terça-feira, 4 de março de 2014

RICHARD TRENTON CHASE, o "Vampiro de Sacramento"



Nascido em 23 de maio de 1950, Chase foi criado em uma família rígida, sofrendo espancamentos de seu pai. Desenvolveu uma propensão a matar e mutilar animais, era piromaníaco e, na juventude, se tornou alcoólatra. Era o filho mais velho e, após o divórcio dos pais, foi morar com a mãe, desenvolvendo psicose por indução de drogas, sendo, mais tarde, diagnosticado esquizofrênico paranoico.

No ensino médio, Chase tinha muitas amigas, mas não foi capaz de se relacionar de maneira estável com nenhuma por sua incapacidade em atingir ou manter uma ereção, às vezes não conseguindo nem se excitar, na presença de mulheres. Um psiquiatra, certa vez, disse que a origem de seus problemas seria raiva reprimida ou uma possível doença mental... Chase tinha aversão ao sexo convencional e só alcançava o orgasmo através de atos violentos ou perturbadores, como matar animais e a necrofilia.

Com o tempo, começou a acusar a mãe de tentar envenená-lo, o que fez com que seu pai comprasse um apartamento para ele, obrigando-o a sair de casa. Sozinho em sua nova moradia, Chase começou a capturar, matar e estripar vários animais, chegando a devorar alguns. Fazia vitamina com as entranhas de alguns dos animais, pois dizia que isso impediria seu coração de encolher e ele tinha medo que, se seu coração encolhesse, viesse a falecer...

Em 1975, Chase foi internado involuntariamente em uma instituição mental, pois, injetou sangue de coelho em suas veias... fugiu do hospital e foi para a casa de sua mãe, sendo preso e enviado a uma instituição de criminosos insanos, onde compartilhava suas fantasias sobre matar animais com outros internos. Um dia, encontrado com manchas ao redor dos lábios, a equipe descobriu que ele havia capturado dois pássaros através das grades na janela de seu quarto e chupado o sangue destes. Os funcionários começaram a chamá-lo entre si de “Drácula”.

Depois de um tempo sob tratamento com drogas psicotrópicas, Chase deixou de ser considerado um perigo para a sociedade e foi liberado em 1976 sob fiança paga por seus pais – sua mãe decidiu que seu filho não mais precisava dos medicamentos...

De volta ao seu apartamento, reiniciou sua caçada à animais, bebendo seu sangue, inclusive animais da vizinhança... desenvolveu um fascínio por armas de fogo, comprando algumas e praticando tiro de forma obsessiva. Fascinado com os crimes do Estrangulador de Hillside, acreditava que este fora vítima de uma conspiração nazista da qual ele também tinha sido vítima.

Perdeu o interesse por higiene pessoal, como banho, escovar dentes, parou de comer e emagreceu bastante... em um dia do ano de 1977, Chase tocou a campainha de sua mãe e cumprimentou-se empurrando um gato morto em seu rosto... em seguida, jogou o gato no chão, rasgou a barriga do gato com as mãos lavando seu próprio rosto com o sangue do animal enquanto gritava. Sua mãe, calmamente, entrou em casa e não relatou a ninguém o incidente.

No dia 3 de agosto de 1977, a polícia de Nevada descobriu um veículo Ford de propriedade de Chase, próximo à Pyramid Lake, Nevada, com dois fuzis, uma pilha de roupas, um balde cheio de sangue e fígado de uma vaca... os policiais procuraram o dono, o encontrando deitado na areia, nu, encharcado de sangue dos pés à cabeça, gritando. Questionado, disse que o sangue era seu, e que vazou para fora dele através de sua carne (!!!).


DA FANTASIA PARA A REALIDADE

No dia 27 de dezembro de 1977, uma mulher contou à polícia que foi vítima de disparos vindos da rua, enquanto estava na cozinha de sua casa... não relacionavam a ninguém tal fato.

No dia 29 de dezembro de 1977, Ambrose Griffin, 51 anos, engenheiro, que morava a apenas alguns quarteirões da mulher que sofrera disparos no dia 27, foi alvejado por disparo de uma arma calibre 22... socorrido, não sobreviveu. A polícia concluiu que os disparos foram feitos de um carro em movimento e a vizinhança um carro suspeito na redondeza, mas não tinham nenhuma descrição clara.

Em 30 de dezembro do mesmo ano, um garoto de 12 anos contou à polícia que fora atacado por um homem de cabelos castanhos, com cerca de 25 anos, guiando um Pontiac Trans Am marrom... o homem atirou em sua direção enquanto ele andava de bicicleta... como não recordava a placa, os investigadores resolveram usar o mecanismo da hipnose conseguindo a placa 219EEP, descoberta que não levou a nenhum resultado.

No dia 23 de janeiro de 1978, na zona leste de Sacramento, Robert e Barbara Edwards acionaram a polícia, pois, ao chegar em casa ouviram barulhos estranhos e alguém pulando a janela dos fundos... ao correr atrás da pessoa, puderam ver apenas que se tratava de um rapaz desgrenhado. Os policiais perceberam que a casa foi muito remexida mas, o que chamou a atenção foi o fato de que o intruso urinou em cima de umas roupas limpas do bebê do casal e defecou no berço da criança.

Nas investigações, constataram que, pouco antes de ingressar na casa dos Edwards, uma vizinha, Jeanne Layton, vira o rapaz quando ela estava em seu jardim... disse que o rapaz passou por ela, testou a porta de sua casa, que estava trancada, foi até as janelas, que também estavam trancadas e voltou para a porta... encarou Jeanne, mas não se assustou, nem demonstrou emoção alguma, olhando-a de cima a baixo, deu-lhe as costas, acendeu um cigarro e saiu andando... ela não entendeu nada.

Neste mesmo dia 23 de janeiro, no mesmo bairro, David Wallin encontrou sua esposa, Teresa, de 22 anos e grávida de 3 meses, morta de forma hedionda.

Teresa estava caída de costas, com a malha levantada descobrindo os seios, a calça e calcinha abaixadas até o tornozelo, os joelhos afastados, indicando um ataque sexual e degradação da vítima. Seu mamilo esquerdo foi arrancado, seu torso estava aberto do osso esterno para baixo, e seu baço e intestino fora do corpo. Fora esfaqueada várias vezes nos pulmões, fígado, diafragma e seio esquerdo... seus rins também foram retirados e recolocados juntos dentro do corpo, embaixo do fígado e seu pâncreas estava cortado em duas partes. Segundo o legista, o assassino não tinha qualquer habilidade cirúrgica profissional, mas era um amador com experiência no assunto, tendo praticado certamente com animais.

Fezes de animais foram encontradas em sua boca e, ao redor do corpo, detectaram anéis de sangue como se um balde tivesse rodado o cadáver, além de pegadas de sangue. Teresa foi baleada 3 vezes, o banheiro estava sujo de sangue e havia um pote de iogurte sujo e vazio ao lado do corpo, certamente utilizado para beber sangue.

Provavelmente foi atingida a caminho de colocar o lixo para fora, pois, a porta estava aberta e o saco de lixo no chão... um rastro de sangue da sala para o quarto sugeria que ela foi arrastada já morta... o som estava ligado.

Dias depois dois filhotes de cachorros foram encontrados mutilados, próximo à casa dos Wallin... nas investigações, descobriram que um homem, guiando um Ford Ranchero comprou de uma família do bairro aqueles dois filhotes encontrados mortos na lata do lixo.

No dia 27 de janeiro de 1978, uma vizinha de Evelyn Miroth, que cuidaria de seu filho neste dia, Jason Miroth (6 anos), ficou preocupada com o atraso da amiga e resolveu ir até sua casa... após tocar a campainha por várias vezes sem resposta, mobilizou alguns vizinhos para verificar o que estava acontecendo e encontraram Dan Meredith, amigo de Evelyn, caído com um ferimento na cabeça, no hall de entrada, então, chamaram a polícia.

Desde manhã tinham visto o carro vermelho de Dan estacionado na porta de Evelyn e, quando o carro sumiu, presumiram que ele tivesse ido embora.



O banheiro estava sujo de sangue e a banheira, cheia de água avermelhada. Evelyn estava morta e nua sobre sua cama, com as pernas abertas... tinha um ferimento a bala na cabeça, seu abdome estava cortado e seu corpo foi eviscerado. Duas facas ensanguentada estavam próximas ao corpo... a necropsia mostraria que a vítima foi sodomizada, pois uma grande quantidade de esperma foi encontrada em seu reto, foi esfaqueada do ânus até o útero por 6 vezes e sofreu inúmeros ferimentos nos órgãos internos. Também tinha inúmeros cortes no pescoço e uma tentativa de extirpar um dos olhos.

Mais uma vez, anéis de sangue foram encontrados no carpete... o corpo do filho Jason, de 6 anos, estava do outro lado da cama. Foi baleado duas vezes na cabeça, à queima-roupa... também foram deixadas pegadas pela casa.

De repente chegou à casa Karen Ferreira, que deixara seu filho de 1 ano e 10 meses, Michael Dan Ferreira, com sua tia – Evelyn – porém, não havia rastro da criança pela casa até que encontraram um travesseiro com um furo e muito sangue... posteriormente, a perícia encontrou partes do cérebro da criança na banheira, onde o assassino deve ter começado a mutilá-lo e parou ao ouvir barulho na porta da frente, certamente fugindo com o corpo. Os restos de Michael foram encontrados em uma caixa, decapitado, no dia 24 de março de 1978.

À esquerda, a caixa onde foi encontrado o corpo do bebe Ferreira;
ao lado, o estado em que foi encontrado uma das vítimas

Depois, encontraram o carro de Meredith, abandonado em um estacionamento com a porta aberta e as chaves no contato.


A CAPTURA

Após investigações, a polícia divulgou um retrato falado: um homem estranho, subnutrido, magro e desgrenhado, que andava por aquelas vizinhanças usando uma imunda parca laranja, comprando animais de pequeno porte, cabelos castanhos...

No dia 28 de janeiro de 1978, uma mulher chamada Nancy Holden, procurou a polícia e relatou seu estranho encontro com um antigo colega de escola, chamado Richard Trenton Chase, em um shopping próximo à residência dos Wallin. Chase parecia confuso, magro, agitado, nervoso e usava uma parca laranja como a descrita no retrato falado.

A partir desse depoimento, descobriram o registro de uma arma semi-automática em nome de Chase, vendida em 1977; ele residia em Watt Avenue; em 10 de janeiro de 1978 ele retornou à loja para comprar munição.

Descobriram ainda seu registro de doenças mentais, incluindo fuga do hospital, pequenas acusações por porte de arma e drogas e uma prisão, em agosto de 1977, em Nevada. Quanto ao apartamento de Chase, quem pagava era sua mãe, no entanto, era proibida de ingressar no local. Esperaram por ele e, ao chegar, repararam que ele ainda usava a parca laranja, muito manchada e seus sapatos estavam cobertos de sangue seco... sua semi-automática também estava manchada de sangue; em seu bolso encontraram a carteira de Dan Meredith, um par de luvas de látex, e ele carregava uma caixa que continha papéis e trapos manchados de sangue...

Na delegacia, só admitiu matar cachorros... seu apartamento exalava um odor pútrido e não havia sinal algum do bebê, ainda desaparecido nesse momento. Na cozinha, encontraram vários pedaços de ossos e alguns pratos na geladeira com partes humanas... três processadores estavam imundos de sangue e cheiravam muito mal; dúzias de coleiras foram encontradas, mas nenhum animal vivo, apenas a carne deles na geladeira.

Um calendário tinha a inscrição “hoje” nos dias dos assassinatos de Wallin e Miroth, além de marcas idênticas feitas em 44 datas futuras naquele ano... um facão com marcas de sangue do bebê Ferreira estava no escorredor de louça. Programação de assassinatos futuros!?


JULGAMENTO

A defesa de Chase alegou inocência por insanidade, mas a promotoria estava determinada a provar que Chase sabia diferenciar certo do errado.

Dezenas de psiquiatras avaliaram Chase e nenhum obteve evidências de que ele matava compulsivamente, mas sim que ele acreditava que beber sangue fosse terapêutico... um dos psiquiatras o diagnosticou como portador de personalidade anti-social, não esquizofrênico – ele sabia o que estava fazendo.

O promotor alegou que, em algumas ocasiões, ele levou luvas de borracha... a aparência de Chase durante seu depoimento era horrível: havia perdido muitos quilos, seu olhar era vazio e alegou inconsciência durante o assassinato de Teresa Wallin... descreveu em detalhes os maus tratos que sofreu por toda sua vida. Recordou o assassinato e a decapitação do bebê, inclusive de ter deixado a cabeça em um balde, na esperança de conseguir mais sangue.

Em maio de 1979, Chase foi julgado legalmente são e condenado à morte na câmara de gás da Penitenciária de San Quentin.

No dia 25 de dezembro de 1980, Chase foi encontrado morto em sua cela... se suicidou depois de juntar comprimidos que tomava todos os dias, um medicamento chamado Sinequan (para tratamento de depressão e alucinações).


A MENTE DE CHASE

Segundo relato de Ilana Casoy, Chase sofria da Síndrome de Reinfield, ou vampirismo clínico, onde a pessoa é obcecada por beber sangue, animal ou humano. Trata-se de uma doença que se agrava, apresentando quatro estágios:
1- devido a um trauma ou incidente, a criança associa o gosto ou a visão de sangue com algo atraente e excitante – na adolescência, é inevitável a correlação com assuntos sexuais;
2- passa a beber o próprio sangue, através de ferimentos autoprovocados;
3- bebe sangue de animais – zoofagia;
4- fase do vampirismo real: bebe sangue humano, que obtém furtando ou roubando de hospitais ou laboratórios... em casos mais raros, mata para conseguir...

Chase contou ao psiquiatra que sabia que seu sangue estava envenenado através de um teste que fazia com o sabão: se levantasse o sabão de lavar pratos e o lado de baixo estiver seco, tudo estava bem; se o lado de baixo estiver grudento, seu sangue estaria envenenado.

Afirmou ser judeu (não era), que estava sendo perseguido por nazistas, pois tinha uma estrela-de-davi desenhada na testa (não tinha). Dizia que os nazista estavam conectados aos OVNI's que, telepaticamente, mandaram que ele matasse para repor seu sangue. Se o FBI quisesse contactá-los bastava colocar um radar em Chase.

Robert Ressler, investigador do FBI e estudioso da mente criminosa de assassinos em série, estudou profundamente o caso de Chase e descobriu que ele era provocado e ridicularizado pelos outros presos, encorajando-o a se suicidar. Conclui, então, que Chase deveria ser transferido para um hospital psiquiátrico, o que ocorreu por um certo período de tempo... porém, foi mandado de volta à San Quentin, onde se suicidou.

Documentário sobre Chase:


Fonte: Murderpedia.org
           Serial Killers: louco ou cruel, de Ilana Casoy


domingo, 2 de março de 2014

JOSHUA PHILLIPS - Anjos Assassinos



No bairro de Jacksonville, em 03 de novembro de 1998, por volta das 17h, Maddie Clifton, de 8 anos, que adorava basquete, saiu para jogar... às 18h30, sua mãe, Sheila, chamou Maddie e sua irmã mais nova, Jessie, para jantar.

Quando entrou em casa, Jessie disse que sua irmã não estava com ela e nem sabia de seu paradeiro. Em seguida, Sheila ligou para o 911 relatando o desaparecimento de Maddie: “Foi como se Maddie tivesse fechado a porta e simplesmente desaparecido da face da terra”, disse o pai da menina, Steve Clifton.



Na mesma noite, os Cliftons e a vizinhança começaram uma busca por Maddie, inclusive o casal Steve e Missy Phillips, e o filho deles, Joshua, de 14 anos. Nos sete dias que se seguiram, mais e mais pessoas foram voluntárias nas buscas e, como que “biblicamente”, no sétimo dia, “fez-se a luz” de forma inusitada...

Na manhã do sétimo dia, a mãe de Joshua percebeu que o quarto do filho exalava um mau cheiro e resolveu fazer uma faxina, quando notou um pouco de água no chão, abaixo da cama de Josh. Imaginando que se tratava de um vazamento de água – pois o colchão de Josh era um “colchão d'água” – retirou o rodapé para verificar embaixo da cama e... viu um pé! A mãe de Josh correu para fora da casa e chamou os policiais: “Eu só apontei para onde eles precisavam olhar. Eu não podia nem entrar”, lembra ela.

Do outro lado da rua, os Cliftons viram a polícia colocar a fita de “cena do crime” em torno da casa de Phillips... poucos minutos depois, os detetives bateram à porta deles.

Josh, já adulto; foto tirada no seu quarto na época do crime

Os Phillips encontraram seu filho, Josh, na Delegacia, para onde foi levado da escola para interrogatório... Steve, pai de Josh, pediu que o menino contasse a verdade para a polícia. Josh, então, contou sua versão para o crime:
Maddie fora à sua casa para jogar; ele disse que tinha que fazer as lições de casa, mas ela insistiu... então, ele concordou mas, que só poderia jogar por alguns minutos, pois, seu pai chegaria logo e ficaria com raiva se visse Maddie por lá. Segundo Josh, ele e Maddie estavam jogando beisebol no quintal de sua casa em torno de 17h15 quando, acidentalmente, ele acertou Maddie em seu rosto com o taco, causando um corte enorme... ela caiu e começou a gritar.

Josh disse ter entrado em pânico, levou Maddie para dentro de casa e para seu quarto... colocou-a no chão e, quando ela começou a fazer mais barulho, ele se assustou e, não querendo entrar em apuros – pois, quando os pais não estão em casa, Josh não tinha permissão para sair para jogar e nem poderia deixar ninguém entrar – bateu na cabeça de Maddie mais uma ou duas vezes... em seguida pegou uma faca e atingiu-a duas vezes na garganta... mais tarde, ainda ouviu um gemido de Maddie e esfaqueou mais algumas vezes. Depois, escondeu o corpo de Maddie dentro do colchão d'água.



Sua mãe, Missy Phillips disse: “Esse não é o jeito dele, ele nunca fez mal a ninguém!”

Joshua foi considerado culpado por assassinato em primeiro grau, em julho de 1999, aos 15 anos de idade, após o júri deliberar por mais de 2 horas. Josh não esboçou qualquer reação ao ouvir o veredito... os pais de Maddie – Steve e Sheila – fecharam os olhos... a família de Joshua deixou o tribunal sem falar com os jornalistas.



Julgado como adulto, porém, por ser menor de 16 anos, não foi condenado à morte no Estado da Flórida... foi sentenciado à prisão perpétua, sem direito à condicional, no dia 12 de agosto de 1999.

A tese da defesa era de que o assassinato de Maddie não fora premeditado e pediu aos jurados a condenação de Josh por homicídio culposo... não apresentou sequer uma testemunha em favor de Josh. Os detetives testemunharam sobre a confissão de Josh quando levado à interrogatório na Delegacia.

Acima, Josh antes do crime; abaixo,com seu advogado.

Para a justiça, o motivo do assassinato de Maddie não foi esclarecido... apenas como se deu o fato. O argumento de Josh de que se desesperara com o ferimento acidental causado em Maddie e, combinado ao fato de ter desobedecido às ordens de seus pais, ficou com medo de ser punido, portanto, resolveu “calar” a menina, não convenceu...

Segundo declaração do irmão de Josh, Dan Phillips, na época do crime, ele tem certeza de que seu irmão está arrependido... já sua mãe, Missy, acredita que as atitudes de Josh se devem à lesões sofridas no lóbulo frontal, que podem levá-lo a não reprimir impulsos, podendo prejudicar alguém por não conseguir julgar as consequências de suas ações...

Já o pai de Josh achou “ridículo e obsceno” o Estado da Flórida processar um garoto de 14 anos de idade por assassinato em primeiro grau, e que o promotor e seu assistente deveriam se envergonhar...

Em 31 de março de 2004, o CBS News noticiou que a mãe de Phillips vai toda semana visitar o filho no “Correctional Facility Marion”, em Lowell, Flórida, de onde ele nunca mais sairá...


Fonte: Murderpedia.org
           CBS News





sábado, 1 de março de 2014

JOACHIM KROLL, o "Caçador" - Paladares Excêntricos



Assassino sexual alemão nômade, Kroll viveu nas proximidades de Duisburg, enchendo seu apartamento de solteiro com utensílios eletrônicos e bonecas infláveis para o ato sexual, frequentemente estrangulando-as com uma mão enquanto se masturbava com a outra. Muito nervoso e tímido para o sexo com parceiros conscientes, ele voltou ao estupro e assassinato aos 22 anos, matando com tanta frequência durante as duas décadas que perdeu as contas de suas vítimas.

Nos anos 60, Kroll tentou o canibalismo por um impulso, gostando tanto que manteve a prática, caçando vítimas “macias” em um esforço para reduzir suas contas na mercearia.

A primeira vítima lembrada por Kroll foi Irmgard Strehl, de 19 anos, estuprada e assassinada em um celeiro próximo à vila de Walstede, em fevereiro de 1955. Erika Schuletter, 12 anos, foi a próxima a morrer, estuprada e estrangulada em 1956. Três anos depois e a quilômetros de distância, ele assassinou Klara Jesmer emmeio às árvores próximas a Rheinhaousen em 17 de junho de 1959. Manuela Knodt, 16 anos, foi estuprada e assassinada perto de Bredeney, sul de Essen, com fatias cortadas de suas nádegas e coxas no primeiro assassinato publicamente atribuído ao homem que a polícia designaria de “Caçador Ruhr”.


Em 23 de abril de 1962, Petra Griese, 13 anos, foi estuprada e assassinada em Rees, próximo a Walsum, e teve as nádegas cortadas junto com seu antebraço e mão esquerdos. O caçador ainda esteve atuando em Walsun em 4 de junho, quando Mônica Tafel, 13 anos, desapareceu no caminho para a escola. Os investigadores encontraram seu corpo em um campo de centeio nas proximidades, com fatias cortadas de suas nádegas e da parte traseira de suas coxas..

Kroll algumas vezes parecia mudar seu padrão a fim de confundir a polícia. Nenhuma carne foi tirada quando assassinou Bárbara Bruder, 12 anos, em Bruscheid, em 1962. Em agosto de 1965, em Grossenbaum, ele rastejou até dois jovens amantes, furando um pneu de seu carro, e fatalmente apunhalando o motorista Hermann Schmitz, quando ele saiu para investigar o barulho. Em Marl, Kroll estuprou e assassinou Ursula Rolling em 13 de setembro de 1966, recuperando-se três meses depois para matar Ilona Harke, 5 anos, em Wuppertal, fatiando pedaços de suas nádegas e ombros.



A sorte de Kroll quase acabou em 1967, quando se estabeleceu brevemente em Grafenhousen, fazendo amizade com crianças locais que começaram a chamá-lo de “tio”. Atraindo uma menina de 10 anos pra um campo próximo em uma tarde, ele prometeu “mostrar-lhe um coelho”, mas em vez disso produziu fotos obscenas, esperando que a criança pudesse tornar-se sexualmente excitada.. mas ela ficou horrorizada, correu para a segurança quando Kroll agarrou sua garganta. Ele fugiu de Grafenshousen no mesmo dia, antes que a polícia pudesse começar a fazer perguntas problemáticas.



Em 12 de julho de 1969, Kroll invadiu a casa de Maria Hettgen, 61 anos, em Hueckeswagen, estrangulando-a até a morte e estuprando seu corpo na entrada da frente. Voltando para crianças em 21 de maio de 1970, ele armou ciladas para Jutta Rahn, 13 anos, em Greischeid, descartando seu corpo estrangulado após satisfazer sua luxúria. Em 1976, Karin Toepfer, 10 anos, foi estuprada e estrangulada no caminho para a escola, em Dinslaken Voerde.

Casa de Kroll

A arrogância de Kroll derrotou-o em julho de 1976, quando fez sua próxima vítima em sua vizinhança em Laar, um subúrbio de Duisburg. Marion Ketter, 4 anos, teve seu desaparecimento informado de um playground próximo e a polícia estava fazendo perguntas de porta em porta, quando ouviu uma curiosa história de um dos vizinhos de Kroll. De acordo com a testemunha, Kroll tinha avisado de que o banheiro no andar superior de seu bloco de apartamentos estava entupido “com vísceras”. Um encanador rapidamente verificou a declaração, retirando um pulmão de criança e outros órgãos da tubulação, e os detetives foram chamar Kroll. Em seu apartamento, eles descobriram sacos plásticos de carne humana armazenados no freezer. No fogão, uma pequena mão estava cozinhando em uma panela com cenouras e batatas.

Cozinha de Kroll

Convencidos de que tinham encontrado o “Caçador”, os oficiais ficaram assombrados com a longa ladainha de Kroll sobre estupros e assassinatos. Ele se lembrou de 14 vítimas, mas na verdade não podia dizer se houve mais, uma circunstância que deixou os detetives livres para especular em sua contagem final de corpos. Com a pena capital abolida na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, Kroll recebeu a punição máxima possível com a prisão perpétua.


Fonte: A Enciclopédia de Serial Killers, de Michael Newton.
           Murderpedia.org


FORTUNATO BOTTON NETO, o "Maníaco do Trianon"




Fortunato era um garoto de programa que atuava nas imediações do Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como Parque do Trianon, ponto de prostituição masculina na região da Avenida Paulista. “Pilo”, como era conhecido, manifestou sua homossexualidade entre os 9 e 10 anos de idade, embora criado por uma mãe religiosa e um pai conservador, e vivia de vender serviços sexuais para homens desde a adolescência...

Só aprendeu a falar aos cinco anos de idade e entrou na escola aos nove... suas decepções na escola – pois, tinha dificuldades para aprender – resultaram em inúmeras fugas de casa a partir dos 10 anos, vivendo nas ruas e, inclusive, sendo interno na FEBEM não por sofrer maus tratos por parte dos pais, mas por se encontrar em situação de abandono...


Do final de 1986 até 1989 ocorreram uma onda de assassinatos praticados contra homossexuais... a primeira vítima foi o decorador José Liberato, no dia 07 de dezembro do referido ano. Zezinho, como era chamado por seus familiares, tinha 66 anos... seu corpo foi encontrado em seu próprio apartamento com um lençol branco entre as pernas e uma longa echarpe amarrada na boca; suas mãos estavam enrijecidas e amarradas na altura do peito com um fio de eletricidade; no pescoço, uma tira de náilon, com fivelas, pressionava a região... essa forma de amarração e o enforcamento eram a marca registrada do maníaco, que acreditam ter matado cerca de 13 pessoas.

Em 17 de agosto de 1987, o corpo do psiquiatra Antonio Carlos Di Giacomo foi encontrado em seu apartamento pela empregada... Antonio foi sufocado com as próprias meias – o maníaco empurrou tanto que elas atingiram seu esôfago. Ainda usou duas cordas de meia e a perna de uma calça jeans no pescoço do médico, assegurando a morte do psiquiatra.

Após matar Di Giácomo, Fortunato cortou um queijo com a mesma faca que usou para golpear o psiquiatra... ele relatou este fato com o maior prazer, pois, segundo ele, era a única faca que tinha na casa e “todos gostavam de ouvir essa história”... algumas de suas vítimas eram tão brutalmente agredidas, ao ponto de serem evisceradas...



Muitos acreditam que os crimes cometidos por Fortunato eram movidos por ódio contra homossexuais, especialmente quando ele disse que “se saísse, continuaria matando homossexuais, pois são uma raça que não merece viver”. Segundo ele, “matar é como tomar sorvete: quando acaba o primeiro, dá vontade de tomar mais e a coisa não para nunca!”.

De acordo com o psiquiatra Guido Palomba, Fortunato era um típico psicopata, um portador de epilepsia condutopática, independente de seus antecedentes e de qualquer motivação que possa ser racionalmente explicada, nunca mantendo vínculos duradouros com pessoas.

Outra vítima foi o diretor teatral Manoel Iraldo Paiva, o “Maneco”, de 37 anos, residente no Edifício Malvina, na rua da Consolação... após assassinar o diretor, Fortunato saiu de lá com TV, videocassete, walkman, rádio-relógio, uma bolsa Gucci, máquina de escrever portátil, relógio, talão de cheques e várias roupas...


Outras vítimas de Fortunato foram Antonio José Laposta, 21 anos, Alaíde Josafa Pinheiro, 48 anos, Arnaldo Vieira Neves, 38 anos e Luiz Antonio Correa.

Segundo pesquisa processual, respondeu, também:
→ pelo homicídio de Antonio Carlos Di Giacomo
→ por latrocínio contra a vítima Antonio José Laposta;
→ por latrocínio contra a vítima Afonso Galdino Ferreira;
→ por roubo e extorsão contra Aguinaldo Fernandes de Barros.

Segundo informações de outros sites, foi condenado apenas por três dos sete crimes que confessou... faleceu na penitenciária, em 1997, devido a uma broncopneumonia decorrente de complicações por ser portador do vírus da AIDS.

Link para o programa "Instinto Assassino - O Maníaco do Trianon"

Entrevista de Fortunato


Fonte: Pasdemasque Blogspot
           Revista Babel (eca.usp)

           Mundo Mau Blogspot

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

ELIZABETH BATHORY (ou Erzsébet, ou Isabel), a "Condessa Sangrenta" - 43ª edição




Nascida em 1560, Elizabeth era filha de um soldado aristocrata e irmã do rei governante da Polônia. Sua família vinha de uma das mais antigas casas nobres da Hungria, e seu elmo tinha o símbolo draconiano incorporado pelo rei Sigismundo, na Ordem do Dragão. O clã Bathory teve cavaleiros, juízes, bispos, cardeais e reis, mas entrou em decadência em meados do século XVI, com a linha de sangue real desfigurada por incesto e epilepsia, e a última classe da família possuía alcoólatras, assassinos, sadistas, homossexuais (naquele época considerados criminalmente como desvio) e satanistas.

Embora fisicamente bonita, Elizabeth foi claramente o produto da genética poluída e de uma formação distorcida. Em toda sua vida, ela esteve sujeita a dores de cabeça cegantes e ataques de desmaio – provavelmente, epiléptica por natureza – que os membros supersticiosos da família diagnosticaram como possessão demoníaca.

Criada na propriedade Bathory aos pés das sorumbáticas Montanhas Cárpatos, Elizabeth foi introduzida ao culto demoníaco na adolescência, por um dos seus tios satanistas. Sua tia favorita, uma das mais notórias lésbicas húngaras, ensinou a Elizabeth os prazeres da flagelação e outras perversões, mas a jovem sempre acreditou que, no que se referia a dor, era melhor dar do que receber.

Quando Elizabeth tinha apenas 11 anos, seus pais contrataram seu futuro casamento com o conde Ferencz Nadasdy, um guerreiro aristocrata. Seu casamento foi adiado até Elizabeth completar 15 anos, finalmente celebrado em 5 de maio de 1575. A noive manteve seu nome de solteira como sinal de que sua família possuía posição superior à do clã de Nadasdy.

Os recém-casados estabeleceram-se no castelo de Csejthe, no noroeste da Hungria, mas o conde Nadasdy também mantinha outras residências suntuosas em todo o país, cada uma possuindo masmorra e câmara de tortura especialmente projetadas para atender às necessidades de Elizabeth.

Nadasdy era frequentemente ausente, por semanas ou meses, a cada vez, deixando sua esposa sozinha entediada, para encontrar sua própria diversão. Elizabeth praticava superficialmente a alquimia, favorecia suas idiossincrasias sexuais com homens e com mulheres, mudava de roupas e joias cinco ou seis vezes por dia, e admirava-se em espelhos de tamanho natural por horas. Acima de tudo, quando estava com raiva, tensa ou simplesmente entediada, a condessa torturava as serventes por esporte.

Uma das maiores fontes de irritação nos primeiros anos de casamento, foi a sogra de Elizabeth. Ansiosa por netos, a mãe de Nadasdy importunava incessantemente Elizabeth por sua falha em conceber. Elizabeth teria finalmente filhos após dez anos de casamento, mas não sentiu o impulso maternal. As jovens criadas da casa logo começaram a temer as visitas da mãe de Nadasdy, sabendo que outra rodada de ataques brutais se seguiriam, inevitavelmente, à partida da velha senhora.


A DIVERSÃO DE ELIZABETH

No que se referia à tortura, a condessa bissexual possuía uma imaginação feroz. Alguns de seus truques foram aprendidos na infância e outros foram retirados da experiência de Nadasdy na batalha com os turcos, mas ela também inventava suas próprias técnicas. Pinos e agulhas eram as práticas favoritas, perfurando os lábios e mamilos de suas vítimas, algumas vezes cravando agulhas sob suas unhas. “A pequena sórdida!”, zombava ela enquanto sua vítima se contorcia de dor. “Se dói, ela só tem que retirá-los”, dizia Elizabeth, que também se divertia mordendo suas vítimas na bochecha, peito e em qualquer outro lugar, retirando sangue com seus dentes. Outros cativos foram despidos, lambuzados com mel e expostos a ataques de formigas e abelhas.

Foi relatado que o conde Nadasdy acompanhava Elizabeth em algumas das sessões de tortura, mas com o tempo ele passou a temer a esposa, passando cada vez mais tempo na estrada e nos braços de suas amantes. Quando ele finalmente morreu em 1600 ou 1604 (os dados variam), Elizabeth perdeu toda moderação (que já não tinha), devotando-se em tempo integral a atormentar e a degradar sexualmente jovens mulheres.

Em curto espaço de tempo, ela ampliou seu escopo do pessoal da família para incluir estranhos em idade de casar. Empregados de confiança percorreram o campo em busca de presas frescas, seduzindo meninas camponesas com ofertas de emprego, recorrendo a drogas ou à força bruta à medida que a difusão dos rumores estreitava as fileiras de recrutas voluntárias. Nenhuma que entrasse para o serviço de Elizabeth escapava viva, mas os camponeses tinham poucos direitos legais naqueles dias, e uma mulher nobre não era culpada perante seus pares se a “disciplina” em sua casa fugisse de controle.

Por volta dos 40 anos, Elizabeth planejou e presidiu um holocausto particular: estimulada por sua enfermeira Ilona Joo e a alcoviteira Doratta Szentes – conhecida como “Dorka” – Elizabeth devastou o campo, reivindicando vítimas camponesas de acordo com sua vontade. Ela carregava pinças de prata especiais, projetadas para arrancar a carne, mas também ficava confortável com pinos e agulhas, ferrete e atiçador incandescente, chicote e tesoura... quase tudo. Os cúmplices da casa desnudavam suas vítimas, mantendo-as abaixadas, enquanto Elizabeth rasgava seus peitos em tiras e queimava suas vaginas com a chama da vela, algumas vezes mordendo grandes pedaços de carne de seus rostos e corpos. Uma vítima foi forçada a cozinhar e comer uma tira da própria carne, enquanto outras foram mergulhadas em água fria e deixadas para congelar na neve.

Algumas vezes, Elizabeth forçava a abertura da boca da vítima com tal força que os maxilares separavam-se. Em outras ocasiões, os serventes faziam o trabalho sujo, enquanto Elizabeth andava ao lado, gritando: “Mais! Mais ainda, mais forte ainda!”, até que desfalecia inconsciente de tão excitada.

Um “brinquedo especial” de Elizabeth era uma jaula cilíndrica construída com longas pontas na parte interna. Uma garota nua era colocada à força na jaula e então elevada a alguns metros do chão por meio de uma polia. Elizabeth ou um de seus serventes girava a gaiola com um atiçador incandescente, golpeando a garota e forçando-a contra as pontas afiadas à medida que ela tentava escapar. No papel de observadora ou de participante ativa, Elizabeth era sempre boa para incessantes comentários de sugestões e “piadas” doentias, passando para cruas obscenidades e incoerente murmúrio à medida que a noite avançava.

Na Idade Média era uma questão simples descartar a vítima sem vida: algumas foram queimadas, outras foram deixadas para se decompor nos arredores do castelo, enquanto algumas foram deixadas do lado externo para alimentar lobos e outros predadores locais. Se um corpo desmembrado fosse periodicamente encontrado, a condessa não temia nenhuma ação penal. Naquele lugar e época, o sangue real era a proteção final. Era também de alguma ajuda um dos primos de Elizabeth ser o Primeiro-Ministro húngaro e outro servir como Governador da província em que ela vivia.

Elizabeth, finalmente, excedeu (mais!?) em 1609, mudando de infelizes camponesas para filhas de nobres menores, abrindo o castelo Csejthe para oferecer “instruções de etiqueta” a 25 inocentes, escolhidas a dedo; dessa vez, quando nenhuma das vítimas sobreviveu, as reclamações atingiram os ouvidos do rei Mathias, cujo pai compareceu ao casamento de Elizabeth. O rei, por sua vez, designou o mais próximo vizinho de Elizabeth, conde Gyorgy Thurzo, a investigar o caso.

Em 26 de dezembro de 1610, Thurzo fez uma incursão tarde da noite no castelo de Csejthe e surpreendeu a condessa com as mãos vermelhas devida a uma sessão de tortura orgíaca em andamento.

Meia dúzia dos cúmplices de Elizabeth foram detidos para investigação; a condessa foi mantida em prisão domiciliar, enquanto o Parlamento acionou um regulamento especial para retirar sua imunidade para uma ação penal. O julgamento desse caso se iniciou em janeiro de 1611 e durou até o fim de fevereiro, como Chefe de Justiça Theodosius Syrmiensis presidindo uma equipe de 20 juristas menores. Oito acusações de homicídio foram alegadas no tribunal, embora muitas acusações históricas coloquem a contagem final de corpos entre 300 e 650 vítimas. A própria Elizabeth foi dispensada de participar do julgamento, mantida em seu claustro sob pesada guarda, mas a condenação em todas as acusações teve um resultado previsto. O tempo da “sanguinária condessa” esgotou-se.

Os cúmplices serventes de Elizabeth foram executados, também Dorka e Ilana Joo após tortura pública, e a condessa foi poupada e sentenciada à prisão perpétua em um pequeno apartamento no castelo Csejthe. As portas e janelas de seu apartamento foram muradas, deixando apenas fendas para ventilação e uma passagem para a bandeja de comida. Ela ali viveu isolada por 3 anos e meio, até ser encontrada morta em 21 de agosto de 1614. A data exata da sua morte é desconhecida, porque diversas refeições permaneceram intocadas antes de seu corpo ser encontrado.

A lenda Bathory cresceu ao ser contada, e muitas das narrativas recentes incorporaram narrações de vampirismo e banhos ritualísticos de sangue supostamente auxiliando Elizabeth a “permanecer jovem”. O fetiche sanguinário de Elizabeth normalmente ligado ao derramamento de sangue de alguma garota camponesa que, acidentalmente, teria respingado na condessa, se deve ao fato de Elizabeth ter se impressionada por sua pele parecer mais pálida e translúcida que o normal após esse evento – traços considerados belos naqueles dias, antes da descoberta do “bronzeado californiano”.

De fato, o extenso testemunho no julgamento de Elizabeth não fez menção literal aos banhos de sangue. Algumas vítimas foram drenadas do sangue por ferimentos brutais ou intencionalmente, mas a retirada deliberada de sangue foi ligada à prática de alquimia e magia negra por Elizabeth. De qualquer forma, sua atividade homicida começou quando ela estava na adolescência ou por volta de seus 20 anos, muito antes que a ameaça de envelhecimento sequer cruzasse seus pensamentos.

O filme "A Condessa de Sangue" foi baseado em sua história, questionando alguns atos atribuídos à Elizabeth...

Fonte: Enciclopédia de Serial Killers, de Michael Newton

domingo, 23 de fevereiro de 2014

JON VENABLES e ROBERT THOMPSON, doces anjinhos...



O FATO

No dia 12 de fevereiro de 1993, James Bulger, de 2 anos de idade, desapareceu enquanto estava com sua mãe Denise, em um Centro Comercial. Seu corpo foi encontrado no dia 14 em uma linha férrea, em Walton.


INVESTIGAÇÕES

Câmeras do circuito interno de TV do Shopping Strand Center, em Bootle, mostraram os menores Jon Venables e Robert Thompson observando crianças, como que selecionando um alvo. Deveriam estar na escola, porém, estavam jogando fliperama e, ao longo do dia, foram vistos roubando vários itens, como doces, um boneco troll, algumas baterias e uma lata de tinta azul, itens que foram encontrados na cena do crime.

Antes do sequestro de James, eles haviam tentado raptar outra criança; uma mulher com seus dois filhos ouviu quando eles disseram em uma loja: “Vamos levar um dos dois”, mas ela pensou que eles se referiam a algum bem. Posteriormente, foi revelado por uma das crianças que eles tentavam levar um dos dois filhos da mulher e empurrar a criança na frente dos carros na rua movimentada para causar um acidente. Segundo um policial, o crime não era simplesmente oportunista: eles sabiam exatamente o que estavam fazendo, planejavam ir ao Centro e matar um menino.

Naquela mesma tarde, Jamie, como era chamado carinhosamente pela família, foi com sua mãe ao Centro Comercial. Ele tinha cerca de 2 e ½ de altura, pele clara, olhos azuis e cabelos castanho-claros. Dentro de uma loja, a Sra. Bulger percebeu que seu filho havia desaparecido... Denise entrou em um açougue e, como não tinha fila e seria rapidamente atendida, deixou James solto na loja. Então, James saiu da loja por conta própria e foi visto por Jon e Robert que se aproximaram dele, ganharam sua confiança e levaram-no para fora do Centro Comercial. Esta cena foi capturada pelas câmeras entre 15h39 e 15h42.



Os meninos levaram Bulger por 4km, a pé, até um canal onde sofreu ferimentos na cabeça e no rosto. Durante a caminhada, os meninos foram vistos por 38 pessoas. Bulger parecia aflito mas ninguém fez nada. Duas pessoas confrontaram os meninos, mas eles alegaram para um que Jamie era um irmão mais novo, para outro que o menino estava perdido e eles o estavam levando a uma delegacia local.

Então, o levaram à linha férrea, perto da estação Walton & Anfield, perto da delegacia de Lane e o cemitério de Anfield, onde o atacaram. Jogaram tinta azul no rosto de James, chutaram e bateram nele com tijolos, pedras e uma barra de ferro de 10kg. Em seguida, colocaram as baterias em sua boca. James sofreu fraturas impressionantes no crânio devido as pancadas com a barra de ferro. Segundo o patologista do caso, Dr. Alan Willians, James sofreu tantos ferimentos que ninguém poderia afirmar qual foi o golpe fatal.


Antes de deixarem o corpo do menino, colocaram Bulger nos trilhos da linha férrea e o posicionaram de forma que um trem passasse por cima dele e fizesse parecer um acidente... o que realmente aconteceu: o corpo de Bulger foi cortado ao meio. A perícia confirmou que o menino morrera ANTES de ser atingido pelo trem.

A polícia rapidamente encontrou imagens do vídeo do rapto de Bulger e pessoas que tinham visto o menino denunciaram. O local onde seu corpo foi encontrado foi coberto por inúmeros buquês de flores.



O crime gerou tamanha repercussão e raiva em Liverpool que a família de um rapaz que foi detido para interrogatório, mas posteriormente libertado, teve que fugir da cidade. A descoberta final veio quando uma mulher, ao ver imagens ligeiramente melhoradas dos dois rapazes na TV nacional, os reconheceu como dois vizinhos. O fato dos meninos serem tão jovens – ambos com 10 anos de idade – chocou os policiais e a comunidade.

Thompson e Venables trocaram acusações, mas a polícia identificou Thompson como o mentor. Testes forenses confirmaram que os dois rapazes tinham a mesma pintura azul em suas roupas da qual encontraram no corpo de Bulger. Ambos tinham sangue nos sapatos, que combinou com o de Bulger nos testes de DNA. Ambos foram acusados pelo homicídio de Bulger em 20 de fevereiro de 1993.



JULGAMENTO

Durante todo o processo e julgamento, os menores assassinos foram chamados de Criança "A" (Venables) e Criança "B" (Thompson). No final do julgamento, o juiz permitiu que os seus nomes fossem liberados devido a natureza do crime e a reação do público) e eles foram identificados, juntamente com longas descrições de suas vidas e experiências. O choque do público foi agravado pela liberação, após o julgamento, de fotos tiradas durante o interrogatório pela polícia. As fotos mostravam as crianças com medo, e muitos achavam difícil acreditar que tal crime havia sido perpetrado por duas pessoas tão jovens.

Cerca de quinhentos
manifestantes se reuniram na Corte para o julgamento inicial dos meninos. Os pais dos acusados foram levados para diferentes partes do país e assumiram novas identidades após ameaças de morte.



O julgamento teve início em Preston Crown Court, em 1 de novembro de 1993. Cada menino sentou-se em vista do tribunal em cadeiras levantadas – para que eles pudessem ver fora do encaixe concebido para adultos – acompanhados por dois assistentes sociais. Apesar de terem sido separados de seus pais, eles estavam a uma pequena distância dos mesmos durante o julgamento. As notícias relataram o comportamento dos réus, o que mais tarde foi duramente criticado pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que anunciou em 1999 que os meninos não tinham recebido um julgamento justo por serem julgados em público e em um tribunal de adultos.

Os meninos, que não fizeram depoimentos em sua defesa, foram considerados culpados em 24 de novembro e condenados à prisão em uma instituição de jovens infratores. O juiz, Michael Morland, recomendou um prazo mínimo de 8 anos de detenção.

O Chefe de Justiça, Lorde Taylor de Gosforth, mais tarde, decidiu que os meninos deveriam servir pelo menos 10 anos na prisão. O clamor público surtiu efeito e acabaram por aumentar em 1994 para 15 anos, decisão do Ministro do Interior, Michael Howard, que "agiu no interesse público". Lord Donaldson denunciou esta intervenção política, descrevendo a elevação da tarifa de "vingança institucionalizada”, sendo derrubado em 1997 pela Câmara dos Lordes.

Em 1999, os advogados de Venables e Thompson recorreram para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que o julgamento dos meninos não tinha sido imparcial, uma vez que eles eram jovens demais para acompanhar os processos e entender um tribunal de adultos. A Corte Europeia rejeitou a alegação de que o julgamento foi desumano e degradante, mas confirmou sua alegação de que foi negado um julgamento justo pela natureza do processo judicial. o Tribunal Europeu considerou igualmente que a intervenção de Howard levou a um ambiente carregado, tornando impossível um julgamento justo.

Nesse mesmo ano, os pais de Bulger, recorreram ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, mas não conseguiram convencer o Tribunal que uma vítima de um crime tem o direito de estar envolvido na determinação da pena do autor.

O processo do Tribunal Europeu levou à Lord Woolf, a revisão da pena mínima. Em outubro de 2000, recomendou que a tarifa fosse reduzida de dez a oito anos, acrescentando que as instituições de jovens infratores "são uma 'atmosfera corrosiva" para os juvenis.

Em junho de 2001, após uma revisão de seis meses, o Conselho de Condicionais declarou que os meninos não eram mais uma ameaça para a segurança pública e poderiam ser libertados, como a tarifa mínima tinha determinado. O secretário do Interior, David Blunkett, aprovou a decisão, e eles foram liberados em poucas semanas. Receberam novas identidades e mudaram-se para locais secretos sob uma proteção de testemunhas: "Eles vivem em um regime de "vida", que permite a sua volta imediata para encarceramento por tempo indeterminado, se forem vistos como um perigo para o público. Como parte de suas condições, eles eram obrigados a não terem de contato um com o outro."


NOVAS INFORMAÇÕES:

Os pais de Bulger se separaram após a morte do filho e o pai de James virou alcoólatra...
Segundo informações, o paradeiro de Robert Thompson é desconhecido, porém, o de Jon Venables não:
→ em 2008 ele foi preso por posse de drogas e briga de rua;
→ em 2010 retornou à cadeia após uma investigação policial sobre pornografia infantil pela internet; foram encontradas 57 fotos indecentes de crianças em seu notebook, algumas com apenas 2 anos de idade; ele se passava por uma mulher que pretendia vender seu filho para pedófilos pela rede;
→ em julho deste ano - isso! 2013! – Venables, agora com 30 anos, ganhou a liberdade novamente, e nova identidade pela 4ª vez:
a) 1ª vez foi aos 10 anos quando matou James Bulger com seu amigo Robert Thompson;
b) 2ª vez em 2001, quando saiu da prisão; e
c) 3ª vez foi quando pego por pornografia infantil - isso tudo garantido pela legislação inglesa, a Lei Mary Bell.


Fonte: Pasdemasque.blogspot
           Corbis – Murderpedia.org
           O Aprendiz Verde