Quando
a maioria dos adolescentes tem uma sexta-feira de folga, costumam
dormir, talvez se reúnem com amigos ou passam o dia em casa de
pijamas. No entanto, quando Alyssa, de 15 anos de idade, teve esta
oportunidade, passou o dia cavando dois buracos no chão para usá-los
como sepulturas... então, aguardou...
Foi
para a escola, saiu com amigos e esperou o momento correto para
cometer um assassinato, o que aconteceu quatro dias depois, na noite
de 21 de outubro de 2009, quando sua vizinha de 9 anos de idade,
Elizabeth Olten, voltava para casa.
Alyssa presa
Elizabeth
foi vista pela última vez às 18h15min, ao deixar a casa de amigos
retornando ao lar, que ficava apenas algumas casas descendo a rua.
Como demorou a chegar, sua família começou a procurar
freneticamente por ela e, às 19h, chamou a polícia para relatar seu
desaparecimento. Sabiam que ela temia a escuridão e, portanto, não
teria fugido de casa... a madrugada se aproximava.
Alyssa
pegou Elizabeth, a espancou, estrangulou e, finalmente, esfaqueou e
cortou sua garganta... então, jogou seu corpo em um dos túmulos que
havia cavado uma semana antes em uma área arborizada.
Elizabeth Olten
Uma
carta levou a polícia até Alyssa, que confessou o crime e os
conduziu até onde tinha enterrado a menina... Alyssa disse que
queria saber como era a sensação de matar alguém. A garota de 15
anos já mostrara sinais de problemas psicológicos no passado:
tentou suicídio várias vezes e fazia uso de medicação para
depressão. Fora internada e submetida a tratamento psiquiátrico
ambulatorial por várias vezes, se auto-mutilava e, segundo sua
melhor amiga, Alyssa vivia se perguntando como seria matar alguém...
Possuía
muitas contas online, porém, uma delas chamava a atenção por
listar entre seus hobbies “matar pessoas” e “corte”... em um
dos vídeos da sua conta no You Tube, ela incentiva seus irmãos a
tocar uma cerca eletrificada e diz “aqui é o ponto onde fica bom,
onde meus irmãos se machucam”. Ela ainda escreveu em seu diário que, ter matado Elizabeth foi uma experiência "incrível" e "muito divertida"...
Alyssa
era criada por seus avós... sua mãe a teve quando adolescente,
tinha antecedentes criminais por crimes menores e posse de drogas.
Seu pai cumpre pena de 10 anos por assalto. Alyssa era descrita como
violenta, deprimida e com raiva. A polícia acredita que, por ter
cavado duas sepulturas, Alyssa planejava matar seus dois irmãos, ou
então planejava matar novamente, caso não fosse pega pela primeira
morte.
Alyssa
foi presa e acusada de assassinato em primeiro grau e, em 17 de
novembro de 2009, a corte decidiu julgá-la como adulta... embora
tenha confessado e levado os policiais até o corpo de Elizabeth, ela
se declarou inocente... durante sua custódia, tentou cortar a si
mesma com suas unhas, mostrou sinais de ansiedade e depressão grave
e acabou por ser removida para uma instituição psiquiátrica.
Em
10 de janeiro de 2012, Alyssa se declarou culpada por assassinato em
segundo grau e ação criminosa armada... chorou pela primeira vez
desde sua prisão e, antes de ser sentenciada, disse: “Se eu
pudesse dar minha vida para trazê-la de volta, eu o faria... eu só
quero dizer que sinto muito pelo que aconteceu”. Foi condenada à
prisão perpétua com possibilidade de condicional pela primeira condenação, e mais 30 anos pela segunda condenação.
Rosemary Letts nasceu em Barnstaple, Devon. Sua
mãe, Daisy Gwendoline, teve uma gravidez difícil, além de sofrer
de depressão. Rosemary foi uma adolescente mal-humorada e com fraco
desempenho na escola.
Seus pais se separaram ainda em sua
adolescência... viveu um tempo com a mãe antes de ir morar com seu
pai, aos 16 anos, em Cleeve, perto de Cheltenham. Violento, seu pai
costumava abusar sexualmente de Rose, até que ela conheceu Fred
West, morador do Hotel Lake House Caravan Park, em Stoke Road,
próximo a Cleeve. Seu pai não aprovava seu relacionamento com Fred
e ameaçava constantemente chamar o serviço social.
Rosemary cuidava da filha do primeiro casamento
de Fred (com Rena Costello), bem como a enteada dele, Charmaine
(filha de Rena com outro homem). Com o tempo, Fred e Rose foram morar
juntos no hotel. Em 1970, Rose engravidou de Fred e, então, se
mudaram para Midland Road, em Gloucester.
Propaganda de Rose como prostituta
Rosemary e Fred West foram condenados por abuso
sexual em janeiro de 1973; foram multados por atentado violento ao
pudor contra Caroline Roberts, 17 anos, babá de seus filhos, que
escapou da casa do casal depois de ser estuprada, denunciando-os à
polícia. Seu padrão era pegar as meninas a partir de pontos de
ônibus nos arredores de Gloucester e aprisioná-las em sua casa
durante vários dias antes de matá-las.
Rosemary também trabalhou como prostituta
enquanto seu marido assistia: o quarto da casa onde moravam e no qual
Rose atendia seus clientes tinha câmeras e uma luz vermelha, tudo
montado para que Fred pudesse assistir. Um dos visitantes mais
frequentes era o próprio pai de Rosemary... foi mãe de oito filhos,
sendo cinco deles de Fred e outros três gerados por clientes que
conheceu através da prostituição.
Relata-se que, mesmo após o nascimento de seu
quarto filho, seu pai ainda a visitava para sexo e, então, estuprava
a filha de Fred, Anne-Marie.
Fredrick
Walter Stephen West
Nascido em família pobre de trabalhadores
agrícolas de Bickerton Cottage, segundo de seis filhos de Walter
Stephen e Daisy Hannah. Relata-se que seu pai teve relações
incestuosas com suas filhas, sugerindo que o incesto era aceito em
sua casa, “cultura” incentivada por seu pai. Comenta-se que sua
mãe também abusava de Fred desde seus 12 anos de idade.
Na escola, West mostrou aptidão para trabalhos
em madeira e obras de arte, mas não se destacam academicamente.
Abandonou a escola aos 15 anos, em dezembro de 1956 e, dois anos
depois, em novembro de 1958, sofreu uma fratura no crânio e um braço
e perna quebrados em um acidente de moto, que o deixou em coma por 8
dias. Após o acidente, ele passou a sofrer ataques repentinos de
raiva. Dois anos depois, ficou inconsciente por 24 horas após bater
cabeça em uma queda de uma escada de incêndio.
Aos 20 anos de idade, foi preso por molestar
uma menina de 13 anos, sendo condenado, mas escapou da pena de
prisão. Foi deserdado pela família logo depois.
Casou-se em novembro de 1962 com Rena Costello,
prostituta e sua ex-namorada, grávida de outro homem, que morava no
Paquistão – nasceu, então, Charmaine, em fevereiro de 1963. Em
julho de 1964, nasceu a filha de Fred com Rena, Anne-Marie... nesta
época, Fred trabalhava como sorveteiro em uma van, em Coatbridge,
porém, em 4 de novembro de 1965, atropelou e matou uma criança de 4
anos de idade com sua van.
Mudaram-se para Cleeve, juntamente com Isa
McNeill e uma amiga de Costello que cuidava de seus filhos, Anne
McFall, porém, em 1966, a própria esposa de Fred junto com Isa
fugiram para a Escócia para fugir das investidas sádicas e sexuais
de Fred, permanecendo apenas Anne que, grávida de oito meses de
Fred, em agosto de 1967, foi dada como desaparecida e seus restos
mortais encontrados em junho de 1994.
Em setembro de 1967, Rena voltou para Fred, mas
novamente o deixou no ano seguinte, deixando os filhos com o pai.
INVESTIGAÇÕES
Os crimes que resultaram na condenação à
perpétua de Rose ocorreram principalmente entre abril de 1973 e
agosto de 1979. Ela matou a enteada de Fred, Charmaine em junho de
1971, enterrando-a em sua casa anterior, na mesma época em que Fred
cumpria pena por furto. Um dos corpos encontrados na Cromwell Street,
25 era de sua filha Heather, assassinada por Fred em junho de 1987,
com 16 anos de idade, após ter sido abusada por Rosemary e estuprada
por Fred... eles disseram a amigos que Heather tinha ido embora para
trabalhar em uma colônia de férias. Este foi o último assassinato
praticado pelo casal do qual se tem notícia.
Em maio de 1992, Fred filmou a si próprio
estuprando uma de suas filhas, e depois mais outras duas vezes. Ela
contou na escola o que tinha acontecido; um de seus amigos contou à
mãe que foi à polícia, no dia 4 de agosto.
A casa dos horrores e as escavações realizadas durante as investigações
Em agosto de 1992, Fred West foi preso após
ser acusado de estuprar a filha de 13 anos por três vezes, e
Rosemary foi presa por crueldade infantil. Este caso desmoronou
contra eles em junho de 1993, quando sua filha se recusou a
testemunhar no tribunal. Todos os filhos dos Wests foram removidos de
sua custódia para um orfanato. Este caso trouxe à tona o
desaparecimento de Heather West, da qual não se tinha notícia desde
1987, desencadeando uma maior investigação sobre o caso.
Alguns assistentes sociais contaram sobre uma
piada que Fred costumava contar, dizendo que Heather estava enterrada
no pátio e, então, obtiveram um mandado de busca, escavando o
jardim, em fevereiro de 1994. Descobriram ossos humanos; Fred
confessou o assassinato de sua filha, negando o envolvimento de Rose,
que não fora presa até abril de 1994... inicialmente considerada
envolvida em crimes sexuais e, mais tarde, assassinatos. Outros
corpos foram encontrados e, em março de 1994, Fred já admitira mais
nove assassinatos, incluindo o de Anne McFall.
Passeio público construído após a demolição da casa
Levados a tribunal, em Gloucester, 30 de junho
de 1994, Fred foi acusado por 11 assassinatos e ela por dez
Apesar de não confessar, as evidências contra
Rosemary foram esmagadoras... foi a julgamento em outubro de 1995,
nove meses após o suicídio de seu marido, que se enforcou na Prisão
de Winson Green, com um lençol, em 1º de janeiro de 1995. Seu
funeral aconteceu apenas em 29 de março de 1995, sendo cremado com a
presença de apenas três pessoas.
AS
VÍTIMAS
Charmaine West: nascida em fevereiro de 1963,
assassinada em junho de 1971 por Rose, enquanto Fred estava na
prisão. Nenhum motivo apresentado.
Catherine Bernadette “Rena” West: nascida
em abril de 1944, assassinada em agosto de 1971. Acredita-se que Fred
a matou para evitar uma investigação sobre o paradeiro de
Charmaine.
Lynda Gough: nascida em maio de 1953 e
assassinada em abril de 1973. Trabalhava na casa de Rose; após seu
desaparecimento, a mãe de Lynda esteve na casa de Rose que a atendeu
com as roupas de Lynda e disse que a moça se mudara para Weston
High.
Carol Ann Cooper: nascida em abril de 1958,
assassinada em novembro de 1973. Vivia em um lar para crianças em
Worcester quando desapareceu enquanto caminhava para casa após ir ao
cinema.
Vítimas
Lucy Katherine Partington: nascida em março de
1952, assassinada em dezembro de 1973. Passou o Natal com sua família
em Cheltenham e visitou um amigo... desapareceu depois de sair para
pegar um ônibus para casa. Há fortes evidências de que ela havia
sido mantida viva por pelo menos alguns dias. Uma semana depois,
desapareceu. Fred foi a um hospital na madrugada de 3 de janeiro de
1974 com uma laceração grave; o corte da faca combinava com o que
foi encontrado no corpo de Lucy: Fred sofreu a lesão durante o
desmembramento do corpo da garota. Lucy era prima do romancista
inglês Martin Amis.
Theresa Siegenthaler: nasceu em novembro de
1952 e foi assassinada em abril de 1974. Estudante no sul de Londres,
desapareceu.
Shirley Hubbard: nasceu em junho de 1959,
assassinada em novembro de 1974. Desapareceu após sair do curso, em
Droitwich, voltando para casa. Seus restos foram encontrados com a
cabeça completamente envolta em fita adesiva com um tubo de borracha
de 3 polegadas inserida para permitir que ela respirasse.
Juanita Marion Mott: nascida em março de 1957
e assassinada em abril de 1975. Desaparecida.
Shirley Anne Robinson: nasceu em outubro de
1959 e morreu em maio de 1978. Robinson era prostituta e trabalhava
com os Wests... desapareceu após engravidar de Fred.
Vítimas
Alison Chambers: nasceu em setembro de 1962 e
morreu em agosto de 1979. Último assassinato sexual conhecido.
Heather Ann West: nasceu em outubro de 1970 e
morreu em junho de 1987. Se tornou o foco das atenções após
Anne-Marie sair de cassa. Fred disse que não tinha a intenção de
matá-la mas, ela zombava dele e ele “teve que tirar o sorriso do
rosto dela”. Mais tarde, Fred ameaçava as crianças dizendo que
elas “acabariam sob o pátio, como Heather” se se comportassem
mal. O corpo de Heather foi encontrado sob o pátio que Fred
construíra inexplicavelmente sobre o lago de peixes que seu filho
tinha cavado.
Vídeo sobre o caso:
Dementes: Fred West
CONDENAÇÕES
O júri foi unânime: em 22 de novembro de
1995, Rose foi considerada culpada por 10 assassinatos. O juiz
Mantell condenou-a à pena de prisão perpétua, desejando que ela
nunca fosse libertada.
O Presidente do Supremo Tribunal,
posteriormente, decidiu que ela deve passar pelo menos 25 anos na
prisão mas, em julho de 1997, o Ministro do Interior, Jack Straw,
submeteu Rose à prisão perpétua sem possibilidade de condicional.
Esta foi a segunda condenação de uma mulher a morrer na prisão. A
primeira foi a serial killer Myra Hindley (que ainda escreverei
sobre). Cumpriu o início de sua sentença na mesma prisão que
Hindley.
Em 2001, Rose manifestou sua intenção em não
recorrer, mantendo a declaração como inocente.
Em 2003, Rose e Dave Glover, baixista do grupo
de glam rock Slade, anunciaram seu noivado que, posteriormente, foi
cancelado e Glover demitido do grupo.
A casa de Cromwell Street (junto com a
propriedade adjacente) foi demolida em 1996. O local deu lugar a um
passeio público.
Robert
William Pickton, conhecido como “Willie”, nasceu em 26 de outubro
de 1949. Morador de Port Coquitlam, British Columbia, no Canadá, era
criador de porcos e foi condenado pelo assassinato em segundo grau de
seis mulheres, porém, também é acusado pela morte de outras,
muitas delas prostitutas e usuárias de drogas, em Vancouver. Em
dezembro de 2007 foi condenado à prisão perpétua, sem
possibilidade de condicional por 25 anos – a sentença mais longa
disponível sob a lei canadense por assassinato.
A fazenda
Confessou
a um policial disfarçado, enquanto estava no cárcere que, o que o
deixava muito chateado era ter sido negligente em suas ações nos
últimos tempos – pouco antes de ter sido pego – pois, faltava
apenas uma vítima para chegar à escala de 50 assassinatos e, desta
forma, superaria a marca do “Assassino de Green River” (EUA), ao
qual atribuem cerca de 42 assassinatos... essa era a insatisfação
dele...
A
DESCOBERTA
No
dia 5 de fevereiro de 2002, a polícia executou um mandado de busca
para armas de fogo ilegais na propriedade de Pickton e seus três
irmãos... levado sob custódia, a polícia obteve um segundo mandado
para a fazenda como parte da investigação sobre mulheres
desaparecidas, quando itens pessoais – incluindo um inalador para
asmáticos, pertencente a uma das mulheres desaparecidas – foram
encontrados. Apesar disso, no dia. seguinte, Willie foi liberado e
mantido sob vigilância policial.
No
dia 22 de fevereiro de 2002, Willie foi preso e acusado por dois
crimes de homicídio qualificado pelas mortes de Sereena Abotsway e
Mona Wilson... em 2 de abril de 2002 mais três acusações foram
adicionadas pelos assassinatos de Jacqueline McDonell, Diane Rock e
Heather Bottomley. A sexta acusação pelo assassinato de Andrea
Joesbury foi adicionada em 9 de abril de 2002, seguida por uma sétima
acusação por Brenda Wolfe.
O inalador de Sereena Abotsway encontrado no escritório de Willlie
Em
20 de setembro, mais quatro acusações foram adicionadas pelos
assassinatos de Georgina Papin, Patricia Johnson, Helen Hallmark e
Jennifer Furminger... depois, seguiram-se de Heather Chinnock, Tanya
Holyk, Sherry Irving e Inga Hall no dia 3 de outubro de 2002.
No
dia 26 de maio de 2005, mais doze acusações foram lançadas contra
ele pelas mortes de Cara Ellis, Andrea Borhaven, Debra Lynne Jones,
Marnie Frey, Tiffany Drew, Kerry Koski, Sarah Devries, Cynthia
Feliks, Angela Jardine, Wendy Crawford, Diana Melnick e uma mulher
não identificada.
Foto do interior do trailer de Willie, onde foi encontrado sangue de Mona Wilson
A cozinha de Willie, onde foi encontrado um vibrador - entre outros brinquedos sexuais apreendidos em toda a propriedade - com DNA de Mona Wilson e também uma fronha com DNA de Andrea Joasbury
Porta no matadouro de Willie onde foi encontrado DNA de Mona Wilson
Cutelo encontrado com DNA de Dinah Taylor
As
escavações continuaram até novembro de 2003, o que elevou os
custos da investigação e, atualmente, a propriedade esta penhorada
pela Coroa. Nesse meio tempo, todas as construções foram
demolidas... a análise forense era difícil, pois, os corpos
poderiam ter sido deixados para se decompor ou dados aos porcos na
fazenda.
Em
10 de março de 2004 foi revelado que a carne humana pode ter sido
moída e misturada à carne dos porcos, e distribuída comercialmente
ou entregue a amigos e visitantes da fazenda... outra alegação é
que Willie teria alimentado os porcos com os corpos das vítimas.
Neste balde - e em outros também - foram encontrados partes do corpo de Andrea Joesbury
Na
investigação preliminar, foi descoberto que Willie foi acusado em
1997 de ter esfaqueado uma profissional do sexo que sobreviveu e
testemunhou que “após dirigir até a Fazenda Port Coquitlam e ter
relações sexuais com ela, ele colocou uma algema em sua mão
esquerda e esfaqueou seu abdômen, e que ela também tinha esfaqueado
Willie... depois, ambos foram tratados no mesmo hospital, onde os
funcionários usaram uma chave encontrada no bolso de Willie para
remover as algemas do pulso dela”.
Freezer, armário, duas mesas e um gancho encontrados no matadouro de Willie, local onde foram encontrados restos mortais de Mona Wilson
Essa
acusação de tentativa de assassinato foi suspensa porque a mulher
tinha problemas com drogas e o Ministério Público entendeu que seu
depoimento era “instável”... as roupas e botas de Willie ficaram
armazenadas por mais de sete anos em um armário do departamento de
polícia e, em 2004, testes de DNA mostraram que duas das mulheres
desaparecidas tinham amostras de DNA compatíveis com Willie – o
que foi comparado com o DNA existente em seus pertences armazenados
resultando POSITIVO.
No
dia 20 de fevereiro de 2007, foram apresentadas ao tribunal as
seguintes informações:
→
dentro
do trailler de Willie: um revólver calibre 22, uma caixa de munição
para Magnum 357, óculos de visão noturna, dois pares de algemas
forradas, uma seringa com 3ml de um líquido azul e afrodisíaco
chamado “mosca espanhola”;
→
um
vídeo de um amigo de Willie onde este lhe diz conhecer uma excelente
maneira de matar uma viciada em heroína: injetando um fluido de
para-brisa; em outro vídeo, Willie diz ter matado prostitutas após
algemá-las e estrangulá-las e, em seguida, a faz sangrar
eviscerando-as para alimentar os porcos;
→
fotos
de uma lata de lixo contendo restos mortais de Mona Wilson.
No
dia 17 de dezembro de 2007, Willie foi condenado pela morte de:
→
Sereena
Abotsway, 29 anos, desaparecida em agosto de 2001;
→
Mona
Lee Wilson, 26 anos, vista pela última vez em 23 de novembro de 2001
e dada como desaparecida em 30 de novembro de 2001;
→
Andrea
Joesbury, 22 anos, vista pela última vez em junho de 2001;
→
Brenda
Ann Wolfe, 32 anos, vista pela última vez em fevereiro de 1999 e foi
dado como desaparecido em abril de 2000;
→
Marnie
Frey Lee, vista pela última vez em agosto de 1997;
→
Georgina
Papin, vista pela última vez em 1999.
Muitos
detalhes sobre o que foi encontrado na fazenda foram proibidos de
serem noticiados ao público... o que se teve notícia é de que o
que lá acontecia era bem pior do que se imaginava. A mídia
noticiava sobre pés, dentes, ossos, partes de corpos, picador de
madeira, freezers com alguns restos mortais... alguns repórteres
foram ameaçados com prisão se relatassem algo do que existia nos
autos ou do que fora dito nas audiências.
TRADIÇÃO
NA SUINOCULTURA
Em
1905, William Pickton, bisavô do serial killer, comprou um terreno
perto de um hospital psiquiátrico e começou a criar porcos... seus
filhos e netos cresceram criando porcos... no final dos anos 50, os
Picktons foram forçados a vender sua fazenda e tiveram que investir
em outros negócios.
Em
1963, Leonard Pickton e sua esposa, Helen Louise, compraram 40
hectares de pântano por 18mil dólares e começaram a criar
porcos... tiveram 3 filhos: Robert, David e Linda – esta última
não foi criada na fazenda, mas na cidade, onde frequentou o
internato, casou com um homem de negócios e atualmente mora em South
Granville, perto do centro de Vancouver.
David
e Robert permaneceram na fazenda, cheirando a porcos, sangue e
carnificina. Seu pai morreu em 1978 e sua mãe em 1979... herdaram,
portanto, a fazenda, junto com sua irmã.
A
terra comprada em 1963 foi avaliada em 300mil dólares em 1993 e,
posteriormente, em 7,2 milhões de dólares em 1994... venderam parte
da fazenda a uma empresa de desenvolvimento de moradias, e a cidade
de Port Coquitlam comprou outro pedaço de sua propriedade por 1,2
milhão de dólares, construindo um parque. Em 1995, outra parte da
fazenda foi vendida por 2,3 milhões e foi construído o Blakeburn
Elementary School.
Foi
nessa época de prosperidade dos Pickton que as mulheres começaram a
desaparecer em larga escala: Catherine Gonzales (1995), Catherine
Cavaleiro, Dorothy Spence, Diana Melnick, Tanya Holyk, Olivia
Willians, Frances Young, Stephanie Lane, Helen Hallmark, Janet Henry
e daí em diante...
Neste
documento, vocês poderão ler toda a conversa de Pickton com o
policial disfarçado em uma cela no presídio... no final da página
157 para a página 158 verão quando Willie lamenta não ter
alcançado a marca dos 50 assassinatos para poder ultrapassar o
“Assassino de Green River”, dos EUA – link:http://sdrv.ms/KdBKXX
(texto em inglês).
Neste
vídeo de 9 minutos, extraído da gravação acima transcrita, em
alguns momentos ele se diz chateado por não ter feito a vítima
número 50 e, ao final, por não ter ultrapassado a marca do
Assassino de Green River... pelo menos não oficialmente. Também em
inglês:
Nascido
em 07 de julho de 1968, Peter assassinou seus pais adotivos e seu
irmão, quando tinha 14 anos de idade, na casa onde moravam no
condado de Iowa, no dia 23 de maio de 1983.
Hans
Zimmer, o pai adotivo, imigrou da Alemanha para Chicago ainda
jovem... casou-se com Sally Sokol e, em 1968, adotaram um menino
recém-nascido, Peter. Quatro anos depois eles adotaram outro menino.
Ao perder seu emprego como mecânico de avião, mudaram-se para
Mineral Point, onde o irmão de Sally tinha uma empresa que fazia
cristais para rádios.
Moravam
em uma casa de campo a poucos quilômetros da cidade e Peter estudava
em uma escola em Mineral Point, sendo considerado um garoto popular,
passando rapidamente a integrante da equipe de atletismo do colégio.
Em
maio de 1983 a família estava em Wisconsin a cerca de dois meses
quando um conselheiro escolar recebeu um telefonema de uma pessoa da
antiga escola de Peter, em Illinois, dizendo que o rapaz havia
mencionado que mataria toda a família.
Quando
os detetives chegaram até a casa de Peter, descobriram Hans, 48
anos, morto na varanda com cinco perfurações à bala, sua esposa,
Sally, 44 anos, esfaqueada pelo menos 15 vezes e arrastada até um
galpão, e seu filho Perry, 10 anos, morto em um quarto no andar de
cima da casa, esfaqueado por mais de 20 vezes.
Peter
fugiu com o carro de seu pai, depois pegou uma carona até Kansas,
onde foi preso ao utilizar o cartão de crédito de seu pai. Havia 6
revólveres no carro...
A
Lei Wisconsin, na época, não permitiu que Peter fosse julgado como
adulto... ele não contestou os assassinatos e foi julgado apenas
“delinquente”, sendo mantido na Instituição Ethan Allen até
pouco antes de seu aniversário de 19 anos, o limite legal da época.
Durante
este tempo, ele também recusou aconselhamento clínico e terapia,
lia vorazmente as cartas que recebia de seus amigos em Illinois e
Wisconsin e NUNCA foi considerado culpado, tendo, portanto, direito a
reivindicar a propriedade dos Zimmer como único herdeiro –
situações que foram sanadas após este caso... atualmente, isto não
mais é possível legalmente.
Trajetória de Paul Zimmer até se tornar Jovan Collier
Seus
tios lutaram contra este pagamento, mas no final acordaram quanto a
este e Peter ganhou uma nova oportunidade: receberia aluguel, taxa de
matrícula em uma escola e cem dólares por mês durante quatro anos,
a menos que violasse o acordo retornando aos locais onde residem os
parentes das vítimas – Wisconsin, Illinois e Arizona.
Em
julho de 1987 recebeu um novo nome – Jovan Collier – e pegou um
avião para Fort Lauderdale para recomeçar sua vida. Nas primeiras
semanas, conheceu várias garotas na praia; disse que precisava se
“ressocializar”...
Um
ano depois, teve uma filha com uma mulher de Wisconsin e, anos mais
tarde, cursava a faculdade de Saint Louis, segundo registros do
tribunal. Serviu a Guarda Nacional Aérea por 8 meses no ano de 1990.
Filha de Collier - Nicole
Para
outras pessoas, disse que esteve na Marinha até 2005 – nunca houve
registro disso... quanto à família, disse que seus pais foram
mortos por um motorista bêbado e chegou a levar sua nova família
para visitar o túmulos deles, chorava e colocava flores – lembrou
um amigo.
Após
dois casamentos, Jovan conheceu Candy Williams em Saint Petersburg,
no segundo semestre de 2005, indo morar cerca de três meses depois e
planejavam se casar... segundo Candy, Jovan disse que era divorciado,
tinha um filho em Indiana, voando para lá várias vezes para
visitá-lo... mais tarde soube que ele ainda era casado e passou fins
de semana tentando se reconciliar com sua esposa.
Jovan/Peter com Candy
Além
do mais, fazia visitas periódicas a sua mãe biológica, com quem
teve um primeiro contato em 2005, comprovando seu vínculo através
de exame de DNA... ela havia contratado um detetive particular para
encontrá-lo, então, ele ouviu sua história, compreendeu e passaram
a ter um bom relacionamento desde então.
Candy
também descobriu que, além de visitar a mãe, Jovan/Peter tinha uma
namorada lá... ao perder o emprego, ele passava muito mais tempo no
computador e tinha dois perfis em sites de namoros... Candy, então,
abandonou Peter/Jovan.
A
partir de então, ele começou a persegui-la, vandalizou sua vasa e,
com medo e assustada, Candy chamou a polícia, obtendo uma liminar
contra Jovan devido a violência doméstica. Apesar disso, o assédio
de Peter só aumentou: ela recebia pacotes pelo correio com flores,
brinquedos sexuais e até um leitão morto... ele chegou a sabotar o
GPS dela, o que fez com que ela comprasse uma arma.
Peter
ainda criou perfis em sites de sexo no nome e endereço de Candy,
postando algumas fotos suas... alguns homens apareceram em sua porta.
Ela
desconhecia completamente seu passado... Peter/Jovan foi condenado a
3 anos e meio em uma prisão estadual da Flórida, no dia 16 de maio
de 2010, por assédio agravado. Perguntado porque matara seus pais
anos atrás, ele respondeu que seu pai batia nele, sua mãe não o
protegia e que tinha ciúmes de seu irmão mais novo, pois, era
considerado pelo casal como “o filho perfeito”...
A
freira Tadea Benz, de 76 anos, dormia em seu quarto no segundo andar
do Convento de São Francisco, em Amarillo, na noite de Halloween, em
1981, quando Johnny Frank Garrett, de 17 anos, entrou... ele a
estuprou e sufocou até a morte. Segundo ele, a freira recitou uma
oração durante o ataque.
No
dia 11 de fevereiro de 1992, um mês depois de ganhar um indulto do
governador, Garrett foi executado por injeção letal, após o
Supremo Tribunal de Justiça rejeitar três recursos, um destes cerca
de uma hora antes da execução.
O
caso ganhou notoriedade porque Garrett foi considerado portador de
deficiência mental severa e por cometer o crime com 17 anos de
idade.
Suas
últimas palavras foram: “Eu gostaria de agradecer à minha família
por me amar e cuidar de mim... e o resto do mundo pode beijar minha
bunda”.
O
histórico de Garrett cooperava para o que se transformou: na
juventude, foi estuprado por seu padrasto que, em seguida, ofereceu o
menino para outro homem. Aos 14 anos de idade, foi forçado a
realizar atos sexuais bizarros e participar de filmes pornográficos
homossexuais. Se envolveu com álcool e drogas por influência dos
membros de sua família desde os 10 anos e, posteriormente, foi
submetido a graves abusos de substâncias que provocaram sérios
danos em seu cérebro.
Era
regularmente espancado e, em uma ocasião, foi colocado sobre um
queimador de fogão, resultando em cicatrizes graves.
Tais
informações não foram disponibilizados para o júri. Especialistas
em saúde mental que o examinaram, entre 1982 e 1986, concluíram que
Garrett foi extremamente prejudicado mentalmente, tinha psicopatia
crônica e cérebro danificado resultado de várias lesões graves na
cabeça, sofridas na infância. Um dos especialistas descreveram o
caso como “uma das piores histórias de abuso e negligência que
encontrou em mais de 28 anos de profissão”.
Trinta
dias antes da execução, o Papa João Paulo II e as freiras do
convento onde a vítima foi assassinada fizeram um pedido de
clemência ao governador – o que resultou apenas no adiamento da
execução, que veio efetivamente a ocorrer.
Até
onde se sabe, em 2004, o advogado de Garrett, Jesse Quackenbush,
ainda tentava (ou tenta) provar sua inocência... Garrett nunca
assinou uma confissão e, segundo o defensor, evidências foram
ignoradas e provas manipuladas.
De
acordo com Jesse, 3 meses antes do assassinato da freira no convento,
outra senhora de 77 anos foi assassinada a mesma forma, o que fazia
com que os detetives pensassem que se tratava do mesmo assassino. Na
cena do crime, foram encontrados fios de cabelo preto – Garrett
tinha o cabelo castanho. Na época, a polícia chegou a prender um
homem hispânico que estuprou e bateu em cerca de dez mulheres. Além
disso, amostras de sêmen encontradas no local do crime foram
descartadas... desculpa do patologista forense para isso: “ninguém
(me) disse que eu deveria guardá-las...”.
Em
conclusão, há fortes possibilidades de que não tenha sido
Garrett... talvez, mais um inocente executado.
Laerte
era o sétimo filho de uma família com oito crianças, nascidos em
Araras, interior de São Paulo. Seu comportamento estranho, que teve
início por volta dos 10 anos de idade, chamou a atenção de sua
professora quando cursava o terceiro ano primário: falava pouco,
brincava sozinho e tinha péssimo rendimento escolar, o que o levou a
abandonar os estudos. Nessa mesma época, ficou uma semana fora de
casa, sem dar qualquer notícia e retornou ao lar como se nada
tivesse acontecido. Para chamar a atenção da família, costumava
bater latas no quintal, o que irritava sua mãe, Eliza. Para tentar
contê-lo, passou a amarrá-lo com pedaços de trapos na beirada da
cama ou ao pé da mesa.
Com
16 anos deu início a uma série de internações na Clínica
Psiquiátrica Sayão, onde chegou a permanecer por cinco anos
ininterruptos em tratamento. Às vezes fugia... O diretor da clínica
– José Carlos Naitz-ke – afirma que a família o internava sob a
alegação de problemas com alcoolismo. Para ele, Laerte não tinha
uma doença mental e mantinha seu diagnóstico clínico em segredo.
Um
dos sobrinhos – que não quis se identificar – três dos quatro
irmãos são aposentados por alcoolismo, e o comportamento arredio de
Laerte foi potencializado pela desunião da família... após
casarem, os irmãos nunca mais passaram um Natal juntos.
Vez
em quando, pedia para a mãe escrever cinco cartas para uma mesma
pessoa... seu comportamento beirava o infantil. Certa vez, ao ver
Laerte com um brinquedinho em casa, um sobrinho pediu para ver e ele
respondeu: “Não! É meu!”. Apesar das dificuldades de
relacionamento, Laerte teve uma namorada – Sidney Aparecida
Martins, de 62 anos – que conheceu em 1983 e chegaram a viver
juntos por dois anos e meio. Segundo ela, Laerte era agressivo; eles
dormiam em quartos separados embora morassem na casa dela, no bairro
Bela Vista, próximo ao Horto Florestal (local onde foram encontradas
duas ossadas de crianças mortas por Laerte). Ela o descreve como
“agitado, saía de manhã e só voltava à noite”. Nunca viu
Laerte com dinheiro, sabia que ele tinha problemas com bebidas, mas
não dos seus problemas psiquiátricos.
Durante
a década de 90, o desaparecimento e assassinato de várias crianças
aterrorizou Rio Claro, no interior de São Paulo. O assassino seduzia
suas vítimas com caramelos e doces, atraindo-os para locais ermos
onde os violentava e assassinava: se não resistissem, ele os
asfixiava com as próprias mãos; se resistissem, eram espancados até
a morte... era morrer, ou morrer.
Laerte
vivia como andarilho, utilizava uma bicicleta vermelha para se
locomover de uma cidade para outra, fazendo bicos com suas vendas de
esmaltes, lixas, espetinhos em quermesses e auxiliar de pedreiro. Sua
aparente fragilidade e simpatia despertava compaixão nas pessoas,
que acabavam por ajudá-lo. Confessou friamente 11 (onze)
assassinatos de crianças entre 4 e 10 anos; duas outras mortes foram
declaradas informalmente à polícia. Costumava registrar em um
pequeno caderno o dia e a cidade por onde passava e, a partir destas
anotações, a polícia elaborou um banco de dados que registra a
rota macabra de 26 cidades e 96 crianças desaparecidas (pasmem!).
Laerte
fazia questão de dizer que tinha profissão: “engraxador de portas
de estabelecimentos comerciais”. Foi preso, aos 56 anos, no
município de Leme, no dia 13 de janeiro de 2000.
VÍTIMAS
Atraía
suas vítimas com doces ou balas e, na promessa de conseguir muito
mais para a criança, dava carona em sua bicicleta até sua casa –
na verdade, as conduzia a um local ermo, como bosques, abrigos
abandonados – e, ao perceber o domínio sobre a criança, a atacava
com raiva e brutalidade, as estuprava, torturava e, por fim, a morte.
Usava pedras, deixava os corpos expostos e outros enterrados
parcialmente. Chegou a afirmar que bebia o sangue de algumas das
vítimas já mortas e que era influenciado por um espírito maligno
que o fazia perseguir e matar crianças. Também atribuía seus
crimes ao alcoolismo
Jéssica
Alves Martins, 9 anos – dia 21 de novembro de 1999. Há registro da
passagem de Laerte por um alberque do município no dia 20. Dois dias
depois, o corpo dela foi encontrado na Vila Santa Terezinha,
estuprada e estrangulada. Julgado em 2001 por este crime, foi
condenado a 27 anos de prisão.
Osmarina
Pereira Barbosa, 10 anos – conhecida como Marina, foi abordada por
Laerte em 17 de janeiro de 1990, no bairro de Santa Maria, em Rio
Claro... estava acompanhada por seu primo José Fernando de Oliveira,
9 anos. Laerte confessou que os levou para um canavial, onde estuprou
e espancou primeiramente Marina até a morte e, em seguida, espancou
José também até a morte. A ossada de Marina foi encontrada em
setembro de 1990... disse que José demorou mais do que a prima para
morrer. Laerte pegou 15 anos de prisão por cada um dos assassinatos
no ano de 2008.
Aline
Cristina dos Santos Siqueira, 8 anos – desapareceu da cidade de Rio
Claro na companhia de um indivíduo montado em uma bicicleta. Laerte
confessou que raptou e matou a menina, mas o corpo dela nunca foi
encontrado.
Edson
Silva de Carvalho, 11 anos – desapareceu da cidade de Monte Alto,
interior paulista, em 26 de maio de 1998; seu corpo foi encontrado em
uma casa abandonada, em avançado estado de decomposição.
Acredita-se ter sido a primeira vítima de Laerte fora da cidade de
Rio Claro... confessou que, na tentativa de abusar sexualmente de
Edson, o menino gritou desesperadamente, o que o fez bater a cabeça
da criança repetidamente contra a parede, o que causou sua morte
instantânea. Foi condenado por esse crime a 18 anos de prisão, em
2001.
Crislaine
dos Santos Barbosa, 4 anos – a vítima mais nova de Laerte, raptada
em Pirassununga, interior de São Paulo, na noite de 25 de abril de
1999. Ele seguiu a mãe da menina até a casa, esperou quando a mãe
saísse de casa, entrou sem ser notado e pegou a menina que a mãe
deixara dormindo no sofá da sala; ao sair, deixou a porta encostada.
Meses depois, encontraram uma ossada compatível com a criança em um
canavial nos fundos de um motel. Laerte confessou esse crime e foi
condenado em 2001 a 16 anos de prisão.
Mesmo
fim trágico tiveram Daniela Regina de Oliveira Jorge, 5 anos; Alyson
Maurício Nicolau Cristo, 6 anos; e Anderson Jonas da Silva, 6 anos.
Em
entrevista à revista IstoÉ, deu as seguintes declarações: matava
crianças por “gostar de ver o corpinho delas... gostar da beleza
que elas têm”. Declarou que gostava das crianças mas do jeito
“sexual”. As seduzia porque, ao beber, incorporava “Satã”,
ficava nervoso e sentia o desejo de vê-las aterrorizadas... as
escolhia depois de beber. Aí, dava início à sessão de
violência... disse ter começado a matar há cinco ou seis anos
antes de ser preso. Ao ser perguntado se já matou adultos, riu e
disse que não, só crianças, umas 15 num total. Não se preocupava
em ser preso e se dizia arrependido... queria se “tratar”...
Laerte,
o “Maníaco de Rio Claro”, morreu no dia 03 de janeiro de 2013,
na Penitenciária de Iaras/SP; sua morte foi divulgada apenas em 16
de janeiro de 2013, pela SEAP de São Paulo. Era diabético e
hipertenso.
Instinto
Assassino – a história do Monstro de Rio Claro