassinada por Fred em junho de 1987, com 16 anos de idade, após ter sido abusada por Rosemary e estuprada por Fred... eles disseram a amigos que Heather tinha ido embora para trabalhar em uma colônia de férias. Este foi o último assassinato praticado pelo casal do qual se tem notícia.
Em maio de 1992, Fred filmou a si próprio estuprando uma de suas filhas, e depois mais outras duas vezes. Ela contou na escola o que tinha acontecido; um de seus amigos contou à mãe que foi à polícia, no dia 4 de agosto.

A casa dos horrores e as escavações
 realizadas durante as investigações

Em agosto de 1992, Fred West foi preso após ser acusado de estuprar a filha de 13 anos por três vezes, e Rosemary foi presa por crueldade infantil. Este caso desmoronou contra eles em junho de 1993, quando sua filha se recusou a testemunhar no tribunal. Todos os filhos dos Wests foram removidos de sua custódia para um orfanato. Este caso trouxe à tona o desaparecimento de Heather West, da qual não se tinha notícia desde 1987, desencadeando uma maior investigação sobre o caso.

Alguns assistentes sociais contaram sobre uma piada que Fred costumava contar, dizendo que Heather estava enterrada no pátio e, então, obtiveram um mandado de busca, escavando o jardim, em fevereiro de 1994. Descobriram ossos humanos; Fred confessou o assassinato de sua filha, negando o envolvimento de Rose, que não fora presa até abril de 1994... inicialmente considerada envolvida em crimes sexuais e, mais tarde, assassinatos. Outros corpos foram encontrados e, em março de 1994, Fred já admitira mais nove assassinatos, incluindo o de Anne McFall.

Passeio público construído após a demolição da casa

Levados a tribunal, em Gloucester, 30 de junho de 1994, Fred foi acusado por 11 assassinatos e ela por dez

Apesar de não confessar, as evidências contra Rosemary foram esmagadoras... foi a julgamento em outubro de 1995, nove meses após o suicídio de seu marido, que se enforcou na Prisão de Winson Green, com um lençol, em 1º de janeiro de 1995. Seu funeral aconteceu apenas em 29 de março de 1995, sendo cremado com a presença de apenas três pessoas.


AS VÍTIMAS

Charmaine West: nascida em fevereiro de 1963, assassinada em junho de 1971 por Rose, enquanto Fred estava na prisão. Nenhum motivo apresentado.

Catherine Bernadette “Rena” West: nascida em abril de 1944, assassinada em agosto de 1971. Acredita-se que Fred a matou para evitar uma investigação sobre o paradeiro de Charmaine.

Lynda Gough: nascida em maio de 1953 e assassinada em abril de 1973. Trabalhava na casa de Rose; após seu desaparecimento, a mãe de Lynda esteve na casa de Rose que a atendeu com as roupas de Lynda e disse que a moça se mudara para Weston High.

Carol Ann Cooper: nascida em abril de 1958, assassinada em novembro de 1973. Vivia em um lar para crianças em Worcester quando desapareceu enquanto caminhava para casa após ir ao cinema.

Vítimas

Lucy Katherine Partington: nascida em março de 1952, assassinada em dezembro de 1973. Passou o Natal com sua família em Cheltenham e visitou um amigo... desapareceu depois de sair para pegar um ônibus para casa. Há fortes evidências de que ela havia sido mantida viva por pelo menos alguns dias. Uma semana depois, desapareceu. Fred foi a um hospital na madrugada de 3 de janeiro de 1974 com uma laceração grave; o corte da faca combinava com o que foi encontrado no corpo de Lucy: Fred sofreu a lesão durante o desmembramento do corpo da garota. Lucy era prima do romancista inglês Martin Amis.

Theresa Siegenthaler: nasceu em novembro de 1952 e foi assassinada em abril de 1974. Estudante no sul de Londres, desapareceu.

Shirley Hubbard: nasceu em junho de 1959, assassinada em novembro de 1974. Desapareceu após sair do curso, em Droitwich, voltando para casa. Seus restos foram encontrados com a cabeça completamente envolta em fita adesiva com um tubo de borracha de 3 polegadas inserida para permitir que ela respirasse.

Juanita Marion Mott: nascida em março de 1957 e assassinada em abril de 1975. Desaparecida.

Shirley Anne Robinson: nasceu em outubro de 1959 e morreu em maio de 1978. Robinson era prostituta e trabalhava com os Wests... desapareceu após engravidar de Fred.

Vítimas

Alison Chambers: nasceu em setembro de 1962 e morreu em agosto de 1979. Último assassinato sexual conhecido.

Heather Ann West: nasceu em outubro de 1970 e morreu em junho de 1987. Se tornou o foco das atenções após Anne-Marie sair de cassa. Fred disse que não tinha a intenção de matá-la mas, ela zombava dele e ele “teve que tirar o sorriso do rosto dela”. Mais tarde, Fred ameaçava as crianças dizendo que elas “acabariam sob o pátio, como Heather” se se comportassem mal. O corpo de Heather foi encontrado sob o pátio que Fred construíra inexplicavelmente sobre o lago de peixes que seu filho tinha cavado.

Vídeo sobre o caso:
Dementes: Fred West


CONDENAÇÕES

O júri foi unânime: em 22 de novembro de 1995, Rose foi considerada culpada por 10 assassinatos. O juiz Mantell condenou-a à pena de prisão perpétua, desejando que ela nunca fosse libertada.

O Presidente do Supremo Tribunal, posteriormente, decidiu que ela deve passar pelo menos 25 anos na prisão mas, em julho de 1997, o Ministro do Interior, Jack Straw, submeteu Rose à prisão perpétua sem possibilidade de condicional. Esta foi a segunda condenação de uma mulher a morrer na prisão. A primeira foi a serial killer Myra Hindley (que ainda escreverei sobre). Cumpriu o início de sua sentença na mesma prisão que Hindley.

Em 2001, Rose manifestou sua intenção em não recorrer, mantendo a declaração como inocente.

Em 2003, Rose e Dave Glover, baixista do grupo de glam rock Slade, anunciaram seu noivado que, posteriormente, foi cancelado e Glover demitido do grupo.

A casa de Cromwell Street (junto com a propriedade adjacente) foi demolida em 1996. O local deu lugar a um passeio público.

Atualmente, cumpre pena na Prisão de Bronzefield.

Fonte: Murderpedia.org


sábado, 28 de junho de 2014

ROBERT PICKTON, o “Assassino da Fazenda de Porcos”



Robert William Pickton, conhecido como “Willie”, nasceu em 26 de outubro de 1949. Morador de Port Coquitlam, British Columbia, no Canadá, era criador de porcos e foi condenado pelo assassinato em segundo grau de seis mulheres, porém, também é acusado pela morte de outras, muitas delas prostitutas e usuárias de drogas, em Vancouver. Em dezembro de 2007 foi condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de condicional por 25 anos – a sentença mais longa disponível sob a lei canadense por assassinato.

A fazenda

Confessou a um policial disfarçado, enquanto estava no cárcere que, o que o deixava muito chateado era ter sido negligente em suas ações nos últimos tempos – pouco antes de ter sido pego – pois, faltava apenas uma vítima para chegar à escala de 50 assassinatos e, desta forma, superaria a marca do “Assassino de Green River” (EUA), ao qual atribuem cerca de 42 assassinatos... essa era a insatisfação dele...


A DESCOBERTA

No dia 5 de fevereiro de 2002, a polícia executou um mandado de busca para armas de fogo ilegais na propriedade de Pickton e seus três irmãos... levado sob custódia, a polícia obteve um segundo mandado para a fazenda como parte da investigação sobre mulheres desaparecidas, quando itens pessoais – incluindo um inalador para asmáticos, pertencente a uma das mulheres desaparecidas – foram encontrados. Apesar disso, no dia. seguinte, Willie foi liberado e mantido sob vigilância policial.

No dia 22 de fevereiro de 2002, Willie foi preso e acusado por dois crimes de homicídio qualificado pelas mortes de Sereena Abotsway e Mona Wilson... em 2 de abril de 2002 mais três acusações foram adicionadas pelos assassinatos de Jacqueline McDonell, Diane Rock e Heather Bottomley. A sexta acusação pelo assassinato de Andrea Joesbury foi adicionada em 9 de abril de 2002, seguida por uma sétima acusação por Brenda Wolfe.

O inalador de Sereena Abotsway encontrado no escritório de Willlie

Em 20 de setembro, mais quatro acusações foram adicionadas pelos assassinatos de Georgina Papin, Patricia Johnson, Helen Hallmark e Jennifer Furminger... depois, seguiram-se de Heather Chinnock, Tanya Holyk, Sherry Irving e Inga Hall no dia 3 de outubro de 2002.

No dia 26 de maio de 2005, mais doze acusações foram lançadas contra ele pelas mortes de Cara Ellis, Andrea Borhaven, Debra Lynne Jones, Marnie Frey, Tiffany Drew, Kerry Koski, Sarah Devries, Cynthia Feliks, Angela Jardine, Wendy Crawford, Diana Melnick e uma mulher não identificada.

Foto do interior do trailer de Willie, onde foi
 encontrado sangue de Mona Wilson
A cozinha de Willie, onde foi encontrado um vibrador - entre
 outros brinquedos sexuais apreendidos em
 toda a propriedade - com DNA de Mona Wilson e
 também uma fronha com DNA de Andrea Joasbury












Porta no matadouro de Willie onde foi
 encontrado DNA de Mona Wilson

Cutelo encontrado com DNA de Dinah Taylor









As escavações continuaram até novembro de 2003, o que elevou os custos da investigação e, atualmente, a propriedade esta penhorada pela Coroa. Nesse meio tempo, todas as construções foram demolidas... a análise forense era difícil, pois, os corpos poderiam ter sido deixados para se decompor ou dados aos porcos na fazenda.

Em 10 de março de 2004 foi revelado que a carne humana pode ter sido moída e misturada à carne dos porcos, e distribuída comercialmente ou entregue a amigos e visitantes da fazenda... outra alegação é que Willie teria alimentado os porcos com os corpos das vítimas.

Neste balde - e em outros também - foram encontrados
partes do corpo de Andrea Joesbury

Na investigação preliminar, foi descoberto que Willie foi acusado em 1997 de ter esfaqueado uma profissional do sexo que sobreviveu e testemunhou que “após dirigir até a Fazenda Port Coquitlam e ter relações sexuais com ela, ele colocou uma algema em sua mão esquerda e esfaqueou seu abdômen, e que ela também tinha esfaqueado Willie... depois, ambos foram tratados no mesmo hospital, onde os funcionários usaram uma chave encontrada no bolso de Willie para remover as algemas do pulso dela”.

Freezer, armário, duas mesas e um gancho encontrados
no matadouro de Willie, local onde foram encontrados restos mortais de Mona Wilson

Essa acusação de tentativa de assassinato foi suspensa porque a mulher tinha problemas com drogas e o Ministério Público entendeu que seu depoimento era “instável”... as roupas e botas de Willie ficaram armazenadas por mais de sete anos em um armário do departamento de polícia e, em 2004, testes de DNA mostraram que duas das mulheres desaparecidas tinham amostras de DNA compatíveis com Willie – o que foi comparado com o DNA existente em seus pertences armazenados resultando POSITIVO.

No dia 20 de fevereiro de 2007, foram apresentadas ao tribunal as seguintes informações:
dentro do trailler de Willie: um revólver calibre 22, uma caixa de munição para Magnum 357, óculos de visão noturna, dois pares de algemas forradas, uma seringa com 3ml de um líquido azul e afrodisíaco chamado “mosca espanhola”;

um vídeo de um amigo de Willie onde este lhe diz conhecer uma excelente maneira de matar uma viciada em heroína: injetando um fluido de para-brisa; em outro vídeo, Willie diz ter matado prostitutas após algemá-las e estrangulá-las e, em seguida, a faz sangrar eviscerando-as para alimentar os porcos;
fotos de uma lata de lixo contendo restos mortais de Mona Wilson.

No dia 17 de dezembro de 2007, Willie foi condenado pela morte de:
Sereena Abotsway, 29 anos, desaparecida em agosto de 2001;
Mona Lee Wilson, 26 anos, vista pela última vez em 23 de novembro de 2001 e dada como desaparecida em 30 de novembro de 2001;
Andrea Joesbury, 22 anos, vista pela última vez em junho de 2001;
Brenda Ann Wolfe, 32 anos, vista pela última vez em fevereiro de 1999 e foi dado como desaparecido em abril de 2000;
Marnie Frey Lee, vista pela última vez em agosto de 1997;
Georgina Papin, vista pela última vez em 1999.

Muitos detalhes sobre o que foi encontrado na fazenda foram proibidos de serem noticiados ao público... o que se teve notícia é de que o que lá acontecia era bem pior do que se imaginava. A mídia noticiava sobre pés, dentes, ossos, partes de corpos, picador de madeira, freezers com alguns restos mortais... alguns repórteres foram ameaçados com prisão se relatassem algo do que existia nos autos ou do que fora dito nas audiências.


TRADIÇÃO NA SUINOCULTURA

Em 1905, William Pickton, bisavô do serial killer, comprou um terreno perto de um hospital psiquiátrico e começou a criar porcos... seus filhos e netos cresceram criando porcos... no final dos anos 50, os Picktons foram forçados a vender sua fazenda e tiveram que investir em outros negócios.

Em 1963, Leonard Pickton e sua esposa, Helen Louise, compraram 40 hectares de pântano por 18mil dólares e começaram a criar porcos... tiveram 3 filhos: Robert, David e Linda – esta última não foi criada na fazenda, mas na cidade, onde frequentou o internato, casou com um homem de negócios e atualmente mora em South Granville, perto do centro de Vancouver.

David e Robert permaneceram na fazenda, cheirando a porcos, sangue e carnificina. Seu pai morreu em 1978 e sua mãe em 1979... herdaram, portanto, a fazenda, junto com sua irmã.

A terra comprada em 1963 foi avaliada em 300mil dólares em 1993 e, posteriormente, em 7,2 milhões de dólares em 1994... venderam parte da fazenda a uma empresa de desenvolvimento de moradias, e a cidade de Port Coquitlam comprou outro pedaço de sua propriedade por 1,2 milhão de dólares, construindo um parque. Em 1995, outra parte da fazenda foi vendida por 2,3 milhões e foi construído o Blakeburn Elementary School.

Foi nessa época de prosperidade dos Pickton que as mulheres começaram a desaparecer em larga escala: Catherine Gonzales (1995), Catherine Cavaleiro, Dorothy Spence, Diana Melnick, Tanya Holyk, Olivia Willians, Frances Young, Stephanie Lane, Helen Hallmark, Janet Henry e daí em diante...

Neste documento, vocês poderão ler toda a conversa de Pickton com o policial disfarçado em uma cela no presídio... no final da página 157 para a página 158 verão quando Willie lamenta não ter alcançado a marca dos 50 assassinatos para poder ultrapassar o “Assassino de Green River”, dos EUA – link: http://sdrv.ms/KdBKXX (texto em inglês).

Neste vídeo de 9 minutos, extraído da gravação acima transcrita, em alguns momentos ele se diz chateado por não ter feito a vítima número 50 e, ao final, por não ter ultrapassado a marca do Assassino de Green River... pelo menos não oficialmente. Também em inglês:

O blog do Aprendiz Verde traz uma excelente cobertura sobre Robert Pickton e todo o procedimento da investigação, incluindo fotos do caso:


Fonte: Murderpedia
           Crime Library
           O Aprendiz Verde


PETER ZIMMER - Anjos Assassinos


Nascido em 07 de julho de 1968, Peter assassinou seus pais adotivos e seu irmão, quando tinha 14 anos de idade, na casa onde moravam no condado de Iowa, no dia 23 de maio de 1983.

Hans Zimmer, o pai adotivo, imigrou da Alemanha para Chicago ainda jovem... casou-se com Sally Sokol e, em 1968, adotaram um menino recém-nascido, Peter. Quatro anos depois eles adotaram outro menino. Ao perder seu emprego como mecânico de avião, mudaram-se para Mineral Point, onde o irmão de Sally tinha uma empresa que fazia cristais para rádios.


Moravam em uma casa de campo a poucos quilômetros da cidade e Peter estudava em uma escola em Mineral Point, sendo considerado um garoto popular, passando rapidamente a integrante da equipe de atletismo do colégio.

Em maio de 1983 a família estava em Wisconsin a cerca de dois meses quando um conselheiro escolar recebeu um telefonema de uma pessoa da antiga escola de Peter, em Illinois, dizendo que o rapaz havia mencionado que mataria toda a família.


Quando os detetives chegaram até a casa de Peter, descobriram Hans, 48 anos, morto na varanda com cinco perfurações à bala, sua esposa, Sally, 44 anos, esfaqueada pelo menos 15 vezes e arrastada até um galpão, e seu filho Perry, 10 anos, morto em um quarto no andar de cima da casa, esfaqueado por mais de 20 vezes.

Peter fugiu com o carro de seu pai, depois pegou uma carona até Kansas, onde foi preso ao utilizar o cartão de crédito de seu pai. Havia 6 revólveres no carro...


A Lei Wisconsin, na época, não permitiu que Peter fosse julgado como adulto... ele não contestou os assassinatos e foi julgado apenas “delinquente”, sendo mantido na Instituição Ethan Allen até pouco antes de seu aniversário de 19 anos, o limite legal da época.

Durante este tempo, ele também recusou aconselhamento clínico e terapia, lia vorazmente as cartas que recebia de seus amigos em Illinois e Wisconsin e NUNCA foi considerado culpado, tendo, portanto, direito a reivindicar a propriedade dos Zimmer como único herdeiro – situações que foram sanadas após este caso... atualmente, isto não mais é possível legalmente.

Trajetória de Paul Zimmer até se tornar Jovan Collier

Seus tios lutaram contra este pagamento, mas no final acordaram quanto a este e Peter ganhou uma nova oportunidade: receberia aluguel, taxa de matrícula em uma escola e cem dólares por mês durante quatro anos, a menos que violasse o acordo retornando aos locais onde residem os parentes das vítimas – Wisconsin, Illinois e Arizona.

Em julho de 1987 recebeu um novo nome – Jovan Collier – e pegou um avião para Fort Lauderdale para recomeçar sua vida. Nas primeiras semanas, conheceu várias garotas na praia; disse que precisava se “ressocializar”...

Um ano depois, teve uma filha com uma mulher de Wisconsin e, anos mais tarde, cursava a faculdade de Saint Louis, segundo registros do tribunal. Serviu a Guarda Nacional Aérea por 8 meses no ano de 1990.

Filha de Collier - Nicole

Para outras pessoas, disse que esteve na Marinha até 2005 – nunca houve registro disso... quanto à família, disse que seus pais foram mortos por um motorista bêbado e chegou a levar sua nova família para visitar o túmulos deles, chorava e colocava flores – lembrou um amigo.

Após dois casamentos, Jovan conheceu Candy Williams em Saint Petersburg, no segundo semestre de 2005, indo morar cerca de três meses depois e planejavam se casar... segundo Candy, Jovan disse que era divorciado, tinha um filho em Indiana, voando para lá várias vezes para visitá-lo... mais tarde soube que ele ainda era casado e passou fins de semana tentando se reconciliar com sua esposa.

Jovan/Peter com Candy

Além do mais, fazia visitas periódicas a sua mãe biológica, com quem teve um primeiro contato em 2005, comprovando seu vínculo através de exame de DNA... ela havia contratado um detetive particular para encontrá-lo, então, ele ouviu sua história, compreendeu e passaram a ter um bom relacionamento desde então.

Candy também descobriu que, além de visitar a mãe, Jovan/Peter tinha uma namorada lá... ao perder o emprego, ele passava muito mais tempo no computador e tinha dois perfis em sites de namoros... Candy, então, abandonou Peter/Jovan.

A partir de então, ele começou a persegui-la, vandalizou sua vasa e, com medo e assustada, Candy chamou a polícia, obtendo uma liminar contra Jovan devido a violência doméstica. Apesar disso, o assédio de Peter só aumentou: ela recebia pacotes pelo correio com flores, brinquedos sexuais e até um leitão morto... ele chegou a sabotar o GPS dela, o que fez com que ela comprasse uma arma.

Peter ainda criou perfis em sites de sexo no nome e endereço de Candy, postando algumas fotos suas... alguns homens apareceram em sua porta.

Ela desconhecia completamente seu passado... Peter/Jovan foi condenado a 3 anos e meio em uma prisão estadual da Flórida, no dia 16 de maio de 2010, por assédio agravado. Perguntado porque matara seus pais anos atrás, ele respondeu que seu pai batia nele, sua mãe não o protegia e que tinha ciúmes de seu irmão mais novo, pois, era considerado pelo casal como “o filho perfeito”...

Fonte: Murderpedia.org
           The Journel Sentinel
           Daily Mail


domingo, 8 de junho de 2014

JOHNNY FRANK GARRETT - Anjos assassinos



A freira Tadea Benz, de 76 anos, dormia em seu quarto no segundo andar do Convento de São Francisco, em Amarillo, na noite de Halloween, em 1981, quando Johnny Frank Garrett, de 17 anos, entrou... ele a estuprou e sufocou até a morte. Segundo ele, a freira recitou uma oração durante o ataque.

No dia 11 de fevereiro de 1992, um mês depois de ganhar um indulto do governador, Garrett foi executado por injeção letal, após o Supremo Tribunal de Justiça rejeitar três recursos, um destes cerca de uma hora antes da execução.

O caso ganhou notoriedade porque Garrett foi considerado portador de deficiência mental severa e por cometer o crime com 17 anos de idade.

Suas últimas palavras foram: “Eu gostaria de agradecer à minha família por me amar e cuidar de mim... e o resto do mundo pode beijar minha bunda”.

O histórico de Garrett cooperava para o que se transformou: na juventude, foi estuprado por seu padrasto que, em seguida, ofereceu o menino para outro homem. Aos 14 anos de idade, foi forçado a realizar atos sexuais bizarros e participar de filmes pornográficos homossexuais. Se envolveu com álcool e drogas por influência dos membros de sua família desde os 10 anos e, posteriormente, foi submetido a graves abusos de substâncias que provocaram sérios danos em seu cérebro.



Era regularmente espancado e, em uma ocasião, foi colocado sobre um queimador de fogão, resultando em cicatrizes graves.

Tais informações não foram disponibilizados para o júri. Especialistas em saúde mental que o examinaram, entre 1982 e 1986, concluíram que Garrett foi extremamente prejudicado mentalmente, tinha psicopatia crônica e cérebro danificado resultado de várias lesões graves na cabeça, sofridas na infância. Um dos especialistas descreveram o caso como “uma das piores histórias de abuso e negligência que encontrou em mais de 28 anos de profissão”.

Trinta dias antes da execução, o Papa João Paulo II e as freiras do convento onde a vítima foi assassinada fizeram um pedido de clemência ao governador – o que resultou apenas no adiamento da execução, que veio efetivamente a ocorrer.

Até onde se sabe, em 2004, o advogado de Garrett, Jesse Quackenbush, ainda tentava (ou tenta) provar sua inocência... Garrett nunca assinou uma confissão e, segundo o defensor, evidências foram ignoradas e provas manipuladas.

De acordo com Jesse, 3 meses antes do assassinato da freira no convento, outra senhora de 77 anos foi assassinada a mesma forma, o que fazia com que os detetives pensassem que se tratava do mesmo assassino. Na cena do crime, foram encontrados fios de cabelo preto – Garrett tinha o cabelo castanho. Na época, a polícia chegou a prender um homem hispânico que estuprou e bateu em cerca de dez mulheres. Além disso, amostras de sêmen encontradas no local do crime foram descartadas... desculpa do patologista forense para isso: “ninguém (me) disse que eu deveria guardá-las...”.

Em conclusão, há fortes possibilidades de que não tenha sido Garrett... talvez, mais um inocente executado.

Fonte: Murderpedia.org


sábado, 31 de maio de 2014

LAERTE PATROCÍNIO ORPINELLI, o "Monstro de Rio Claro" ou o "Maníaco da Bicicleta"



Laerte era o sétimo filho de uma família com oito crianças, nascidos em Araras, interior de São Paulo. Seu comportamento estranho, que teve início por volta dos 10 anos de idade, chamou a atenção de sua professora quando cursava o terceiro ano primário: falava pouco, brincava sozinho e tinha péssimo rendimento escolar, o que o levou a abandonar os estudos. Nessa mesma época, ficou uma semana fora de casa, sem dar qualquer notícia e retornou ao lar como se nada tivesse acontecido. Para chamar a atenção da família, costumava bater latas no quintal, o que irritava sua mãe, Eliza. Para tentar contê-lo, passou a amarrá-lo com pedaços de trapos na beirada da cama ou ao pé da mesa.

Com 16 anos deu início a uma série de internações na Clínica Psiquiátrica Sayão, onde chegou a permanecer por cinco anos ininterruptos em tratamento. Às vezes fugia... O diretor da clínica – José Carlos Naitz-ke – afirma que a família o internava sob a alegação de problemas com alcoolismo. Para ele, Laerte não tinha uma doença mental e mantinha seu diagnóstico clínico em segredo.

Um dos sobrinhos – que não quis se identificar – três dos quatro irmãos são aposentados por alcoolismo, e o comportamento arredio de Laerte foi potencializado pela desunião da família... após casarem, os irmãos nunca mais passaram um Natal juntos.

Vez em quando, pedia para a mãe escrever cinco cartas para uma mesma pessoa... seu comportamento beirava o infantil. Certa vez, ao ver Laerte com um brinquedinho em casa, um sobrinho pediu para ver e ele respondeu: “Não! É meu!”. Apesar das dificuldades de relacionamento, Laerte teve uma namorada – Sidney Aparecida Martins, de 62 anos – que conheceu em 1983 e chegaram a viver juntos por dois anos e meio. Segundo ela, Laerte era agressivo; eles dormiam em quartos separados embora morassem na casa dela, no bairro Bela Vista, próximo ao Horto Florestal (local onde foram encontradas duas ossadas de crianças mortas por Laerte). Ela o descreve como “agitado, saía de manhã e só voltava à noite”. Nunca viu Laerte com dinheiro, sabia que ele tinha problemas com bebidas, mas não dos seus problemas psiquiátricos.

Durante a década de 90, o desaparecimento e assassinato de várias crianças aterrorizou Rio Claro, no interior de São Paulo. O assassino seduzia suas vítimas com caramelos e doces, atraindo-os para locais ermos onde os violentava e assassinava: se não resistissem, ele os asfixiava com as próprias mãos; se resistissem, eram espancados até a morte... era morrer, ou morrer.

Laerte vivia como andarilho, utilizava uma bicicleta vermelha para se locomover de uma cidade para outra, fazendo bicos com suas vendas de esmaltes, lixas, espetinhos em quermesses e auxiliar de pedreiro. Sua aparente fragilidade e simpatia despertava compaixão nas pessoas, que acabavam por ajudá-lo. Confessou friamente 11 (onze) assassinatos de crianças entre 4 e 10 anos; duas outras mortes foram declaradas informalmente à polícia. Costumava registrar em um pequeno caderno o dia e a cidade por onde passava e, a partir destas anotações, a polícia elaborou um banco de dados que registra a rota macabra de 26 cidades e 96 crianças desaparecidas (pasmem!).

Laerte fazia questão de dizer que tinha profissão: “engraxador de portas de estabelecimentos comerciais”. Foi preso, aos 56 anos, no município de Leme, no dia 13 de janeiro de 2000.


VÍTIMAS

Atraía suas vítimas com doces ou balas e, na promessa de conseguir muito mais para a criança, dava carona em sua bicicleta até sua casa – na verdade, as conduzia a um local ermo, como bosques, abrigos abandonados – e, ao perceber o domínio sobre a criança, a atacava com raiva e brutalidade, as estuprava, torturava e, por fim, a morte. Usava pedras, deixava os corpos expostos e outros enterrados parcialmente. Chegou a afirmar que bebia o sangue de algumas das vítimas já mortas e que era influenciado por um espírito maligno que o fazia perseguir e matar crianças. Também atribuía seus crimes ao alcoolismo

Jéssica Alves Martins, 9 anos – dia 21 de novembro de 1999. Há registro da passagem de Laerte por um alberque do município no dia 20. Dois dias depois, o corpo dela foi encontrado na Vila Santa Terezinha, estuprada e estrangulada. Julgado em 2001 por este crime, foi condenado a 27 anos de prisão.

Osmarina Pereira Barbosa, 10 anos – conhecida como Marina, foi abordada por Laerte em 17 de janeiro de 1990, no bairro de Santa Maria, em Rio Claro... estava acompanhada por seu primo José Fernando de Oliveira, 9 anos. Laerte confessou que os levou para um canavial, onde estuprou e espancou primeiramente Marina até a morte e, em seguida, espancou José também até a morte. A ossada de Marina foi encontrada em setembro de 1990... disse que José demorou mais do que a prima para morrer. Laerte pegou 15 anos de prisão por cada um dos assassinatos no ano de 2008.

Aline Cristina dos Santos Siqueira, 8 anos – desapareceu da cidade de Rio Claro na companhia de um indivíduo montado em uma bicicleta. Laerte confessou que raptou e matou a menina, mas o corpo dela nunca foi encontrado.

Edson Silva de Carvalho, 11 anos – desapareceu da cidade de Monte Alto, interior paulista, em 26 de maio de 1998; seu corpo foi encontrado em uma casa abandonada, em avançado estado de decomposição. Acredita-se ter sido a primeira vítima de Laerte fora da cidade de Rio Claro... confessou que, na tentativa de abusar sexualmente de Edson, o menino gritou desesperadamente, o que o fez bater a cabeça da criança repetidamente contra a parede, o que causou sua morte instantânea. Foi condenado por esse crime a 18 anos de prisão, em 2001.

Crislaine dos Santos Barbosa, 4 anos – a vítima mais nova de Laerte, raptada em Pirassununga, interior de São Paulo, na noite de 25 de abril de 1999. Ele seguiu a mãe da menina até a casa, esperou quando a mãe saísse de casa, entrou sem ser notado e pegou a menina que a mãe deixara dormindo no sofá da sala; ao sair, deixou a porta encostada. Meses depois, encontraram uma ossada compatível com a criança em um canavial nos fundos de um motel. Laerte confessou esse crime e foi condenado em 2001 a 16 anos de prisão.

Mesmo fim trágico tiveram Daniela Regina de Oliveira Jorge, 5 anos; Alyson Maurício Nicolau Cristo, 6 anos; e Anderson Jonas da Silva, 6 anos.

Em entrevista à revista IstoÉ, deu as seguintes declarações: matava crianças por “gostar de ver o corpinho delas... gostar da beleza que elas têm”. Declarou que gostava das crianças mas do jeito “sexual”. As seduzia porque, ao beber, incorporava “Satã”, ficava nervoso e sentia o desejo de vê-las aterrorizadas... as escolhia depois de beber. Aí, dava início à sessão de violência... disse ter começado a matar há cinco ou seis anos antes de ser preso. Ao ser perguntado se já matou adultos, riu e disse que não, só crianças, umas 15 num total. Não se preocupava em ser preso e se dizia arrependido... queria se “tratar”...

Laerte, o “Maníaco de Rio Claro”, morreu no dia 03 de janeiro de 2013, na Penitenciária de Iaras/SP; sua morte foi divulgada apenas em 16 de janeiro de 2013, pela SEAP de São Paulo. Era diabético e hipertenso.

Instinto Assassino – a história do Monstro de Rio Claro

Reportagem sobre Laerte e algumas de suas confissões

Fonte: Wikipedia
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